sábado, 3 de março de 2012

soube bem! muito bem!




caríssima(o),

ao contrário dos outros dias desta semana - de inscrição nos Exames Nacionais -, consegui sair à minha hora da labuta. nem mais um minuto para além do combinado e logo no último dia de inscrições - principalmente porque meia hora antes de os serviços administrativos fecharem as suas portas ao atendimento ao publicozinho, já só se ouvia o respirar inquietante (e algo nervoso e apreensivo) deste que vos escreve. sempre era dia de Clássico no nosso actual salão de festas (mais do que) oficial lá para os lados da Segunda Circular. ;)

com carta branca concedida pela esposa para poder ir assistir ao clássico no Estádio da Lucy na companhia de Amigos de longa data, num restaurante bem no centro da InBicta e afamado pelas suas francesinhas, o meu espírito estava agitado por tal reencontro - mas mantinha-se nervoso.

à chegada dos primeiros convivas, um dos temas dominantes era qual seria o onze principal escalado pelo nosso (ainda) treinador principal. uma ideia reinava: que não repetisse a invenção da lateralização do Maicon e que concedesse a ala esquerda ao Cebola - «para partir o Maxi todo, car@[ças]! e oferecer um golo àqueles filhos de uma g'anda [meretriz], como alguém aventou.

cinco minutos antes do encontro principiar e com uma mesa (bem) composta, um de vós liga-me directamente da Figueira da Foz e a propósito das escolhas do nosso (ainda) treinador principal para o onze principal. «assim não! assim não vamos lá! invenções a mais... e ai de ti se colocas o Djalma a bold com cor azul!», confidencia-me resignado. «confiança!, J.», e afianço-lhe, entre tímidos (e nervosos) sorrisos Amigos, que não somos os únicos a partilhar deste receio inicial; há mais quem o expire nas mesas vizinhas.

só que, com aquele incrível início de jogo da turma azul-e-branca, foi-nos permitido voar e sonhar de que afinal seria possível tocar o céu no mesmo recinto que já foi apelidado de «inferno da Luz» e agora mais parece o nosso «glorioso» salão de festas. foram (quase) vinte minutos de alto nível, com um futebol de Qualidade e de uma garra e de uma entregas à partida, que superaram (largamente) as minhas expectativas.
porém - e há sempre um mas... -, a partir do minuto 24' e da primeira perdida flagrante do "Cagozo", lá voltou aquele futebol sensaborão que tanto tem marcado (pela negativa) a época em curso. e lá regressaram as aflições defensivas. e também a inevitável quebra do meio-campo portista (que mais parecia um "passador"). e (claro!) o sofrer o golo de uma praxis que (há muito) já deixou de ter piada - depois de um péssimo alívio da nossa defensiva.
a euforia que se (pres)sentia esmoreceu, como um estalo na cara com que não se conta.

o pior - bem pior, diga-se de passagem! - foi o autêntico murro no estômago que levei/levámos decorridos apenas dois minutos depois do reatamento da partida e após a invenção de uma falta (que não existiu) por esse sr. do apito que o Orelhas já não quer ver a cirandar no mesmo relvado onde também por lá anda o Djaló, segundo rezam as crónicas.
não me contive e invectivei (de forma áspera, acintosa e rude) a defesa do meu FC Porto pela enésima vez (e depois de um início de jogo tão prometedor) e por tamanha ineficácia. se já estava nervoso antes do encontro, não fiquei muito melhor.
e a francesinha arrefecia num prato cujo molho já não tinha sabor e as batatas fritas estavam tão ou mais frias do que o meu estado de espírito. razão tem a C., do (estupendamente brilhante e apaixonadamente bem redigido e sentido) "lá em casa mando eu" quando afirma que «Eu não como [...] durante o jogo porque normalmente estou a ver o jogo e não passa nada na minha garganta».

confesso que a minha ténue esperança numa reviravolta no marcador esmoreceu quase por completo ao minuto 59', com a saída de Rolando, a entrada de James "el bandido" Rodríguez, a passagem de Maicon para central e a permanência em campo do (amarelado) Djalma.
foi a gota de água que fez transbordar o copo com quase água nenhuma! - meu e de quase todos os adeptos portistas que estavam, não só na nossa mesa, como nas vizinhas. e foi o minuto em que pude perceber os sorrisos cínicos dos poucos adeptos lampiões presentes no mesmo espaço.
«
[fónix], J.! estás a ver o jogo? não?! em trabalho? pois... o gajo acabou de fazer entrar o bandido por troca com o Rolando; deslocou o Maicon para central e deixou o Djalma em campo!! pormenor: já estamos a perder. abr@ço».

no decurso do dia de hoje nunca pensei que poderia vir a ter tal ataque de fúria para com o treinador principal da minha equipa do coração; mas a verdade é que o tive, com uma lágrima de raiva a escorrer pela face. a noite não podia estar mais negra e o meu estado de espírito mais desanimado.
«porra!! car@[ças]!! perder com estes filhos de uma g'anda [meretriz] é que não, car@[ças]!! [fónix] para isto!! estou cansado deste gajo e das suas invenções em nexo, porra!!».

depois, bem... depois veio o minuto 63' e o golaço do James.
e, como que de rajada - qual Rocky a recuperar de uma tareia que parecia sem fim* -, as recorrentes lampiónicas picardias; a expulsão daquele que nem fez por isso durante os minutos que esteve em campo (ao contrário do caceteiro espanhol, do bruto brasileiro e do porquito paraguaio); a sonegação de mais um penalty (de frente para o lance e pela forma descarada como o "Cagozo" embalou a redondinha, Pedro Proença (com)provou que está numa forma soberba para o Europeu que se avizinha); e a imensa alegria por mais um golo de Maicon, que nos daria a vitória final e na qual estava descrente - e estou pouco me marimbando se o Maicon estava fora-de-jogo no lance em causa; foi a forma sublime de (pelo menos) seis milhões «gloriosos» adeptos da agremiação de Carnide provarem do veneno que têm destilado nalguns jogos da presente campanha.

