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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

e ainda 'falam' do Olival?!


(clicar na imagem para ampliar)


para memória futura

(não vá acontecer como com o «glorioso» desaparecimento da página das escutas ao 'orelhas', no mesmo jornal)


«


António Costa referiu-se ao museu Cosme Damião, inaugurado em 2013, como «um equipamento cultural de referência para a cidade».

por Vítor Cid



Inaugurado, em meados de 2013, numa cerimónia que contou com a presença do Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares e do presidente da Câmara de Lisboa - que se referiu a ele como «um equipamento cultural de referência da cidade» -, o "Museu 5lb | Cosme Damião" está em situação ilegal. O mesmo acontece com vários outros equipamentos existentes no complexo do Estádio da Luz, incluindo espaços comerciais, piscinas e um pavilhão. Em causa está o facto dessas construções não cumprirem com aquilo que estava estabelecido no alvará de loteamento que foi emitido pela Câmara Municipal de Lisboa, em 2004. 
A «alteração da licença de operação de loteamento», que vai permitir a regularização desta situação, só foi aprovada em reunião camarária esta Quarta-feira, dia 11 de Fevereiro de 2015, com a oposição do PCP e os votos favoráveis dos restantes eleitos.

De acordo com informações constantes deste processo, estão em situação irregular dois espaços comerciais, um equipamento desportivo, um balneário e duas bilheteiras, bem como o edifício principal (com uma superfície de pavimento superior a 18 mil m²) - o qual alberga o museu, as piscinas e um pavilhão. O Estádio da Luz é a excepção, sendo a única construção que se encontra licenciada.   

O Museu - que foi distinguido com o "Prémio Museu Português 2014", atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia -, abriu as portas em Julho de 2013. 
Na altura, segundo se diz numa notícia publicada no site da autarquia, António Costa agradeceu ao 5lb o que considerou ser «uma dádiva à cidade» e realçou «o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal no âmbito dos Planos Directores Municipais e nos Planos de Pormenor», para «permitir que este museu aqui esteja».    
Certo é que, só em Abril de 2014, é que a 5lb Estádio - proprietária do lote em questão -, submeteu ao município de Lisboa o necessário «pedido de alteração da licença da operação de loteamento». Com ele, para além da regularização das construções já mencionadas, aquela entidade pretendia obter "luz verde" do município para fazer um dos edifícios existentes crescer dois pisos e acrescentar um piso a um balneário. Tudo somado, está em causa um aumento da superfície de pavimento de mais de 38 mil m²...

«Como é que é possível que se tenha construído aqueles edifícios sem qualquer licenciamento e que a câmara o tenha permitido?», pergunta o vereador Carlos Moura, sublinhando que «as obras não foram feitas secretamente e anos depois apresenta-se uma proposta de resolução, que além disso permite aumentar a construção», condena o autarca comunista, lembrando que «esta questão atravessou várias gestões camarárias».

E as críticas não ficam por aqui, já que a proposta, aprovada esta Quarta-feira, prevê também «a submissão à Assembleia Municipal de Lisboa da aceitação da isenção do pagamento da taxa TRIU [Taxa pela realização, manutenção e Reforço de Infraestruturas Urbanísticas] e da compensação urbanística (...) respeitante unicamente ao uso de equipamento e serviços complementares à actividade desportiva, que corresponde a 95% da superfície de pavimento». 
A oposição a esta proposta que, segundo disseram ao PÚBLICO vários eleitos, envolve um montante de cerca de 1,8 milhões de euros, foi alargada: PSD, PCP, CDS e a vereadora Paula Marques (dos Cidadãos por Lisboa) votaram contra, e o vereador João Afonso (do mesmo movimento) absteve-se.  

«É completamente inaceitável, diz Carlos Moura. 
«Os portugueses e os lisboetas, não conseguem já aceitar este tipo de tratamento diferenciado», afirma, por sua vez, o vereador social-democrata, António Prôa, que não hesita em falar num «tratamento de favor” ao 5lb»
Também o vereador centrista, João Gonçalves Pereira, mostra-se contra uma isenção de taxas a esse clube, sublinhando que teria a mesma posição para qualquer outro.
Já Paula Marques explica que votou contra por entender que «não é correcto isentar do pagamento de taxas um clube de futebol, entidade que não é uma associação sem fins lucrativos, especialmente na situação em que estamos a viver, na situação que o país está a atravessar».

Tanto a vereadora dos Cidadãos por Lisboa, eleita na lista do PS, como António Prôa e João Gonçalves Pereira frisam que a sua posição poderia ter sido outra se a isenção se aplicasse exclusivamente a equipamentos para a prática desportiva.

[...]


»


estou curioso para saber qual será a opinião dO leonor pinhão sobre este assunto (ou será «não-assunto»?), depois da forma como "botou faladura", em Maio de 2014...


"disse!"


