domingo, 2 de fevereiro de 2014

do lavar alma para expurgar os meus pecados...




naqueles tempos, trabalhava numa loja de fotografia, numa grande superfície comercial do distrito do Porto. deles, ainda guardo, para lá de gratas recordações, amizades que perdurarão para Sempre. de facto, foram anos fantásticos, intercalados com a conclusão do meu percurso académico, num tempo em que o Respeito imperava nas tradições académicas, das quais muito me orgulho de ter sido parte integrante, inclusive como tuno. é por isso que muito me entristece o diálogo actual sobre a praxe e sobre os abusos que se cometeram (cometem?) em nome de algo que deveria ser para pura diversão e «para mais tarde recordar»® sempre pelos melhores motivos...
adiante.

naqueles dias, recordo-me muito bem da gestão de loja do nosso "boss", o "Rodri", um indefectível portista.
foi sobretudo um excelente gestor de recursos humanos, em que demonstrou à Equipa ao seu dispor como fazer e bem, rumo ao Sucesso, num espírito de colectivo como há pouco visto no sector do Comércio a Retalho. sim!, apesar de ser chefe ele não se comportou como tal, antes foi um de nós - com mais responsabilidade, é certo, mas que sempre deu o exemplo pelos actos que praticou, mais do que pelas palavras que proferiu, e sempre em prol do "Nós" mais do que do "Eu".
naqueles tempos, teve uma Equipa de dez elementos ao seu inteiro dispor, com uma absoluta confiança nos seus colegas, inclusive nas suas ausências/folgas. aliás, não necessitava de mandar, sequer pedir: por iniciativa de qualquer um de nós, por exemplo se houvesse necessidade de ficar para lá do horário de expediente, ficávamos. ponto. sabíamos que a "recompensa" (vulgo folgas compensatórias) seria algo que aconteceria com a mesma naturalidade com que permanecíamos no espaço de trabalho até o "rush" desaparecer. 
naqueles dias, a recompensa deste trabalho árduo surgiu nos três anos em que geriu, como melhor soube e pôde, os destinos da "070": fomos os líderes incontestados da Região Norte e, por uma vez, os segundos a nível nacional, apenas superados pelo verdadeiro monstro de vendas situado no Colombo (Lisboa) - aquela galeria comercial próxima do antro de Carnide e onde o sr. Proença ganhou uma dentadura nova, apesar de ser adepto confesso de tal agremiação...
novamente, adiante...

nessa altura e quando estava na labuta do final-de-semana, para suportar os custos com a dos dias da semana, sempre que o nosso clube do coração jogava, "pedia" à chefia para que a minha hora de jantar coincidisse com a segunda parte das partidas; se tal não fosse possível, então "pedia" para ver os últimos dez minutos dos jogos - uma espécie de ida ao wc mais prolongada e com bónus para uma pausa para café. pelos motivos referidos no parágrafo anterior, afirmo que foram muito poucas as negas que tive. mas antes me tivessem sido negadas, confesso... explico. 
corria a época de 2000/2001, a segunda de uma série de três seguidas em que não fomos campeões nacionais e os troféus conquistados resumiram-se a duas singelas Taças de Portugal (1999/2000 e 2000/2001) e duas Supertaças Cândido de Oliveira (1999 e 2001). foi o início de um «fim de ciclo», anunciado com essa «gloriosa» pompa e circunstância calimera, e que viria a ter a sua máxima expressão com as épocas 2002/2003 e 2003/2004, apesar das tentativas vãs de as denegrirem com apitos pífios e outros afãs - «vocês sabem do que eu estou a falar»...
outra vez, adiante...

naqueles tempos, "Rodri" tinha imensa dificuldade em perceber o porquê de eu, final-de-semana após final-de-semana, persistir no que ele considerava «um exercício de puro sado-masoquismo. só te vais chatear e depois apareces aqui na loja com humor que ninguém pode, e que se vai reflectir nas possíveis vendas...». mas, perante a minha (por vezes. muitas vezes... quase sempre, aliás) intransigência, resignado, lá me deixava ir à minha vida. apesar de o achar «um exercício estúpido» - e logo ele que também é portista como nós e sofre com o clube como poucos -, também não deixava de considerar que era bem pior «para as vendas» eu permanecer fisicamente na loja mas com o espírito uns metros mais à frente, virtualmente com os olhos fixos num monitor jumbotron que transmitia a partida que tanto queria ver... 
naqueles dias, invariavelmente a minha resposta era sempre a mesma: «há razões que a própria Razão desconhece acerca a este Amor pelo clube. e são só dez minutos. queres que te traga alguma coisa?»«boas notícias, de preferência por muitos.», respondia. mas, estávamos no decurso da época 2000/2001, pelo que as más novidades sobrepuseram-se aos seus/nossos desejos...


