quarta-feira, 23 de novembro de 2011

querer é poder

© Getty Images | uefa



afinal, não é difícil jogar à bola quando se quer, pois não?

é verdade que a Fortuna esteve do nosso lado (por duas vezes), mas soube (muito) bem procurá-la, certo?
nada é mais gratificante do que termos a consciência da justiça no resultado final de uma partida de futebol, pois não?

não há como esse gosto particular (porque agradável) em perceber que o grupo está unido e connosco, pois não?

não há nada melhor do que a exultação final com uma vitória como a de esta noite, pois não?
 
cinco perguntas para as quais já se sabe a resposta.


no fundamental:

foi uma vitória que se soube conquistar pela abnegação de um grupo que, pela primeira vez nos últimos quatro encontros, se (pres)sentiu unido - pelo menos, o nosso Capitão reconheceu-o (ele que foi capital em dois momentos do encontro) -, e onde houve um Incrível Hulk que soube ser a nossa estrela maior da equipa e o MVP da partida, tão-só porque a decidiu com a classe que tem.
mas também é verdade que há problemas que persistem - como um meio-campo que, apesar de laborioso (hoje foi-o), continua a não (saber) fazer a ligação entre a defesa e o ataque.

só que, hoje, o motivo é de celebração e de degustação, por esta tão importante vitória, pelo que não me alongarei nas críticas, preferindo a visão do jogo pela perspectiva do copo meio-cheio - tal como o Jorge o fez no seu "Porta19".
e de me ir deitar com o (saboroso) pensamento de que só dependemos de nós para continuar na maior competição de clubes da UEFA, numa altura em que (confesso) andava descrente com tal capacidade.

tem a palavra o (ainda) treinador principal do meu clube do coração para que esta senda continue. e já no próximo Domingo, ante o SC Braga, para uma competição, não tão milionária, mas igualmente importante para o Clube: a Liga Portuguesa (e numa jornada decisiva para consolidar a liderança).
 
como já o referi antes e se não morrer até lá, este Domingo irei ao Estádio do Dragão para apoiar a minha equipa dilecta. é em momentos menos bons, como o que estamos a atravessar, que também se deve(rá) praticar o portismo. e fá-lo-ei do primeiro ao último segundo, sempre com o desejo de que não seja ainda nesse encontro que o nosso treinador tenha orientado o (também seu) FC Porto pela última vez.
apesar de considerar Vítor Pereira (e os seus muchachos) um erro de casting, o sucesso do meu clube de sempre e para todo o Sempre, est(ar)á sempre primeiro. sempre! e tão-somente porque o sucesso deste grupo de trabalho será o sucesso do Clube (e da sua Direcção) e, por inerência, de nós, seus adeptos indefectíveis (uma verdade de La Palisse, de tão óbvia que é).

assim sendo, faço votos (sinceros) para que quem, como eu, se decida por ir ao Dragão, tenha a consciência de que, durante os noventa minutos da partida (mais os descontos), frente ao actual quinto classificado, a equipa necessita do nosso apoio e não de assobios e/ou cânticos insultuosos e/ou lenços brancos e/ou afins e logo ao primeiro passe errado e/ou transviado.
se formos com esta(s)intenção(ões) é preferível ficarmos em casa, «penso eu de que».


ps:

o post (polémico) sobre a Pedro Gil e a comemoração (para mim, muito) estranha de um golo, é o mais visto de sempre neste espaço de discussão pública.
para além dos comentários publicados, tenho recebido (muitos) outros cujo teor, para além de não o permitir (e enquanto seu administrador, por violarem os seus termos de utilização), não os concebo num Estado de Direito, como o nosso.

eu sou crescidinho! tenho mais de dezoito anos, sou adulto e vacinado, pelo que tenho a noção perfeita do que digo e/ou escrevo em público. e certamente que não serão ameaças vãs e vis que me farão recuar na minha maneira (i) de pensar sobre assuntos polémicos e pela minha própria cabeça e (ii) de ser crítico com a realidade do meu clube do coração quando acho que o devo ser.