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

do sermos os donos do nosso próprio destino...




caríssima(o),

neste período pós-embrulhos de Natal e em que é tão normal tecerem-se considerandos avulsos sobre balanços & afins, resolvi inovar e compor uma piquena "posta de pescada"® acerca do que fez o britânico Southampton (e cuja notícia, que desconhecia em absoluto, li originalmente aqui), (cor)relacionando todo o meu pensamento com este rumor aqui, com origem (britânica) aqui e datada de Agosto deste ano.

quem me conhece, sabe que, entre (muitas) outras, há duas questões do quotidiano do nosso clube do coração que me inquietam.
a primeira prende-se com a promoção (mormente internacional) da marca "FC Porto®"; a outra é a já célebre tese controversa do 'merchandising' do Clube.

da primeira, considero que o Clube, tendo em consideração, por um lado, a sua grandeza e em linha de conta a projecção que pretende por outro, deveria desenvolver esforços válidos e substantivos para que a questão colombiana não tenha sido um "fogacho", como que um episódio único e singular, portanto irrepetível...
não!, a minha opinião é precisamente inversa àquela postura e, tal como os grandes tubarões do futebol europeu já o fazem e há muito tempo, à nossa escala deveremos expandir a marca (que indelével e indubitavelmente é sinónimo) de Qualidade e para onde nos querem Bem.
mais do que um qualquer recôndito lugar do Oriente, cujos olhos dos locais já estão (literalmente) em bico com os clubes espanhóis e britânicos, a Colômbia deverá ser o primeiro país de um autêntico filão sul-americano que teremos que explorar, e onde a Escola 'Dragon Force' de Bogotá é só o seu prenúncio. aliás considero-o bem mais importante e muito mais premente do que, por exemplo, o mercado Angolano e apesar da mais recente viagem presidencial ter sido um êxito. a razão principal explica-se  sobretudo por este último ter «gloriosos» interesses por lá instalados e aos quais nos será difícil sobrepor, sequer impor!...


da segunda questão, principio por, mais uma vez, revelar despudoradamente à saciedade que, em tempos não muito idos, adquiri um equipamento (mas com Qualidade!) na candonga. os motivos por que o fiz foram expressos 'in situ' próprio, sendo que já o repeti por mais três vezes, desde então. e com resultados muito agradáveis (por que satisfatórios). mas, sempre te digo que, na minha terra e nas minhas finanças, vinte e cinco euros são sempre menos (bem menos!) do que oitenta euros. e que quem fixou este último valor comercial não tem em conta, mais do que a minha realidade económico-financeira, a condição social de todo um pequeno País periférico e do Sul da Europa...

portanto e para lá das pertinentes questões estatutárias que deveriam ter estado sempre presentes aquando da elaboração dos equipamentos do nosso clube do coração e independentemente de nomes conceituados de marcas de artigos desportivos, a minha opinião é que o FC Porto poderia considerar seriamente a hipótese de conceber a sua própria marca/'label'.
atenção que não estou a afirmar que se devam desrespeitar os acordos entretanto celebrados! o rasgar contratos "por dá cá aquela palha" é uma tentação à qual felizmente somos alheios, sendo uma realidade à qual não é alhei(r)a uma qualquer agremiação da Segunda Circular.

as razões são fáceis de apontar e cito-as quase que de cor e salteado, e ao sabor da pena, e para além dessa necessidade premente de se gerarem receitas suplementares a uma qualquer venda de direitos comerciais e desportivos de um qualquer jogador:

«


» 100% das receitas geradas pelas vão inteiramente para o Clube;

» aqueles lucros não estão dependentes de aspectos comerciais impostos pelas marcas de equipamentos desportivos;

» Clube pode rentabilizar todo o investimento com alguma relativa facilidade, decidindo por si e sem imposições externas, por exemplo, quais as quotas de vendas para os equipamentos principal e alternativo;

» Clube pode soberanamente escolher as cores dos equipamentos e tendo em consideração a sua identidade própria, ao invés da que "está na moda", o que faz com que os adeptos adiram mais facilmente à compra;

» todos os seus sócios, adeptos e/ou fãs sabem que, ao comprar uma camisola, estão a depositar dinheiro directamente no Clube.

»



haja vontade para que esta possa ser uma realidade a breve trecho e em consonância com um novo patrocinador para as camisolas e/ou 'naming' do Estádio.


"disse!"



terça-feira, 17 de junho de 2014

desses afamados fundos sem "poços" (de petróleo, ou outros)...