caríssima(o),

já se passaram mais de vinte e quatro horas depois do efectivo atraso que se verificou finda a partida no "estaleiro dos Barreiros", ante a equipa principal do frágil marít'mo.
foi, de facto, mau demais. muito mau, até. eu, tu e atrevo-me a escrever que a esmagadora maioria da massa adepta portista, sabemo-lo. só falta a admissão por parte de quem obstinadamente a lidera de uma forma teimosa... assim se justificam aquelas linhas ali atrás. explico.

corria o mês de Novembro de 2011 e, após o descalabro, em Coimbra, para a Taça de Portugal, sem papas na língua, «cabeça quente, coração ferido e paixão (muito) magoada», afirmei que Vítor Pereira e a sua equipa técnica eram «um erro de 'casting'». o Tempo, «esse vagabundo», veio a demonstrar que estava errado, "obrigando-me" ao devido retratamento público.

pois bem. mesmo correndo esse risco de conscientemente cometer nova injustiça, afirmo que, perante a conjuntura actual, nos dois anos que esteve a dar a cara pelo seu clube do coração e na sua efectiva cadeira de sonho, Vítor Pereira foi um autêntico "mourinho", pelo que e de forma proporcionalmente inversa, desde o "comando técnico" de octávio malvado, que não me recordo de um tão mau treinador a dirigir o nosso clube do coração (sendo que pertenço à colheita de '75...)
para lá das suas qualidades humanas, que desconheço e que, para o caso em questão, nada contam, e tendo-me em consideração enquanto adepto profissional de tão-somente (por vezes, bem menos do que desejaria...) alapar o cu na sua cadeira de sonho nas bancadas do seu teatro de sonhos azuis-e-brancos e/ou no conforto do sofá lá de casa, afirmo que Paulo Fonseca não possui qualidades para treinar o nosso FC Porto. ponto final, parágrafo.
no meu entendimento, há um claro deficit de liderança e de estímulo do grupo de trabalho às suas ordens. aliás, considero que a gestão do actual plantel ao seu dispor é, para lá de errada, errónea. dou como exemplo o facto de, sete meses decorridos, e ainda não se vislumbrar um onze definido e o "motor" de qualquer equipa (o seu meio-campo) ser alvo de constantes e permanentes "revisões". ou seja e persistindo nesta analogia mecânica, estamos em Fevereiro e a "máquina" ainda não está afinada sequer para as provas de treino, quanto mais para os verdadeiros grandes prémios...

antes da partida no (reafirmo) "estaleiro dos Barreiros" - uma obra, essa sim!, desproporcional para a realidade do clube insular, mas que só demonstra à Saciedade a autêntica anarquia financeira e descontrolo despesista que subsiste lá pelo jardim do sr. alberto joão -, escrevi no "poBo do Norte":

«

este jogo, no jardim do sr. Alberto João, frente à equipa principal do 'marít'mo', depois de uma exibição miserável frente à sua equipa B, no Dragão, para a Taça da Liga, e depois de (afirmaram os pasquins desportivos) «uma hora» a dissecar aquela partida que os calimeros tanto contestam por 2'45'', é muito importante.

na minha opinião, estão bem mais do que três pontos em disputa: depois da confiança dada pelo nosso Presidente, está em causa o necessário 'click' para o que falta do resto desta época.

como me recuso a atirar a toalha, quero acreditar que Paulo Fonseca tem a lição bem estudada e saberá apresentar uma equipa em condições e capaz de dar resposta a todas as nossas inquietações. quero acreditar que é isso que acontecerá!

»


Paulo Fonseca falhou em toda a linha e, precisamente no mês que se prevê decisivo para todas as nossas aspirações e em todas as provas em disputa, começa com o pé esquerdo.
depois do encontro de ontem e como dizem os brasileiros, "cansei!". cheguei a meu limite da paciência, que, como se sabe, também tem limites. por mim, não dá mais. o homem tem vistas curtas para a ambição que o meu clube exige e que não é assim tão desmedida: é a real e a exequivelmente possível, tendo em linha de conta a grandeza do nosso centenário clube.

