sexta-feira, 30 de novembro de 2012

MVP da partida: o sr. do apito



 © Google | Miguel Lima (Tomo II)



antes de tudo e com todo o desportivismo que me assiste, os meus sinceros "Parabéns!", aos "gverreiros do Minho"® pela passagem aos quartos-de-final da Taça de Portugal.
os seus jogadores foram bravos e no cômputo geral fizeram por merecer tal passagem. os seus adeptos foram os mesmos («parolos»?) de sempre: festejaram o segundo golo voltados para o lado dos Super Dragões...

neste rol de elogios, não incluo o actual treinador do SC Braga, josé peseiro. explico.
para lá da provocaçãozinha barata após a derrota no passado Domingo (que "dou de barato", por a enquadrar no sentido de ter sido proferida "a quente" e para dentro do grupo, mas que registei), para quem jogava (novamente) no seu reduto, nada tinha a perder e muito a ganhar, a maneira temerária com que dispôs a sua equipa em campo - ante um FC Porto versão "B" - revela muito do que pretendia para o encontro em causa: jogar na (im)previsibilidade de um lancezito de ataque mais impertigado e/ou num erro clamoroso do adversário. aliás, foi dessa forma que conseguiu o empate, onde, no decurso da marcação de um livre (que só existiu no espírito do "sr. olarápio", mas já lá vamos...), beneficiou de um péssimo alívio do Danilo para canto (pois introduziu o esférico na sua própria baliza). 
enfim... que tenha mais "quiñones" para a próxima eliminatória, se quiser chegar à final no Estádio de Oeiras.

porém, e para quem viu o jogo de hoje sem clubites agudas, convirá que o sr. Benquerença foi um "olarápio" de primeira, e mesmo tendo perdoado um penalty ao FC Porto (por agarrão evidente dos calções de Hugo Viana por parte do Fernando, que calculou mal a protecção da bola, junto à linha final). 
confesso que esbocei um sorriso de (in)conformismo quando soube da sua nomeação e sobretudo depois do desastre que foi a sua arbitragem no último Paços de Ferreira vs. "clube do guardanapo"...
a forma ridícula como expulsou o Castro revela bem o que foi a sua arbitragem (muito caseirinha) na pedreira: sobretudo deixou-se iludir nas "piscinas" bracarenses, ajudando a empurrar a equipa arsenalista quando tudo parecia perdido.
certamente que o meu FC Porto não perdeu por exclusiva responsabilidade do sr. Benquerença; mas que o sr. "olarápio" contribuiu para a sua (precoce) eliminação de um troféu onde havia legítimas expectativas em vencê-lo, disso não tenho quaisquer dúvidas.

para finalizar e em relação ao que (não) vi no FC Porto desta noite e para lá do eclipse da "estrelinha da Sorte" que nos tinha acompanhado ao longo dos últimos encontros: surpreendeu-me (pela positiva) a entrega e o inconformismo dos jogadores considerados "habituais suplentes", nomeadamente Castro, Defour, Abdoulaye e Fabiano
o mesmo já não posso afirmar sobre Kléber (uma "nódoa", uma "sombra de si mesmo", que me faz interrogar sobre o porquê de ainda permanecer no plantel, das razões de não ganhar o "estatuto" que pensa possuir na equipa B do clube, de constatar que actualmente não há uma alternativa credível a Jackson Martínez e suspirar por uma oportunidade a alguém da equipa B - talvez o Thibaut Vion), sobre Miguel Lopes (não há no grupo de trabalho uma alma caridosa que o ensine a cruzar com "conta, peso e kmedida"?), sobre Fernando (nitidamente à procura da sua melhor forma física, mas ainda a complicar em demasia o que lhe deveria ser fácil: libertar a redondinha de forma jogável, na construção de lances de ataque) e sobre Danilo (não pelo autogolo, mas mormente pela forma como ficou afectado com o lance e não soube aproveitá-lo para se "revoltar" e libertar o futebol que se (pres)sente que possui. é certo que não teve o apoio nem o conforto imediato dos companheiros, mas tal por si só não chega).
também não gostei de se começar a defender (precocemente) o resultado e a proceder a uma (inócua) gestão de esforço a partir dos 20' da primeira parte. é que e como se costuma dizer, "pusemo-nos a jeito" por adoptarmos tal atitude - com a entrega das rédeas de jogo ao adversário, baixando o bloco, cometendo mais faltas (e mesmo que algumas tenham sido autênticos "mergulhos" para o que deveria ser relva mas mais parecia um campo de batatas mal lavrado) e recebendo mais amarelos (com o beneplácito da mão ligeira, porque "quente" do sr. "olarápio"). e não gostei porque, do onze escalado por Vítor Pereira, só Otamendi (ai aquela tentativa de tentativa de corte, em que resultou o segundo golo arsenalista...), Mangala (por vezes excede-se, mas tem muito potencial e um físico que deve deixar os adversários ligeiramente "mangalados"), Defour, Fernando e James (hoje um pouco complicativo, no meu entendimento) poderão aspirar à titularidade em Paris...