© google

caríssima(o),

vamos conversar um pouco sobre Futebol?

não!, não me refiro ao atropelo alemão de ontem, em Salvador da Bahia, sequer às hipotéticas (por que patéticas) justificações para uma copiosa derrota que muito deveria envergonhar quem teve a (ir)responsabilidade de escolher os seus protegidos, mais pela bajulice e adulação do que pelo mérito desportivo.
não!, também não me irei referir às pseudo-contratações pré-anunciadas e sempre oficiosas por parte de quem tem por missão primeira (primária?) vender papel e/ou ganhar audiências ao invés de primar pelo rigor informativo.
não!, muito menos irei questionar o arranque da próxima época desportiva do nosso clube do coração, sobretudo pela parte da minha pessoa, que deposita total confiança em quem gere os destinos do FC Porto há mais de trinta anos, com o êxito que se (re)conhece e com a jovialidade dos seus 76 anos de idade.

acima de tudo, preocupou-me (bastante) o teor da notícia que se segue:

(clicar na imagem para ampliar)


eis a parte que ressalvei:

«

Até ao momento, ainda não foram fornecidas as informações solicitadas pela UEFA, pois os clubes têm vindo a analisar juridicamente, junto com os parceiros de cada um dos contraentes dos acordos estabelecidos, quais as informações que podem ser prestadas. É que, em causa, estão as cláusulas de confidencialidade existentes nos contratos. Por ora, o diálogo impera; mas a relutância existente pode suscitar outro tipo de intervenção do organismo que tutela o futebol europeu.

»


no meu entendimento, a dita deverá ser intercalada com esta aqui, datada de Abril deste ano, mormente com a parte que se destaca - e com a devida vénia para o "reflexão portista", na pessoa do caríssimo José Correia:

«

A breve trecho, a inscrição de jogadores para participação nas provas europeias só será possível desde que todos os direitos estejam concentrados no clube ao serviço do qual o jogador milite. A participação de terceiros nos direitos económicos dos atletas será vedada, à semelhança do que já acontece em Inglaterra, França e Polónia. 

»



mas o que é que eu percebo de "fundos de jogadores"?! nada!

o que é que eu sei sobre o "fair play financeiro da UEFA"?! "bolha"!

que soluções alternativas aos "fundos de jogadores" deveriam ser aplicadas?! «sei lá!»


agora, o que eu "sei" é que:

» não me contento  com golos, jogadas brilhantes, goleadas à antiga e momentos kelvin - há outras questões para lá dessas, igualmente importantes (apesar de menos interessantes e emotivas para um adepto de bancada como eu);

» "não vou à bola" com o emproado do Michel Platini, na exacta proporção que ele decididamente "não nos grama", nem um bocadinho;

» o tal "fair play financeiro da UEFA" decididamente é uma grande treta, sobretudo para os grandes tubarões do futebol europeu - basta atentar no ridículo das multas ao City e ao PSG face à severa punição ao Málaga por igual incumprimento financeiro;

» mesmo não sendo um entendido em análises de "Relatórios&Contas" de SAD's, e mesmo percebendo que a conciliação da administração financeira com a gestão desportiva é «uma estratégia de risco», considero que a situação económica do Clube é muito negativa - e não pretendo compará-la com a realidade dos outros (certamente pior do que a nossa, mas que não me interessa para rigorosamente nada);

» em caso de um eventual incumprimento financeiro, por parte do nosso clube do coração, uma hipotética punição, a ocorrer, será certamente (e no mínimo) exemplar;

» no curtíssimo prazo, o Clube terá que encontrar soluções desportivas para o recurso (quase que) sistemático aos fundos de jogadores e mesmo que com consequências na prossecução dos objectivos primordiais em cada época que se inicia, i.e., ser campeão e conseguir o indispensável apuramento para a Champions;

» decorrente do ponto anterior, a aposta na formação do clube deverá ser encarada com (ainda) mais seriedade, por parte da Direcção do Clube - e tal como já o tinha preconizado;

» também num curtíssimo prazo, haverá necessidade de a Direcção do Clube explicar aos sócios, aos accionistas da SAD e à massa adepta em geral - exactamente por esta ordem -, qual o caminho a seguir relativamente a este tipo de questões financeiras que, de certa forma, "colidem" com as nossas expectativas desportivas, para cada época que se avizinha e que são indistintas de uma trivela e/ou de uma bola que bateu no poste e não entrou e/ou de um ressalto de bola maldito e/ou de um golo de bandeira e/ou de um livre directo à gaveta...


"disse!"




quarta-feira, 11 de junho de 2014

brevíssimos considerandos...


© google

caríssima(o),

antes de tudo e não parecendo despiciendo, já não há pachorra para o nacional bacoquismo acerca da provável prestação da "equipa (que decididamente não é) de todos nós, em terras de Vera Cruz... ainda não começou a competição em causa, e já sinto náuseas. custa-me admiti-lo, pelo abstracto inerente ao personagem em causa, mas tem razão bagão "papa hóstias" félix quando escreve, em "F de 'futebol'":

«

MOMENTO I: 

passo pelos canais noticiosos. O primeiro que vejo acompanha freneticamente um autocarro. O segundo segue o mesmo autocarro com entusiasmo. Continuo o zapping. O terceiro relata, com emoção, a marcha de um autocarro, suponho que o mesmo. O quarto canal faz tal e qual, entrecortado por uma exegese da viagem. Desliguei a televisão. Queria escolher, mas nenhum canal me deu essa possibilidade. 