do que mais retive de negativo do encontro na Madeira (pois que, de positivo, não me recordo de rigorosamente nada... espera, lembrei-me! houve aquela defesa fantástica do Helton e aquele falhanço escandaloso do Derley mesmo ao cair do pano, pelo que a derrota por 1-0 até é lisonjeira... e, como se sabe, eu até sou um gajo que opta por encontrar a perspectiva do "copo meio-cheio" em plena "tempestade"...) foi a reincidência na "aposta" em colocar a "carne toda no assador", em claro desespero de causa. outra vez, pois que foi um filme que já se tinha acontecido no Dragão e que só não teve proporções desportivas maiores porque vencemos da forma como o conseguimos - e que, reafirmo, foi na base da garra, mas que não foi "à Porto", como disse minutos depois.
e, sem justificar convenientemente a derrota, mais uma derrota em que o nosso demérito foi mais do que evidente (o que não é só culpa dele, mas dos pés-de-microfone que não sabem colocar as questões certas, como: "porque apostou num meio-campo "macio", com Defour, Josué e Carlos Alberto, ou não acha que faltou poder de choque?" ou "porque não interveio mais cedo na partida, verificando-se que a aposta naquele meio-campo não estava a resultar e o FC Porto não conseguia sequer fazer um remate à baliza?" ou ainda "não acha que o actual FC Porto vive mais de rasgos individuais do que do jogo colectivo?" ou esta "o que efectivamente pretende a equipa com uma posse de bola superior a 60% se não consegue criar lances de perigo?"), ainda teve o desplante de afirmar «vamos ver o que acontece nos outros jogos».
porr@! eu desejo um treinador que seja activo, não reactivo! mas isto sou eu... mas desde quando dependemos dos outros para fazermos o que nos compete, o que está ao nosso alcance e só depende de nós?!


enfim... não vou bater mais no (literalmente) "ceguinho".
pela minha parte continuarei a apoiar o meu clube do coração da forma que melhor sei. e se me deslocar ao meu teatro de sonhos azuis-e-brancos é certo que não irei munido de lençóis - sequer de lenços brancos - e da minha boca não se ouvirão assobios e/ou pedidos de demissão, tão-somente porque essa decisão não me compete. pela minha parte, só haverá Apoio enquanto adepto indefectível deste grande clube que sobreviverá independentemente dos presidentes, treinadores e jogadores que enverga(ra)m o seu manto sagrado, e que dá pelo nome centenário de Futebol Clube do Porto.



"disse!"



8 comentários:

  1. Miguel

    Vem o meu lado mais pragmático tentar contrariar. Ao longo da nossa história de futebol, as mudanças de treinador a meio da época nunca tiveram grande efeito.

    Até mesmo na época que o Mourinho substituiu aquele que foi (verdadeiramente) o pior dos piores de todos os tempos! Nessa altura estávamos na 19ª jornada a 7 pontos do 1º, acabamos a 7 pontos do primeiro...

    Sou um defensor acérrimo da manutenção do treinador, mesmo quando é evidente (e é) que as coisas não estão bem! E isto deve-se ao facto do PF estar lá há 8 meses a trabalhar, sabe o que tem nas mãos e tem mais condições para corrigir, do que qualquer "messias" salvador do Mundo.

    Sabe, acima de tudo, as circunstâncias que todos nós desconhecemos, inclusivamente os motivos de sub-rendimento de alguns jogadores.

    No meio disto tudo, não esqueçamos que não estamos a lutar pelo título com nenhum Barcelona do Lumiar e Real Madrid de Carnide...

    Acredito que às vezes o que falta é puxar mais pelos jogadores, puxar pelo espírito, pela alma, pela vontade. Estamos a fazer demasiados inícios de jogos muito moles... Entramos com um ar de quem sabe que "ainda" faltam 90min, 80min, 70min... E no futebol moderno apanhar-se a perder cedo é uma complicação!

    ResponderEliminar
  2. Sem querer arranjar desculpas para aquilo que não tem desculpa, reparem na prestação do árbitro que nos apitou na Madeira. Nos primeiros vinte minutos, um jogador do meio-campo do Marítimo conseguiu fazer sensivelmente 10 faltas, sem nunca ter visto o amarelo (até pela sucessão de ocorrências), cortando assim qualquer tentativa de criação de jogo. Corta, mal, um lance de perigo pelo lado esquerdo do ataque do F.C.Porto, assinalando fora de jogo. Termina a primeira parte com a equipa do F.C.Porto no ataque, não permitindo a conclusão do lance. E para finalizar, no período de descontos do final do jogo, dos 4 minutos que deu, dois foram passados com um jogador da equipa da casa no chão, sem que posteriormente tenha permitido que esse tempo fosse reposto.
    Depois de ver a arbitragem do jogo que se seguiu ao nosso, fico com a sensação que o caldinho está preparado. Contra o Marítimo, deu para ser de uma forma mais discreta, mas cheira-me que quando tiver que o ser à descarada, também não haverá problema.

    ResponderEliminar
  3. Miguel,

    Não me apetece comentar. Ando depressivo como a merda - se é que esta é depressiva. Ando descrente. Ando triste. Não ando sequer...

    Só passei aqui para te enviar um abraço e desejar votos de um bom trabalho, sem medo de chamar os "bois" pelos nomes e não escamotear a Verdade. E esta diz que não estamos a jogar um caralho desde o início desta época... Não quero zurzir na SAD nem no nosso Grande Presidente, mas que algo "está podre" por lá, quer-me parecer que sim...

