caríssima(o),
provavelmente irei replicar muito do que entretanto já foi escrito, por e
sse "maravilhoso mundo que é a bluegosfera"®, inclusive pelas suas caixas de comentários
, a propósito da mais recente entrevista do nosso querido líder aos microfones do Porto Canal. é um risco consciente que corro, pois que, tal como ontem, no encontro para a
"ex-taça da bje
Ka
"®, só a pude ver em diferido
.
no entanto, tenho a certeza absoluta que o que a seguir lerás será em primeiríssima mão, pois que se trata da minha opinião sobre a dita e só agora é que a partilho contigo.
antes de tudo e para os mais incautos, convém recordar três premissas muito importantes:
i)
o Presidente é tão portista quanto nós, adeptos indefectíveis do Clube;
ii)
desde que chegou à presidência do Clube, a sua gestão é feita "de dentro para fora" [obrigado! Hélder, pelo pertinente reparo] e nunca o contrário desta, preservando a reserva e o recato de todos os assuntos internos que lhe dizem respeito;
iii)
os interesses do grupo de trabalho estão sempre acima das expectativas que os adeptos possam criar.
começo pelos seus aspectos positivos.
antes de tudo, folguei saber que aparenta estar bem de saúde. depois da intervenção a que foi sujeito e do melindre que causou na nossa massa adepta, esta é, de facto, uma boa notícia.
depois, gostei do "recado" que mandou para dentro do clube, com a distinção entre «sócio» e «adepto». e da defesa intransigente do grupo de trabalho ao dispor de Paulo Fonseca e do profissionalismo deste. e de perceber que a priori Fernando não sairá já no final deste mês. e de ter dado uma má notícia para quem desejava a cabeça de Paulo Fonseca e se esquece da premissa iii). e da "descasca" ao actual Presidente da Liga Portuguesa de Futebol (muito pouco) Profissional. e do sucesso do Museu do clube - que farei questão de visitar só na companhia do meu filho e da minha esposa, num momento que espero que seja único e inesquecível (pelo que ainda terei um ano para (des)esperar... valha-me que já começa a literalmente gritar "Pooo'tooo", por sua iniciativa, sem muita influência minha e apesar de ainda não saber o seu significado).
e penso que é só. acho que não me esqueço de mais nada.
já dos aspectos negativos, aí tenho algo mais a contar pois que, no cômputo geral, a entrevista não me agradou, sequer por aí além...
acima de tudo e apesar de perceber a sua (que é a nossa) indignação com algumas arbitragens, justificar a perda de pontos no campeonato com algumas prestações más de alguns árbitros nacionais é querer "tapar o Sol com uma peneira". salta à vista de todos que o nosso clube do coração tem feito uma má época também (e sobretudo) devido ao péssimo futebol que a equipa principal vem praticando.
assim, justificar o actual o atraso de três pontos para o primeiro classificado com este argumento, ficou-lhe mal - tal como só relembrar as bolas nos ferros para demonstrar a «falta de sorte» na eliminação da Champions. neste aspecto, convinha que o entrevistador "os" tivesse no sítio para fazer as perguntas que, no meu entendimento, se impunham. mas já lá vamos...
portanto, considero que estas desculpas foram "um tiro no pé", e que os "delgados" que tão bem criticou não perderão a oportunidade de lhe cair em cima por as ter proferido...
também não gostei dos ataques que desferiu a António Oliveira e a Fernando Gomes - potenciais nomes para lhe sucederem na presidência do Clube. o primeiro - e por muito que se lhe possam apontar dúvidas acerca do seu portismo -, limitou-se a expressar o que muitos de nós afirmamos (quase) diariamente nos cafés e/ou escrevemos em blogues. tudo bem que o grupo «não atirou com a toalha ao chão»; mas foi um péssimo FC Porto que se apresentou no ex-estádio da Lucy. mais uma vez, o entrevistador com uma oportunidade para, por exemplo, perceber o porquê da ida ao balneário se o grupo «não atirou a toalha», e limitou-se a acenar como a cabeça, como os burrinhos... a Fernando Gomes e por muito que corrobore algumas das críticas apontadas (a da ida ao Gabão, por exemplo), não considero que tivesse tido a lisonja que aquele, no meu entendimento, merece. fiquei com a nítida sensação de que há remoques e/ou feridas abertas por sarar, com a utilização da Olivedesportos para servir de argumento a justificar este meu pressentimento.