MOMENTO II: 

passo pelos canais noticiosos. Deparei com uma conferência de um jogador. Uma conversa feita de nada. Minutos a fio que nem o Presidente da República tem. Mudei de canal, mas era o mesmo. Canal seguinte: ainda a mesmíssima oca excitação. Mudo quase instintivamente de canal; mas lá permanecia o rapaz da bola. Desliguei a televisão. Queria escolher, mas nenhum canal me deu essa possibilidade.

MOMENTO III: 

passo pelos canais noticiosos. No primeiro, vi imagens de uns rapazes a fingir que treinavam com um locutor empolgado a dizer banalidades. Mudei, mas a cantiga era a mesma. Voltei a mudar e ouve-se a 326.ª lição anatómica de um tendão rotuliano. Desliguei a televisão. Queria escolher, mas nenhum canal me deu essa possibilidade.

Dizem que é assim por causa do esplendor das audiências que exige uma overdose nauseante e circense à volta do Mundial. A acefalia assentou praça. A televisão pública (para a qual pagamos a taxa audiovisual), no seu canal informativo, vai ter «cerca de 8 a 10 horas diárias de informação sobre o Mundial, com o antes e o depois dos jogos» como disse um dos seus responsáveis. Nunca o 'F' do Futebol foi tão alienante...


Declaração de interesses: 

Gosto muito do meu País. E de futebol... jogado.

»


sobre as eleições na Liga e depois das mais recentes afirmações de José Manuel Meirim, com a desmontagem da argumentação invocada para só se apresentar uma lista a votos, registo (sem muito espanto...) que nunca um Presidente da Assembleia-geral teve tanto poder, privilégios e conluios com a Presidência do órgão em causa.
e que, nem assim, se compreendem aquelas inqualificáveis declarações do burro do Carvalho...


© google
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depois, a propósito da nossa derrota, no hóquei em patins, em Turquel, para a Taça de Portugal da modalidade, e para lá da «agressão de Edo Bosh a carlos lópez», num descontrolo emocional que só é incompreendido por quem não assistiu à partida mas que, mesmo assim, não o justifica e se condena, há imagens que ficarão para a posteridade.
principio por, "em vésperas" da decisão do campeonato, a FPP ter nomeado a mesma dupla de árbitros para os jogos da 29ª jornada (!!!Candelária vsFC Porto e 5lb vs.Valongo, de seus nomes luís peixoto (Lisboa) e miguel guilherme (Lisboa).
acerca desta final four da Taça, retive o facto de o Conselho de Disciplina da FPP ter «reunido de urgência» para despenalizar um jogador e o treinador do 5lb que, de outra forma, não poderiam estar presentes no encontro da final.
lembras-te destes dois temas terem sido abordados na comunicação social? eu (também) não.. e sem querer desculpabilizar uma má época desportiva, em que claudicámos em todas as finais disputadas, em todas as provas envolvidas, razão teve Tó Neves quando desabafou que «alguém tem de responder por isto e dizer por que o FC Porto não é tratado da mesma forma que o 5lb»...
as últimas imagens para a posteridade são as que se encontram ali em cima, da inteira e exclusiva responsabilidade por parte de um grupo de "adeptos" energúmenos que, dos três clubes (ditos) "grandes", são os únicos que permanecem ilegais (no sentido em que desavergonhada e desassombradamente afrontam o estipulado na Lei nr. 16/2004de 11 de Maio) mas que, quando se deslocam à InBicta"em manada", mobilizam meios como mais ninguém em Portugal Continental, suportados pelos impostos pagos por todas(os) nós...


© google
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já em relação aos equipamentos do nosso clube do coração.
talvez o problema seja meu, mas só entendo o alternativo em cor-de-rosa, numa estratégia de marketing concebida para cativar o público feminino afecto ao FC Porto.
e, mesmo assim, mantenho as minhas muito reservadas reservas, no sentido em que contradizem o que está estipulado e consagrado nos Estatutos do Futebol Clube do Porto, mormente no seu art. 10º - e por mais «vantagens comerciais» que daí possam advir, pois que há valores que o dinheiro não deveria comprar...


© google | memória portista
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para finalizar, deixo-te com um pensamento em jeito de reflexão:
portista que é portista não conduz um carro de cor bermelha, nem que seja um Ferrari™.

aliás, a marca do 'cavallino rampante' já possui veículos automóveis com cores alternativas àquela. que se inspirem na estória do Madjer e do "seu" Toyota, aquando da final de Tóquio.
a imagem acima, para além da beleza, da história, das estórias e do imenso mérito desportivo que contém, serve para avivar a memória de algumas(uns) "visitantes" que por cá gravitam e tecem considerandos pueris e imberbes acerca de «tripletes»...


"disse!"



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

(in)decências



«

queremos um país decente!