mais uma vez e pela última vez o (re)afirmo: o que escrevi sobre salários em atraso no FC Porto - sobretudo nas modalidades (ditas) amadoras - não é um boato; é uma (triste e dura) realidade.
e é bom percebermos que a importância dos tempos austeros que virão também se farão sentir no quotidiano dos clubes de futebol, pelo que o FC Porto não será uma excepção.


beijinhos e abraços (esperançados num Futuro melhor)!
e Muito Obrigado! pela tua visita :)

9 comentários:

  1. Mega-Miguel, eu tinha pensado não ver o jogo até porque estive no Porto em trabalho até às 20h. Mas acabei por parar na área de serviço de Antuã para ver os últimos 20 minutos e não me arrependi. Naqueles minutos não tive que ver bolas do Shakhtar ao poste e vi os nossos com mais discernimento do que tem sido usual. Portanto, vamos a ver se isto endireita. Se passarmos aos oitavos é preciso dar a volta aos jogadores inscritos, porque a equipa tá muito muito curta no ataque e na lateral direita. Abraço

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  2. O Gomes, afinal, teve mesmo uma boa prenda, e especialmente nós, todos nós os adeptos que sentimos o F. C. Porto, tivemos o que mais queríamos com esta vitória do F. C. Porto na Ucrânia, hoje.
    Num momento particularmente especial, foi uma vitória muito importante, que, se a partir daqui houver cabeça e inteligência dos responsáveis e dos atletas, pode fazer a retoma do rumo vitorioso Portista.

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  3. Boas,

    Era exactamente isto que faltava ao Porto ... pragmatismo ... independentemente de não termos sido brilhantes em termos futebolísticos tivemos algo que nos diferencia e que nos faltava, coesão, vontade e atitude.
    Na minha opinião é por aí que devemos começar ... e depois sim dar "show de bola".
    Espero que esta vitoria seja o virar da atitude, fundamentalmente, dos jogadores.

    Um abraço

    http://fcportonoticias-dodragao.blogspot.com/

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  4. caríssimos,

    esta noite, mesmo com uma imensa Fortuna, que se soube procurar (e conquistar), a Equipa uniu-se e quis vencer. afinal, "querer é poder".

    e, sendo assim, (i) nada está perdido na Champions e (ii) teremos esta equipa técnica até Dezembro (pelo menos) - pelo que será tempo de nos unirmos e lhes darmos apoio, por muito duvidosos que estejamos com um passado recente que não desejamos que se repita no Futuro mais imediato.

    somos Porto!, car@go!
    «este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

    saudações desportivas mas sempre pentacampeãs a todos vós! ;)
    Miguel | Tomo II

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  5. Bom dia Miguel,

    Mais que tudo, ontem a equipa teve atitude séria, lutou e correu pelo resultado.
    O meio campo funcionou e por conseguinte fomos fortes na pressão e na construção de jogo.
    Helton esteve enorme na primeira metade, evitando males maiores. A defesa com os pés foi fantástica.
    Na segunda parte dominamos completamente o adversário e sob a batuta de Hulk e Moutinho conseguimos uma justa vitória.
    Espero sinceramente que não tenha sido uma exibição episódica, e que haja continuidade na atitude, pois as boas exibições surgirão com naturalidade.
    Que o jogo de ontem não seja como a velha fábula do burro e da cenoura.
    Falta-nos uma simples vitória para nos apurarmos. Acredito que se a atitude se mantiver conseguiremos.

    Abraço e boa semana

    Paulo

    pronunciadodragao.blogspot.com

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  6. O jogo era decisivo, de matar ou morrer na Champions. Para além de uma vitória significar a possibilidade de, vencendo o Zenit no Dragão, os oitavos-de-final da prova mais importante da UEFA serem uma realidade, um triunfo também era necessário para dar uma sapatada na crise de resultados, mostrar que a anunciada morte do Campeão português era manifestamente exagerada. Portanto, pedia-se que no Donbass Arena estivesse o Porto das grandes ocasiões, o Porto que ousou e conseguiu, ser grande também na europa do futebol.