no fundamental: 
que este jogo sirva de lição para o Futuro mais imediato - sobretudo nas partidas para o campeonato nacional ante o Moreirense (casa) Vitória de Setúbal (fora), Nacional (casa) e agremiação lampiónica de Carnide (fora). 
e, já agora, que seja o PSG a pagar a factura desta precoce elimiação já na próxima Terça-feira.


e agora, com a tua licença, vou partir (para uma noite mal dormida), sem beijinhos e (muito menos) abr@ços.


8 comentários:

  1. Boas Miguel,

    Infelizmente o que previa aconteceu --- um jogo onde só podíamos ganhar, o treinador optou por poupar a equipa principal para um jogo onde ganhar ou perder não nos trás nada de mais a não ser dinheiro porque o primeiro ou segundo lugar é uma incógnita ... mais ainda, poupar jogadores contra o Braga, em Braga e eles com a melhor equipa ?!??! realmente não percebo nada de futebol.
    Quanto ao arbitro, sem comentários, perdoou um penalti ao Porto por uma falta do Fernando e depois toca a distribuir cartões a torto e a direito.
    Resumindo e concluindo. o Braga ganhou e bem, na minha opinião porque o seu treinador achou mais importante passar esta eliminatória da taça do que ganhar mais um milhão de euros na champions ... e esteve bem.

    Um abraço

    http://fcportonoticias-dodragao.blogspot.pt

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  2. Depois da furia e de uma noite de descanso sobre o assunto, o essencial a tirar disto (além das consequências desportivas) é isto: 8 alterações (contra 1 do adversário, apenas na baliza), a jogar fora, na casa de um candidato ao título, jogar com menos 1 durante 25 minutos por expulsão ridícula (preferia 1000x que tivesse marcado o penalti do Fernando e ficássemos com 11 o jogo todo), um auto-golo oferecido, e ainda tivemos 2 oportunidades para empatar...

    Deixem-nos pensar que somos fraquinhos, quando chegar a hora da verdade eles logo vêem...

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  3. No segundo jogo de um mini-ciclo de alto grau de dificuldade e que acaba terça-feira em Paris, frente ao PSG, Vítor Pereira levou a cabo uma autêntica revolução na equipa. Da equipa que esteve no Axa no domingo passado, apenas Otamendi, Mangala - mas não a central, na lateral esquerda -, Fernando e James, entraram de início no jogo de hoje.