Com a devida vénia, cito aqui uma frase escrita na última edição do jornal "EXPRESSO", por Henrique Monteiro, na crónica que publica na última página do semanário: 
« Ao preço a que temos pago esta crise não quero mais um país mixuruca (como dizem os brasileiros). Quero um país decente. Um país competente, com uma administração pública adequada às necessidades, sem 'boys' a cada esquina, sem corrupção, sem discursos inflamados e extremistas de reviralhismo de café. Quero um país europeu! »
É impossível não estar de acordo com "isto", dada a extensão gigante do que nos tem sido pedido.

Sabemos todos que o quotidiano dos portugueses é, hoje, o que há uns anos ninguém se atreveria a prever. É verdade que os mais realistas (então apelidados de "miserabilistas", para dizer o mínimo) foram falando dos erros de estratégia e de trajectória, que sucessivos (des)governos iam cometendo. Mas ninguém julgaria que pudéssemos chegar ao ponto em que estamos!
E em que ponto estamos? Estamos no ponto em que a palavra "decência", forte no conteúdo, saiu do dicionário, sendo substituída por outra, que serve para justificar uma coisa e o seu exacto oposto: a "inevitabilidade".
É em nome do
"Inevitável" que se atropelam direitos uns atrás dos outros. É em nome do 
"Inevitável" que jogamos um jogo em que as pessoas são meros factores de uma equação matemática em que, no fim do dia, o que verdadeiramente interessa é que as colunas do Excel batam certo. É em nome do "Inevitável" que e para regressar a Henrique Monteiro, descemos ao estatuto do «país mixuruca». Absolutamente mixuruca.

Sim!, porque só um país absolutamente «mixuruca» permite que os mais fracos, os que mais sofrem, os que pouco ou nada têm, possam ser ainda mais fracos e sofrerem ainda mais. O texto que sustenta a manchete da edição de Domingo do "JORNAL DE NOTÍCIAS" é o exemplo mais chocante dessa realidade. É difícil imaginar pior. O que a jornalista Inês Schreck escreveu não é um murro no nosso colectivo estômago: é um valente soco nas fundações de um país que abana e ameaça cair. É uma vergonha!

Cito-a: 
« Há cada vez mais doentes oncológicos em grandes dificuldades económicas. Não têm dinheiro nem para comer, pondo em risco a própria recuperação. Os pedidos de ajuda disparam. »
Estamos, portanto, a deixar morrer pessoas com cancro que não têm dinheiro para se alimentar, ou para pagar as consultas e os medicamentos de que necessitam.

Cito o presidente do Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro: 
« Há famílias inteiras que, de um dia para o outro, ficam na miséria, porque o cancro atingiu o único elemento [do agregado familiar] que trabalhava. »

Cito o retrato dramático de uma dessas famílias: o pai está inválido e desempregado; a mãe tem um cancro raro e hereditário em estado avançado e duas filhas menores a seu cargo, sendo que uma delas também é doente oncológica; todos vivem agarrados a uma pensão que não chega aos 300 euros.

Cito, em conclusão, um país que se entretém com o «reviralhismo de café». Cito um país que deve envergonhar-se de si próprio. Um país que não é decente.

»

autor: Paulo Ferreira
fonte: Jornal de Notícias (2013-12-10)
psos negritosos itálicos e os sublinhados são da minha responsabilidade.


[ peço desculpa por este (im)pertinente aparte no quotidiano azul-e-branco deste espaço de opinião pública  (excepto para os teimosos dos lampiões que persistem em gravitar onde não são minimamente desejados), mas como reza o adágio popular, "quem não se sente não é filho de boa gente". aquele conjunto das acções de escrita (nem sempre) praticadas todos os dias e que constituem uma rotina inclusive para quem o visita por Bem, segue dentro de momentos. ]

"disse!"



quinta-feira, 21 de novembro de 2013

tudo "bons chefes de família", claro está!


© jornal de negócios
(clicar na imagem para ampliar)


«

Estado assume dívida de 'o Orelhas'.
Dívida de 17 milhões de euros passou para a Parvalorem. Falta ainda apurar se resultou de esquema fraudulento, avança o "Diário de Notícias".

O presidente do 5lb e um sócio [Almerindo de Sousa Duarte] estão há quatro anos a ser investigados acerca do seu alegado envolvimento num esquema fraudulento que prejudicou o BPN. Mas os prejuízos da operação, avaliados em 17 milhões de euros [M€], já foram transferidos para o Estado, que arcará com eles.

Segundo a edição impressa desta Quinta-feira do Diário de Notícias, o Estado, através da Parvalorem (empresa que gere os créditos do BPN), herdou uma dívida de 17 M€ dos empresários ao banco. Esta dívida poderá ter sido gerada por uma burla orquestrada pelo 'dumbo de Carnide' e o seu sócio Almerindo de Sousa Duarte, uma situação que ainda está sob investigação e da qual o "DN" dá alguns pormenores: o crédito estava colocado no BPN IFI em Cabo Verde mas, segundo relata o jornal, o BIC, liderado por Mira Amaral, recusou-se a herdá-lo, pelo que o encargo ficará à responsabilidade da Parvalorem.

