quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

das jaulas

 
© abola | Luís Afonso


caríssima(o),

no seguimento do (extenso) post de ontem, houve um tópico que propositadamente não abordei (por falta de espaço), mas que não ficou esquecido: refiro-me à mais recente «zona de conforto» no lampiónico coiso, vulgo "cesta de pão".

em suma e para não ser (ainda mais) maçudo:
para além de concordar com a actual Direcção do Zbording (de que se tratou de uma provocação lampiónica torpe) e de perceber que as críticas tecidas após o encontro são (mais do que) válidas e verdadeiras, ninguém me verá, ao vivo e a cores, naquela cena a que chamam de "estádio de futebol".
tenho para mim que se trata de um recinto que, para além da zona envolvente não garantir qualquer segurança aos que o visitam e do seu interior não primar pela dita, quem o administra não demonstra a cortesia que estes últimos merecem - com a agravante de que os primeiros a exigem quando se deslocam aos estádios dos clubes rivais. e não me refiro só às escoltas policiais, aos túneis, às regas e aos apagões, mas sobretudo a toda essa falta de classe e de sentido de responsabilidade. e, já agora, ao facto de todo este desrespeito ter o preço mínimo de vinte e cinco euros!

para finalizar este tema, em jeito de resenha histórica sobre o mesmo e para quem (se) interessar, deixo tudo o que pude ler na imprensa desportiva nacional:

1) a notícia "leões já têm jaula", publicada a 25/11 em OJOGO;

2) o rescaldo aos incidentes da partida, publicado na edição do pasquim da Travessa da queimada de 27/11;
3) o editorial de Vítor Serpa "relações pré-históricas", publicado na edição do mesmo pasquim a 29/11;

4) na mesma edição de 29/11, a notícia "Segunda Circular 'on fire'";

5) a opinião de Jorge Maia em "uma jaula do tamanho do estádio", publicada na edição de OJOGO de 30/11;

6) a lampiónica opinião de Bagão Felix em "a jaula e a gaiola", publicada na edição do pasquim de 30/11;

7) o contraponto leonino, em "força Domingos! dá um abraço a todos!", pela pena de Eduardo Borroso;

8) o editorial de Santos Neves "danadinhos por se zangar...", publicado na mesma edição de 30/11.

beijinhos e abraços (enjaulados)!
e Muito Obrigado! pela tua visita :)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

nortada de plenos poderes



caríssima(o),

desde já te informo que este será um looongoo post, (não) destoando dos demais neste espaço de discussão pública, pelo que recomendo que vás preparar uma buchazita, regada com uma geladinha (de preferência) e rematada com cafezinho à maneira (com ou sem cheirinho, dependendo dos gostos.)
vai lá, então, que eu espero aqui por ti, prometo!
vai lá, vai! à confiança! ;)

ou seja e porque houve quinze dias de interregno, já a seguir divulgo tudo o que tive oportunidade de ler desde 25 de Novembro a 11 de Dezembro, nomeadamente no que à imprensa desportiva diz respeito, com especial incidência para o pasquim da Travessa da Queimada.

a divulgação à saciedade dos artigos que se seguirão, já ali em baixo, também servirá para memória futura; mas este é um aspecto de somenos importância, se comparado com o principal e motivação primeira para este acto: sem rodeios e falsas modéstias, trata-se de uma questão de respeito para quem visita este espaço com regularidade (na esperança de ler alguns dos melhores cronistas afectos à causa azul-e-branca) e, deste modo, premiar a tamanha fidelidade - em especial a tua! ;)
faço votos para que seja do teu agrado. :D


entretanto e sobre o último encontro dos coisinhos no sorvedouro de dinheiros públicos do sr. Jardim, parece que houve (mais) um erro grave do árbitro Jorge Sousa, curiosamente em benefício da agremiação de Carnide. eis uma imagem elucidativa, "roubada" do Anti-Lampião:



mais do que se perceber que o árbitro estava de frente para o lance, é escutar a alarvidade utilizada pelo representante lampiónico no programa em causa para justificar (mais) uma agressão de Aimar.
e, já agora, também junto a minha voz ao Mística do Dragão para protestar contra (mais) um  escandaloso benefício à «gloriosa» agremiação de Carnide e à brutal disparidade de tratamento em situações idênticas pelo Conselho de Disciplina da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.
bem sei que o Justiceiro já não gravita por lá, mas convenhamos que não deixa de ser escandaloso!