    A primeira-parte pode ser dividida em duas partes: até cerca dos 25 minutos, viu-se um Porto de muito boa qualidade, com e sem bola. Embora sendo uma equipa mais de expectativa que de vocação atacante, com bola, o conjunto de Vítor Pereira foi competente em posse, circulou bem e procurou atacar; sem bola, estava sempre bem organizado, pressionava alto, nunca permitiu grandes veleidades à equipa bracarense. Não admirou ninguém que o F.C.Porto, no seu melhor período, tenha chegado à vantagem, por Mangala, num excelente cabeceamento, após livre muito bem marcado por James. A partir dos dos 25 minutos a equipa portista foi subindo menos, perdendo capacidade de ter bola e apesar de manter a organização, já não foi tão pressionante, aproveitando o Braga para crescer, criar algum perigo, embora, não muito.
    Resumindo e tudo somado, vantagem que se aceitava do F.C.Porto.
    Dois cartões amarelos, Miguel Lopes e Castro, o do médio, viria a ser influente na segunda-parte.

    Se nos últimos 20 minutos da primeira-parte já se notava que o F.C.Porto não tinha a mesma capacidade de controlar, na segunda isso notou-se ainda mais. A equipa foi baixando, perdendo organização, qualidade e quando Castro que já tinha amarelo, foi expulso - como é que um jogador que joga nos limites e já tem amarelo, não sai ao intervalo? - pior ainda. Como logo a seguir o Braga, num auto-golo de Danilo empatou, o equipa portista abalou, sofreu o segundo e mesmo tendo reagido, não conseguiu empatar e está fora da Taça. Mesmo que analisando os 90 minutos, o prolongamento seria mais justo.
    Não falo do árbitro. Nem de Kléber.

    Notas finais:
    Como as coisas tinham corrido bem na Madeira, frente ao Nacional, na eliminatória anterior, também com quase a totalidade dos habituais a serem poupados; porque houve jogadores que no jogo de domingo passado tinham dado mostras de défice físico; temos um jogo importante na terça-feira; não temos um plantel assim tão rico em alternativas; temos de de gerir, poupar, rodar jogadores. Dito isto, aceito a opção de Vítor Pereira. Mas atendendo ao valor do Braga, bem demonstrado no jogo do campeonato e ao que estava em jogo - ao contrário do jogo de terça-feira, este era decisivo -, era preciso poupar tanto?

    Um dos objectivos da época está perdido. Não gostamos nada de perder, estamos frustrados e zangados. Mas aproveitemos a derrota para cair na real, este passo atrás, para dar dois à frente. Equipa invencível; ao nível do Porto de Mourinho; recorde para aqui e recorde para acolá: etc., era o que já se dizia, numa conversa para embalar, claramente exagerada. Temos sido competentes, equilibrados, colectivamente fortes, a equipa está unida e é solidária, confiante, mas se na época passada nunca desanimei, mesmo quando a chama era pouca, esta época, apesar de reconhecer as melhorias, notórias, nunca achei razão para embandeirar em arco, nunca me deixei embalar pelo canto de certas sereias, algumas cínicas e hipócritas.

    Espero que no jogo da Champions, liberto dos rótulos de "super-equipa",o F.C.Porto mostre a sua qualidade.

    Abraço

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  4. Derrota que atira o FC Porto para fora da Taça de Portugal, determinada por dois momentos de infortúnio, um dos quais com o dedo do artista do apito (expulsão excessivamente rigorosa de Castro) e o outro num acto de displicência imperdoável de Danilo, a marcar na própria baliza, num lance puramente inofensivo.

    A aposta de Vítor Pereira foi ousada mas só terá sido traída por esses dois momentos e pela tardia na compensação do meio-campo após a expulsão. A reacção deveria ter sido imediata.

    O comportamento de equipa foi positivo, com Miguel Lopes e Kléber a manifestarem, mais uma vez, incapacidade para fazerem parte deste plantel. Menor acerto também para Atsu, de quem se espera muito mais.