»

fonte: um coiso do grupo cofina (2013-11-21)
psos negritosos itálicos e os sublinhados são da minha responsabilidade.

«

Dívida de 17 milhões de 'o Orelhas' ao BPN assumida pelo Estado

A empresa do presidente do 5lb'dumbo de Carnide', e do seu sócio, Almerindo Sousa Duarte, poderá estar envolvida num esquema de burla.
O Estado, através da Parvalorem, herdou uma dívida de 17 M€ ao BPN, a qual poderá ter sido gerada através de um esquema de burla, que envolve a empresa d'dumbo de Carnide' e o seu sócio, Almerindo Sousa Duarte. O Diário de Notícias avança que o crédito estava colocado no BPN IFI em Cabo Verde mas o BIC recusou herdá-lo, ficando a cargo da Parvalorem, empresa criada para gerir os créditos do BPN.

A Inland, grupo empresarial liderado pelo presidente do 5lb, detinha uma posição accionista de 1,4% na Sociedade Lusa de Negócios (SLN) ao mesmo tempo que beneficiou de um crédito de 20 M€ para financiar um aumento de capital no fundo imobiliário BPN Real Estate.

Em 2009, o BPN apresentou uma queixa-crime no Departamento Central de Investigação e Acção Penal, argumentando que teria sido montado um esquema financeiro com o objectivo de a empresa se desfazer das acções que detinha e de amortizar a dívida de 20 milhões ao banco. Nesse mesmo ano, o próprio BPN atribuiu à dívida em causa o rótulo de incobrável.

Recorde-se que a sede da Inland e as casas do presidente do 5lb e Almerindo Sousa Duarte foram alvo de buscas em 2010, mas o inquérito ainda está pendente no Ministério Público.

»

fonte: jornal 'I online' (2013-11-21)
psos negritosos itálicos e os sublinhados são da minha responsabilidade.


caríssima(o),

antes de tudo, peço desculpa pelo replicar das notícias acima. apenas o faço para memória futura, caso as mesmas não se desvaneçam (como que) "por artes mágicas" - tal como uma página online, do jornal PÚBLICO, que continha a reprodução daquela escuta ao 'Orelhas', onde este escolhe árbitros como eu a seleccionar quais as bolachas que irei devorar mais tarde, quando vou ao supermercado.

depois, penso que o teor das ditas explica tudo - inclusive, esse lugar-comum de que «o Estado somos todas(os) nós».
só não referem, para desgosto dos adeptos d"clube do mito urbano dos «oito milhões e meio...» por Roberto, que muito provavelmente o nosso querido líder também estará envolvido nesse esquema de «burla». [estou a ser irónico, claro. a propósito do envolvimento do nosso grande presidente, obviamente!]
é que referiro-me aos mesmos adeptos que recentemente colocaram uma petição online a exigir a «devolução do Centro de Estágio do Olival(CTFD O/C), Equipamento Público aos contribuintes portugueses».

também estranho o ensurdecedor silêncio que se pressente na edição online do lixo tóxico do grupo cofina - o mesmo que, em Dezembro de 2012, assumiu «um exclusivo» da notícia «Estado assume dívida de 10 milhões de Vítor Baía». só que esta última refere algo (será um pormenor? ou um pormaior?) que não se encontra nas acima reproduzidas:

«

Mesmo com a dívida total da Sunderel e da Cleal a rondar os 10 milhões de euros, "os créditos das empresas de Vítor Baía não são os piores porque têm garantias reais", refere fonte conhecedora do processo. E tanto assim é que, segundo assegura a mesma fonte, "as garantias reais dão quase para pagar as dívidas [da Sunderel e da Cleal]".

»



para finalizar, no dia de hoje e à hoar em que redijo estas linhas, a página online do Diário de Notícias, dedicada ao 5lb,  está on fire, como se comprova na imagem abaixo (pelo menos, ao nível judicial):

© diário de notícias
(clicar na imagem para ampliar)




«este é o nosso destino»:
«a vencer desde 1893»! | winning since 1893!


beijinhos e abraços sempre! muito portistas!
Muito Obrigado! pela tua visita :)





sexta-feira, 1 de novembro de 2013

money talks


© Google Miguel Lima (Tomo II)