    O desafio não era fácil. O Shakhtar é uma boa equipa, tem bons jogadores, as condições climatéricas não eram as mais favoráveis, mas nada que um F.C.Porto à altura dos seus pergaminhos, do seu prestígio e do que conseguiu no passado, não fosse capaz de ultrapassar. Não era necessário transcendência, ninguém pedia impossíveis, apenas aquilo que os profissionais do F.C.Porto podem dar e já foram capazes de dar. Pediamos carácter, orgulho, união, solidariedade, coesão, crença, alma, capacidade de ir atrás do resultado que interessava, nem que fosse preciso descer ao inferno. Exigia-se um grande grito de revolta. A Champions League maior montra do futebol europeu, a nível de clubes, merece ter nos oitavos-de-final alguns dos mais talentosos jogadores que pisam os relvados portugueses, os brilhantes vencedores da Liga Europa da época passada.
    E, meus caros amigos, não tivemos tudo que pediamos e exigiamos, mas tivemos muito do que era necessário. Hoje fomos Porto, carago!, hoje, quando era decisivo mostrar de que massa são feitos, os profissionais do Dragão deram a resposta, ou melhor, deram várias respostas, sendo que só vou dizer uma: quem não está com o treinador, deixa-o cair. Os jogadores portistas, se podemos pensar e dizer assim, seguraram o seu líder.

    Quando o conjunto funciona, independentemente de haver este ou aquele que se distinguiram - aquela defesa de Helton, é do outro mundo! -, não vou destacar ninguém.
    Não é por ganharmos que vamos pensar que está tudo bem, temos de continuar com os pés no chão e a trabalhar forte, mas esta vitória vai dar confiança, tranquilidade e permitir que haja paz no reino do Dragão. Espero que tenha sido o click para, definitivamente, a coisas entrarem nos eixos.
    Uma palavra de parabéns para o mister, ultimamente tão mal tratado e causticado, até por aqueles que deviam ser os primeiros a terem por ele respeito. O respeito que é devido a quem treina o F.C.Porto.
    Continuamos na europa e estamos a uma vitória dos oitavos-de-final da Champions. Em casa, frente ao Zenit, com o apoio de um estádio cheio, vamos conseguir. Eu acredito!

    Quanto ao Pedro Gil, conversamos pessoalmente, um dia destes.

    Abraço

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  7. Foi uma vitória feliz, sofrida mas muito digna, na medida do esforço e solidariedade manifestados quer pelos jogadores quer pelo técnico.

    Os problemas continuam, não desaparecerem, mas pelo menos vimos raça e ambição.

    Voltar a depender de si próprio é um factor que poderá ajudar a atingir o objectivo, mas será necessário muito empenho, porque apesar do jogo decisivo ter lugar no Dragão, ao Zenit basta empatar.

    Espero que a sorte que nos bafejou na Ucrânia não nos abandone.

    Um abraço

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  8. Caro Miguel,

    A situação, para mim, não se modificou.

    Apesar da vitória a equipa não jogou como o nome do clube exige.

    Também, verdade seja dita, não se pode passar do 8 ao 80.

    Os próximos jogos dirão se este foi o clique que esperávamos.

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  9. a todos vós:

    o meu muito obrigado! pela vossa visita e pelos vossos comentários.

    repito:
    somos Porto!, car@go!
    «este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

    saudações desportivas mas sempre pentacampeãs a todos vós! ;)

    Miguel | Tomo II

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(sendo que, num blogue de 'um portista indefectível', obviamente que esta caixa é destinada preferencialmente a 'portistas dos quatro costados'. e até é certo que o "lápis", quando existe, é azul.)

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