    Um abraço

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  5. Boa tarde,

    Tínhamos uma pedra enorme no trilho, que teríamos de mover para continuar o percurso rumo à final da Taça de Portugal, não conseguimos, e pela segunda época consecutiva, vemos a final por um canudo, desta vez não de Coimbra mas de Braga.
    Na antevisão ao jogo tinha dito que a incógnita para o jogo de hoje era saber até que ponto VP estaria disposto a arriscar, fazendo a gestão do plantel, um pouco à semelhança da eliminatória anterior, na qual venceu e convenceu na Madeira diante do Nacional. Todavia na minha opinião, a valia do Braga não permitiria grandes mexidas, sob pena de entregarmos o ouro ao bandido, e assim foi.

    Fica a lição para o futuro. O nosso miolo tem de jogar sempre com Lucho ou Moutinho. São estes dois atletas que tem capacidade técnica e táctica para pensar e delinear o jogo.
    A rotação deve ser feita, mas com astúcia.

    Abraço e bom fim de semana

    Paulo

    pronunciadodragao.blogspot.pt

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  6. Caro Miguel,
    Tendo por termo de comparação o jogo do passado Domingo para o campeonato nacional, não se perspectivava um jogo fácil, mas esperava-se que o FC Porto
    fosse capaz de dar a volta às dificuldades. Contudo e ao contrário do que sucedeu no Domingo, hoje as coisas não correram bem. Será que se pode falar em
    azar? Talvez, mas afinal o que hoje não correu bem? Vítor Pereira promoveu significativas alterações na equipa. Sinceramente, eu não faria tantas alterações,
    no entanto, percebo que Vítor Pereira as tenha feito. Afinal de contas todos fazem parte do plantel, todos tem de estar preparados para, a qualquer momento,
    ajudar a equipa e a verdade é que se não jogarem, nunca estarão preparados para tal. De qualquer forma, a defesa jogou uma quantidade de jogos e não houve
    problemas por causa disso. O azar chegou na segunda parte, quando Castro foi expulso e o treinador portista demorou a fazer entrar João Moutinho. Depois
    veio a infelicidade de Danilo ao introduzir a bola na própria baliza. Azar. Mas não podia haver dois males sem três. Ainda sem Moutinho em campo, o Braga
    chegou a vantagem. Logo, parte do azar está na demora da terceira alteração. Tanto falaram na sorte que o FC Porto tinha em braga, tanto falaram dos jogos
    que o FC Porto não perdia que chegou o azar e com ele a derrota. Conclusão, a sorte não cai do céu e ninguém é imune nem ao azar nem a derrota. Agora é
    olhar para o futuro e o futuro é  já na Terça, frente ao PSG, onde está em jogo o primeiro lugar do grupo na fase de grupos da Liga dos Campeões.

    Cumprimentos

    Ana Andrade

    www.portistaacemporcento.blogspot.com

    www.artigosonlineanaandrade.blogspot.com

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  7. Já todos disseram o que eu queria dizer... Concordo com tudo mas não é ao primeiro tropeção que vou criticar o Pereira. Espero que na terça feira mostremos o que valemos de facto. Este jogo custou a digerir mas temos que encarar todas as outras competições com seriedade, incluindo a taça da liga. Não devemos esquecer que o 5LB se mantem perto de nós em títulos conquistados graças à taça Lucilio. Saudações

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  8. caríssima Ana, caríssimos,

    obrigado! pela vossa visita e pelas vossas palavras!

    peço-vos desculpa por só responder agora, mas foi de todo impossível fazê-lo atempadamente.

    este último final-de-semana foi muito atípico: começou na Sexta (com o que se viu...), prosseguiu com o andebol (um tremendo azar) e depois com o hóquei (uma grande porr@!) no Sábado, e terminou no Domingo (felizmente que a bem, com a terceira vitória consecutiva da nossa equipa B, e os sucessos dos nossos escalões de formação).

    somos Porto!, car@go!
    «este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

    abr@ços a «ambos os sete» :D
    Miguel | Tomo II

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(sendo que, num blogue de 'um portista indefectível', obviamente que esta caixa é destinada preferencialmente a 'portistas dos quatro costados'. e até é certo que o "lápis", quando existe, é azul.)

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