«
Desconheço e ainda não tive oportunidade de analisar o pedido [de convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária da LPFP, subscrito por catorze clubes, FC Porto incluído].
Mas lembro que faz hoje um ano e meio que fui eleito, e que uma das grandes ideias deste mandato passava por aumentar as receitas dos clubes. Passado um ano, apresentámos uma queixa à autoridade da concorrência contra o facto de os clubes estarem a ser expropriados do dinheiro que é deles.
O grande objectivo no qual estou determinado é em desmontar o monopólio e abuso de posição dominante que, ao que parece, tem incomodado muita gente. Na sequência desta posição já houve um clube que se descolou do monopólio que existe.
Mantemo-nos fiéis às ideias do mandato e por isso a Liga tem sido alvo de constantes ataques, com o objectivo de enfraquecer e criar dificuldades neste trabalho de "David contra Golias".
»
autor: mário figueiredo
fonte: pasquim da Travessa da Queimada (2013-10-31)
psos negritosos itálicos e os sublinhados são da minha responsabilidade.


caríssima(o),

não é que a notícia em si me surpreenda; já não é de hoje que se aventa a possibilidade daquela Assembleia Geral Extraordinária, com o fito único de retirar de cena um indivíduo que prometeu "mundos e fundos" aos clubes (ditos) "piquenos".

daquelas promessas vãs está a célebre «liguilha», por forma a fazer cumprir o tão desejado (mas sempre chumbado) alargamento da principal liga de futebol (muito pouco) profissional, e a "tal" questão dos direitos de transmissão dos jogos da primeira divisão.
estas "conversas" foram o suficiente para vencer umas eleições onde surpreendentemente derrotou um opositor que contava com o apoio dos três clubes (ditos) "grandes" e inclusive, do spórtém. e também para os fiúsas do nosso futebol comezinho virem a terreiro afirmar, de peito (bem) feito, que «nada mais será igual!»,.


porque ainda não conseguiu cumprir com o prometido acima indicado, não deixa de ser irónico que o genro do presidente do «clube do guardanapo» esteja a ser "vítima", agora sim!, de uma autêntica revolta daqueles mesmos clubes (ditos) "piquenos". e não me surpreenderia que a assinatura do sr. Fiúsa constasse no tal pedido de convocação da tão desejada Assembleia Geral Extraordinária - ele que esteve na primeira fila dos apoiantes de quem já demonstra não perceber nada da matéria para o qual foi eleito (por exemplo, da conveniente promoção dos espectáculos desportivos, com horários e preços dos bilhetes, condizentes com a realidade nacional). e o que dizer sobre a recente polémica da publicidade estática nos estádios? um autêntico disparate...

mas, para lá de toda esta ironia, o que mais me revolta e enquanto adepto, é perceber que são sobretudo os três clubes (ditos) "grandes", zbording incluído, que praticamente sustentam a maminha que é a Liga Portuguesa de Futebol (muito pouco) Profissional.
atente-se no seguinte quadro dos castigos aplicados pelo Conselho de Disciplina da FPF, referentes à última jornada dos campeonatos organizados pela LPFP, a páginas 6:



© FPF
(clicar na imagem para ampliar)



é assaz curioso perceber que a «reincidência» dos adeptos e, por inerência, a aplicação de sanções conforme o disposto no art. 187º ("comportamento incorrecto do público"), do Regulamento Disciplinar da LPFP, apenas e só se aplica aos daqueles clubes. tal acontece jornada após jornada, e mesmo quando não nos apercebemos de algo que o justifique. 

poder-me-ás ripostar alegando que o clássico disputado no nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos, no passado Domingo, não serve de exemplo para ninguém, e em termos do que deveria ser o comportamento correcto do público.
ok!, anuo nessa concordância. e porque não sei o que se terá passado no ex-estádio da Lucy, superior a três mil euros - bem mais do que o que efectivamente se passou no Clássico... -, refiro outro exemplo prático: a 01 de Outubro, o FC Porto foi multado em mais de dois mil e duzentos euros (vide pág. 5), pela aplicação daquela mesma sanção, a propósito do encontro ante o Vitória Sport Club. pois eu, que estive lá nessa noite, para lá do paupérrimo espectáculo de futebol, não vislumbrei qualquer comportamento indecoroso que justificasse a aplicação daquela sanção...

numa altura de aperto financeiro, até pode parecer o contrário, mas são estes "piquenos" detalhes que fazem toda a diferença: uma média de dois mil euros de multa, por jornada, por comportamento incorrecto da sua massa adepta, perfazem a módica quantia de sessenta mil euros ao final de uma época desportiva.

é que, para mim, esta prática tão corrente e inversamente despropositada ao anunciado «aumento de receitas dos clubes», mais não é do que um nada encapotado (logo, evidente) «abuso de posição dominante», ou não será assim?




[ peço-te desculpa por mais um (im)pertinente aparte no quotidiano azul-e-branco deste espaço de opinião pública  (excepto para os teimosos dos lampiões que persistem em gravitar onde não são minimamente desejados), mas como reza o adágio popular, "quem não se sente não é filho de boa gente".
aquele conjunto das acções de escrita tão características deste que vos escreve - vulgo testamentos -, nem sempre praticadas todos os dias, e que constituem uma salutar rotina, (espera-se) inclusive para quem o visita por Bem, segue dentro de momentos... ]


sugestão musical:
AC / DC, «money talks»



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

do que (não) me resta...