por último, também não gostei (e mesmo nada!) da dispersão por outros temas que não incidiam com o quotidiano azul-e-branco. com tanto por perguntar (e já lá vamos, prometo!), a última coisa que queria saber era da opinião sobre a justiça da entrega da bola de ouro ao "CRtriste"®... ou do que pensa Platini sobre este assunto...
para finalizar, conforme o prometido e para lá dois dois exemplos já referidos, eis o que eu gostaria de ter ouvido na entrevista e não tive essa oportunidade.
acima de tudo gostava muito que o Tiago Girão não tivesse demonstrado "tanto respeito" pelo seu patrão e tivesse feito uma entrevista a condizer com o que se pretendia ouvir do nosso líder máximo, num momento tão conturbado, que já envolveu, por exemplo, (pelo menos) três idas ao balneário e uma reunião entre o treinador, elementos da Direcção, capitães da equipa e líderes da claque SuperDragões. esta era uma boa deixa para tentar saber se a tal «confiança cega» existe mesmo no balneário e/ou se este respira mesmo "saúde". ou para perceber o porquê de se ter criado esse precedente. e de se o grupo de trabalho sabia do resultado que aconteceu na Rússia, antes de entrar em campo para defrontar a equipa austríaca e não deixar tudo (de)pendente para o jogo de Madrid - que foi o único que foi abordado, mas pela questão que nenhum portista concorda e que é a da Sorte e/ou Azar.
mais do que eventuais nomes de hipotéticas saídas, gostava de saber o que o nosso grande presidente acha do tal «ciclo de três anos» que a SAD preconiza para os atletas do clube e se tal não é mesmo um risco que se tem que ter em conta - pois que se interliga na questão das expectativas que os atletas criam, vendo o clube como «trampolim». olha, assim de repente surgiu outro tema que não foi abordado convenientemente: a hipótese de uma eventual perda da «mística do clube» no balneário. esta questão também entronca na "saúde financeira" do clube e da SAD - uma temática que nem sequer foi aflorada e com tanto para perguntar...
também gostava de saber o que o clube pretende fazer para (i) expandir a marca "FC Porto" além-fronteiras (por exemplo: a digressão às américas foi um acto isolado ou será uma experiência para repetir?) e (ii) como pensa incrementar as receitas do merchandising do Clube.
também gostava de ter ouvido uma palavra que fosse para as modalidades (ditas) "amadoras" do Clube; acho que fica para a próxima. e de saber algo mais sobre a eficácia política de comunicação do Clube, não só para com os seus associados, mas também para o exterior - por exemplo, porque é que não há um programa de debate do seu quotidiano e/ou de defesa dos seus interesses no canal que é gerido pelo Clube?
penso que já é suficiente, certo?
para concluir e por muito cáustico que tenha sido nas linhas atrás redigidas, há algo que eu sei que não farei: ser injusto e ingrato para quem tanto e tantas alegrias me/nos deu, desde que me conheço para o meu/nosso clube do coração.
tenho a perfeita noção e a consciência tranquila, de que o que escrevi foi em prol do
Clube - que não é perfeito, assim como o seu Presidente
. agora, também sei que não serei capaz de escrever algo como o que é reproduzido na imagem abaixo e cujos teor e contexto podem ser lidos na íntegra aqui:
(clicar na imagem para ampliar)
eis o que (também) de "melhor" se publicou na edição impressa de hoje, do pasquim da Travessa da Queimada, com o especial destaque para a mais recente crónica de Pedro Marques Lopes ("adiar o inadiável"), na sua (agora) habitual coluna de opinião BRASÃO ABENÇOADO, e com a qual estou inteiramente de acordo e considero ser difícil discordar, pela sua objectividade.
vais ter muita sorte, ó "guardanapo de papel"...
"disse!"