ou seja:
estou um sininho!
ainda me sinto a flutuar sobre as nuvens (e já lá vão algumas horas desde que o encontro finalizou)! e sei que terei um soninho bem tranquilo!

portanto, para finalizar e antes das despedidas, permite-me que enderece os meus sinceros parabéns a alguém muito particular e por me ter colocado um sorriso de orelha a orelha esta noite (e nas que se seguirão).




caro Vítor Pereira,

sabes (muito) bem o sentimento que nutro por ti enquanto timoneiro-mor do nosso clube do coração; não o escondo desde Outubro do ano passado. e se, desde então, tenho sido lesto a criticar-te (mesmo que com tentativas de que seja por um lado positivo, apesar da paixão de adepto indefectível que sofre com um Amor comum), hoje quero ser ainda mais rápido a dar os meus (sinceros)
 parabéns a ti, Vítor!

se há algo que não sou é ingrato.
assim e com o resultado desta noite, reconheço que muita da minha alegria - que também é a tua e a de quem vibra com o FC Porto - se deve a ti e ao enorme par de tintins que tens. operar aquela substituição efectiva e comprovadamente deu a volta ao jogo e a nosso favor. e a teu favor também, junto da exigente massa adepta portista.
certamente que não passaste a ser um génio da táctica e que o futebol praticado pela nossa equipa passou a ser de "primeira água"; mas conseguiste (i) destronar alguém que se intitula de «catedrático» no seu próprio reduto e (ii) colocar um enorme melão em muitos daqueles que já vaticinavam um 5lb campeão, com direito a rotundas reserBadas e afins. e estes dois factos consumados têm que ser destacados, por serem tão meritórios.

por último, Vítor e pese embora as nossas divergências (que sempre existirão, como já o terás depreendido das minhas palavras escritas a 20 de Outubro de 2011), "digo-te", do fundo do meu coração:
goza bem e saboreia ainda melhor este momento, Vítor!
tu mereces e fizeste (tudo!) por merecê-lo!

* vês, Gu, como consegui encaixar o Sly no post sobre o rescaldo do Clássico? ;)


beijinhos e abraços (extasiados)!
e Muito Obrigado! pela tua visita :)

sexta-feira, 2 de março de 2012

em estado 'zen'...


© Google


... até logo mais, depois de se saber se haverá festa no Estádio da Lucy - novamente com direito a apagões e repuxos. pelo menos, essa é a minha (ténue) esperança, apesar da partilha de sentimentos contrários.

desde já, peço desculpa por não poder divulgar o que de melhor se publica, às Sextas-feiras, no pasquim da Travessa da Queimada (devido a compromissos pessoais inadiáveis).
fica a promessa de que tal será publicado a seu devido tempo, e pelo imenso respeito que a tua pessoa me merece ;)


beijinhos e abraços (esperançados)!
e Muito Obrigado! pela tua visita :)

quinta-feira, 1 de março de 2012

motivo para apreensão?


© Google

caríssima(o),

na véspera de um encontro que ninguém afecto às nossas cores não quererá perder, pois trata-se de um embate frente ao eterno rival (dito «glorioso»), e numa altura em que se apela à união da massa adepta portista, eu bem que não queria bater (ainda mais) no "ceguinho" e ser (novamente) o mau da fita.
mas, depois de constatar que ninguém nesse "maravilhoso mundo que é a bluegosfera"® abordou as declarações que se seguem, resolvi "arriscar". ;)

«
pergunta:
como vai gerir a preparação, com oito jogadores nas selecções?
 
resposta:
[...] vou gerir da forma que posso... vou recuperar os jogadores que cá estão e os outros [que virão das selecções].
o próximo jogo será preparado do ponto de vista teórico, porque do prático não será possível.
»
fonte: fcporto.pt
ps: os negritos e os sublinhados são da minha responsabilidade.

repito:
apesar de ser só um jogo de futebol e nada mais do que um jogo de futebol*, trata-se de um encontro que ninguém quererá perder, muito menos nós, que temos tudo para ganhar numa época que já vai (incrivelmente) longa - com apenas um troféu no "bucho", e algumas eliminações prematuras e/ou inglórias (para não escrever humilhantes).

portanto e estando conversados da forma como anda a aprendizagem da «teoria»** no balneário do nosso clube do coração, confesso que fiquei inquieto quando as li. e ainda estou. e assim estarei até ao início do encontro, amanhã.

assim sendo e tendo em consideração a análise em causa, faço votos (sinceros) para que a nossa Equipa de Sempre - equipa técnica incluída - faça das tripas coração e consiga o impossível considerando aquele ponto de vista «prático»:
a vitória ante o 5lb e num local onde já fomos muito felizes num Passado recente!


*  sobre esta questão, estou inteiramente de acordo com o apelo de Júlio Machado Vaz, no último TRIO D'ATAQUE.

**  sobre a aprendizagem da «teoria» no balneário do FC Porto, não resisto a "transcrever" as seguintes palavras de Miguel Sousa Tavares, na sua última NORTADA ("o jogo e a jogada de Sexta-feira"), pela sua (irónica) pertinência:

 © abola


"disse!"

sugestão musical:
DR1VE feat. Lúcia Moniz «a whish (keep fighting)»