© Google


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(des)Governo quer arrecadar mais de 50 milhões de euros [M€] com imposto cobrado à banca 
imóveis detidos por fundos imobiliários e de pensões, passam a pagar IMI e IMT (mas só 50%)   
IPSS vão poder receber consignação de IRS relativa ao programa e-factura 
prémio para quem pedir facturas 
(des)Governo mantém IVA de 23% no sector da restauração
aumentam impostos sobre a cerveja e bebidas espirituososas 
aumento de impostos para todos os tipos de tabaco  
verba para rescisões na Função Pública reduzida a menos de metade 
redução remuneratória progressiva entre 2,5% e 12%, com carácter transitório, às remunerações mensais superiores a 600 euros de todos os trabalhadores das Administrações Públicas e do sector empresarial do Estado, sem qualquer excepção 
Funcionários Públicos que aceitem reduzir horário ficam isentos de cortes 
Subsídio de Natal dos funcionários públicos e dos pensionistas pago em duodécimos 
meta de redução de pelo menos 2% de funcionários do Estado 
(des)Governo quer reduzir em 3% número de trabalhadores nas empresas públicas  
médicos contratados podem ser obrigados a estar 3 anos no mesmo serviço
aumento do horário na Função Pública e política de aposentações poupam 153 M€ 
Mantém-se a Contribuição Extraordinária de Solidariedade sobre as pensões 
municípios recebem menos cerca de 70 M€ em relação a 2013  
(des)Governo quer agravar Imposto Único de Circulação para carros e motas a gasóleo 
REN será totalmente privatizada e transportes de Lisboa e Porto concessionados  
Carris, CP e Metro terão os maiores cortes de indemnizações compensatórias
criação de taxa sobre as transacções financeiras, no valor máximo de 0,3% 
(des)Governo aumenta imposto extraordinário sobre o sistema bancário 
crescimento económico previsto para 2014 de 0,8% 
desemprego, em 2014, situar-se-á nos 17,7%  
défice resvala para os 5,9%, em 2013 (superando a previsão da troiKa de 5,5%) 
dívida pública atingirá os 126,6% do PIB, em 2014 (contra 127,8% em 2013) 
subvenções vitalícias suspensas para políticos com mais de 2 mil euros mês ou tenham um património mobiliário superior a 240 vezes o indexante dos apoios sociais 

Orçamento de Estado para 2014 por ministério
- Ministério da Defesa aumenta despesa total em 6,8% face a 2013
(despesa total de 2 138,7 M€, representando um aumento de 6,8% face a 2013) 
- Ministério da Saúde vai ter de cortar mais de 250 M€ na despesa
(diminuirá 9,4% face a 2013) 
- Ministério da Ciência e Ensino Superior com menos 4,1% face a 2013 
- verba para Desporto recua cerca de 8,5% face ao OE para o ano de 2013
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fonte: visão (2013-10-15)


© Google
(clicar na imagem para ampliar)


caríssima(o),

confesso-te que, para lá de apreensivo, revoltado, angustiado, escandalizado, triste, aflito, envergonhado, atormentado, incrédulo, indignado, agitado, perturbado, atribulado, humilhado, silencioso, também estou parco em palavras depois do degradante espectáculo que me foi dado ver, em plena hora de jantar (em família), e que foi a apresentação primária do próximo Orçamento de Estado.
e mais nauseado estou depois de ter considerado que teria o encaixe suficiente para escutar as justificações da actual Ministra das Finanças sobre o verdadeiro saque à descarada no meu parco vencimento mensal para 2014. 
não fui capaz. quando dei por mim, estava a gritar impropérios dirigidos a alguém que não os estava (sequer!) a escutar, a não ser os meus vizinhos. e num tom de voz bem superior, por exemplo, do que aquando de um golo do eterno rival em pleno anfiteatro de sonhos azuis-e-brancos (vade-retro, abrenúncio!).

« a sensibilidade social deve ser medida em função das medidas concretas que o Executivo foi tomando para os mais desfavorecidos »?! 
fo*@-se! não me lixem ainda mais, porr@!


para finalizar este meu desabafo, recordas-te do textinho «vão-se foder»? 
e de como me insurgi aquando da apresentação do Orçamento de Estado para 2013?
infelizmente para todas(os) nós, nunca tais "postas de pescada estiveram tão actuais...



[ peço-te desculpa por mais um (im)pertinente aparte no quotidiano azul-e-branco deste espaço de opinião pública  (excepto para os teimosos dos lampiões que persistem em gravitar onde não são minimamente desejados), mas como reza o adágio popular, "quem não se sente não é filho de boa gente".
aquele conjunto das acções de escrita tão características deste que vos escreve - vulgo testamentos - (nem sempre praticadas todos os dias), e que constituem uma rotina, inclusive para quem o visita por Bem, segue dentro de momentos. ]