    Acho que ainda vamos a tempo de emendar e de não perdermos tudo - inclusive a taça da carica.

    Abraço
    «e quem não salta é lampião»

    ResponderEliminar
  4. caríssimos,

    muito obrigado! pela vossa visita e pelas vossas gentis palavras!

    @ magro
    não desejo a substituição de um treinador "por dá cá aquela palha". há indícios de quem nem tudo são rosas no seio do Clube - basta ler nas entrelinhas de algumas notícias (a mais recente prende-se com o "encosto" do Otamendi).
    agora, o que sei é que é confrangedor assistir a um jogo do nosso FC Porto. como refiro, não há fio-de-jogo, não há uma equipa-base, não há um meio-campo que faça três jogos seguidos. no fundamental: não há seja lá o que for e que se tente encontrar.
    por mim, no presente, só o Clube. Paulo Fonseca, para mim, já é Passado - independentemente do que possa acontecer até ao final da época.

    @ FC Porto
    antes de tudo, bem-vindo! e votos de muitas felicidades! para a nova aventura.
    já adicionei o blogue ao "maravilhoso mundo da bluegosfera"® - basta conferir ali na coluna à esquerda -, em resposta à tua simpatia.

    @ glorigozo
    percebo-te perfeitamente. melhores dias virão segura e certamente.


    abr@ços a «ambos os três» :D
    Miguel | Tomo II

    ResponderEliminar
  5. Miguel

    29/01/2012: vamos a Barcelos e fazemos uma exibição patética. Mesmo com aqueles erros inacreditáveis do suspeito do costume (que lá voltou este fim-de-semana para beneficiar os do costume), a nossa exibição foi inacreditável. Não tivemos fio de jogo, já vínhamos de várias exibições menos conseguidas. Antes e depois disso, prestações patéticas nas competições europeias, eliminação absurda da taça com um 3-0 a seco.
    Mantivemos, fomos campeões.

    Mantenho a minha convicção: os que lá estão sabem o que se passa. Por vezes está fora de controlo! Sair o Capitão no dia em que é convocado para o jogo não está debaixo do controlo do treinador. O trinco ser assediado e não ter contrato renovado não é culpa do treinador. O central ser assediado também não. O outro central já nem treinar também não. Ter só 1 lateral em cada ala também não.

    Tem culpas em colocar um médio que se acha uma estrela da Bélgica e cá continua a ser um "sem sal". Tem culpa em entrarmos moles nas primeiras partes. Tem culpa em não dar um par de estalos no Varela para ele jogar como nos jogos que se empenha! Tem culpa a deixar o Quaresma pegar na bola em livres, cantos, e sabe-se lá mais o quê. E em muitas outras coisas!

    Mas entre o que é culpa dele e o que não é, eu acho que o melhor é manter. E vou mais longe, para ser coerente por antecipação: se o Presidente dispensá-lo, eu vou discordar. Mas olha, também discordei da não renovação do Jesualdo e o que veio a seguir foi aquilo que se viu! :)

    ResponderEliminar
  6. Se esta história que se fala do Fernando for verdade, se ele for para o City sem contrapartidas para o FCP e ficar sem jogar até ao fim da época, esta será a época mais desastrosa de todas as que me lembro. Falo em termos de gestão do plantel: não temos nenhum lateral para substituir Danilo e Alex (temos que adaptar); vamos ficar sem nenhum trinco de bom nível (mas temos vários médios de qualidade duvidosa que não se sabe se são nº6, 8 ou 10 - Herrera, Josué, Defour); dispensámos um extremo de 20 anos e fomos buscar um de 30, vindo de uma lesão; o Otamendi parece que também está castigado; O Izmailov saíu a rir-se de nós e ainda disse que sonha voltar ao FCP. Isto é demais. É incompetência a mais. É certo que os jogadores só têm cifrões na cabeça, mas ninguém lhes explica que nunca sairão para melhor se antes não fizerem o trabalho cá?? Não sei o que dizer mais, vejo toda a gente conformada com a situação, nas entrevistas toda a gente diz que estamos em todas as frentes, que está tudo bem. Este ano somos nós o Sporting de Godinho Lopes, e digo isto com muita mágoa. Caralho.

    ResponderEliminar



  7. caríssimos,

    muito obrigado! pela vossa visita e pelas vossas gentis palavras!

    no fundamental:
    tudo o que escrevamos sobre esses assuntos, as decisões caberão sempre a alguém acima de nós :D

    somos Porto!, car@go!
    «este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

    abr@ços a «ambos os dois» :D
    Miguel | Tomo II

    ResponderEliminar

vocifera | comenta | sugere
(sendo que, num blogue de 'um portista indefectível', obviamente que esta caixa é destinada preferencialmente a 'portistas dos quatro costados'. e até é certo que o "lápis", quando existe, é azul.)

Show Emoticons