ode ao energúmeno que há em nós

© Google


eu não me considero o melhor condutor do mundo, nem para lá caminho.
talvez porque só esteja encartado desde Dezembro de 1999. talvez porque conduza com regularidade só de há dois anos a esta parte. talvez porque tenha um meio de locomoção adequado à minha disponibilidade financeira, o qual, não sendo um chaço, não é propriamente uma bomba. talvez porque prefira a condução defensiva à agressividade com um volante à frente. talvez pelo somatório de todas estas condicionantes, quem sabe...
serve este intróito para apresentar o que aqui nos traz: desabafar um dos meus maiores sustos na estrada, à data.

na rotina diária de deslocação para o meu posto de trabalho utilizo uma das SCUT's do Grande Porto - uma via que me possibilita atravessar três concelhos em menos de quinze minutos e a uma velocidade média de cento e vinte quilómetros/hora. lá está o primeiro aspecto: sei que há momentos em que ultrapasso o limite de velocidade imposto por Lei.
normalmente utilizo a via mais à direita, mas há situações em que a minha rota é feita na faixa central, tendo em conta os múltiplos nós de acesso à via principal que utilizo e a moda/(péssimo) hábito de, quem nela pretende entrar, não respeitar prioridades. até houve quem já me mostrasse o dedo do meio só porque mantive a constância da minha velocidade e não tinha como me desviar... lá está o segundo aspecto: sei que conscientemente desrespeito o Código da Estrada na forma como utilizo as vias rápidas.

na manhã deste dia cinzento, aquelas rotinas não se alteraram - pelo menos até pretender entrar na dita SCUT. estava eu, sossegadito da minha vida, ainda com uma ou outra remela no olho, quando me apercebo de um energúmeno literalmente colado na traseira do meu bólide - desse eu um traque e ele certamente sentiria o cheiro...
tentava, por tudo, ultrapassar-me. azar nítido, pois, para além de estar numa faixa de aceleração, tinha um veículo à minha frente, numa marcha mais lenta do que o desejado. disso lhe dei conta, através do espelho retrovisor, assinalando o veículo que liderava o cortejo e indicando que ele deveria ter calma na sua condução e consigo também. lá está o terceiro aspecto: deveria ter ignorado o sujeito e permanecido "na minha". mas não o fiz, o que desde já me arrependo...

chegados à via principal, dirijo-me para a faixa central, como habitual e sempre a sinalizar a minha marcha com o pisca-pisca. lá está o quarto aspecto: sei que nem todos gostam de utilizar os piscas, mas eu prefiro fazê-lo a ter dissabores.
o indivíduo persistia em ultrapassar-me mas não conseguia, dado que conduzia um veículo comercial e transportava mais dois passageiros no banco da frente (filha e esposa). lá está o quinto aspecto: comigo, os miúdos vão sempre atrás.

abreviando um dos meus piores dois minutos que já tive, na estrada, nos últimos tempos:
o energúmeno conseguiu colar-se novamente na traseira do meu carro e, insatisfeito com a sua vida e/ou por razões que «não me assistem», ficou lado-a-lado comigo e (in)tentou atirar-me para a berma da estrada!! estava completamente doido e/ou possuído!!
felizmente que não houve danos pessoais e/ou materiais, apesar do (enorme) susto.


sinceramente não compreendo estas atitudes que, muitos de nós, revelamos na estrada e com uma máquina nas mãos. é algo que me ultrapassa, pelo que não consigo respeitar quem o pratica. o que sei é que, refeito daquele momento e sempre a rolar, apetecia-me descer ao seu nível e insultá-lo "de meia-noite" de forma bem audível. também desejei estar ao volante de um monster truck e "passá-lo a ferro".
mas, como disse a minha esposa - que transportava para (mais) uma consulta de obstetrícia e passado o susto que apanhou(ámos) -, a nossa Educação e o nosso respeito são muito superiores à barbaridade do tipinho em causa, pelo que me concentrei em chegarmos sãos e salvos ao destino.

assim sendo e se me estás a ler, pazinho:
Feliz Natal e um próspero Ano Novo, para ti e para os teus!
e que consigas sobreviver aos traumas que te perseguem, por forma a acompanhares o crescimento da tua filha que, pareceu-me, estava a chorar. e não era de felicidade...