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terça-feira, 13 de novembro de 2012

solução ≠ dissolução ?!



(clicar na imagem para ampliar)


nova pergunta retórica, ao estilo de passatempo:

do teste abaixo, de sétimo ano e à disciplina de "ciências físico-químicas", e mediante a resposta do aluno à pergunta 2., o que é que o(a) professor(a) não compreendeu?!


(clicar na imagem para ampliar)



beijinhos e abraços (nada retóricos)!
Muito Obrigado! pela tua visita :)



sábado, 7 de julho de 2012

grandes oportunidades, enormes facilidades



© Google

caríssima(o),

primeiro foi o "engenheiro", que agora está a estagiar na Sorbonne.
ao que consta, concluiu um curso superior a um Domingo (!!!), depois de haver suspeitas de que «o ex-primeiro-ministro não teria concluído a licenciatura em Engenharia Civil, no ano lectivo de 1995/1996, depois de se ter transferido do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa para a Universidade Independente».  
e tudo porque, num processo divulgado à saciedade por Rui Verde, ex-reitor da Universidade Independente, «não consta nem um único original: os documentos apreendidos pela PJ, que serviram de base à investigação sobre a licenciatura de José Sócrates, são apenas fotocópias. Aliás, uma das fotocópias terá mesmo sido alterada em relação ao original (trata-se da pauta da disciplina de Inglês Técnico, que aparece assinada pelo reitor da Universidade Independente, ao contrário do que acontece no documento original, que é escrito a azul e não é assinado pelo professor)».
e também que não abona à Verdade clamada pelo indivíduo em causa e ao sentido da Justiça, as explicações dadas pela Procuradoria-Geral da República para não reabrir um inquérito que deixa muito (boa?) gente com "rabos de palha" - sobretudo se foi por «falta de pagamento da taxa de justiça».


agora é o "shótôr" Relvas, que resolveu concluir o que não conseguiu antes, vinte anos depois
ao bom estilo tuga, inspirado (quiçá) no espírito das "Novas Oportunidades", e fazendo jus ao mote de que mais não são do que «grandes facilidades», concluiu a licenciatura (de três anos) em Ciência Política e Relações Internacionais, na Universidade Lusófona, em apenas um (!!).
ao que consta, «na década de '80, frequentou os cursos de Direito e de História, na Universidade Livre (que daria origem à Universidade Lusíada), não tendo completado nenhum por ser «incompatível» com a sua actividade política e profissional da altura. No ano lectivo de 1995/1996, tentou reentrar na Lusíada para o curso de Relações Internacionais, mas não chegou a frequentar nenhuma cadeira»
mesmo assim, tais frequências, sem quaisquer tipos de aproveitamentos académicos, foram suficientes para que a conclusão do curso superior em causa fosse «encurtada por equivalências reconhecidas e homologadas pelo Conselho Científico da referida universidade, em virtude da análise curricular a que precedeu previamente».
e tudo porque, nas palavras do próprio, «tendo iniciado a actividade política e profissional ainda muito jovem, num altura em que a política mobilizava milhares de cidadãos na primeira década após o restabelecimento da Democracia em Portugal, essa intensa participação cívica em que me empenhei tornou-se, à época, incompatível com as obrigações académicas».
e não abona à Verdade que se ignorem as críticas tecidas por João Redondopresidente da Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado (Apesp).

[ ressalve-se, a bem da Verdade e de dar mérito a quem de Direito, que questão da "licenciatura" de Miguel Relvas foi levantada, na edição de 07 de Junho do jornal "O Crime", com um artigo que tinha como título "Miguel Relvas não revela percurso académico" (publicado na sua pág. 07). só que, o jornal “O Crime” é tido como um meio de comunicação considerado marginal ao Sistema, não sendo levado a sério pelos restantes órgãos de Comunicação Social. ]

em conclusão:

apesar das notícias acima, não me arrependo (nada!) de ter "queimado pestanas" durante quatro anos, para obter a minha licenciatura e mais dois para a subsequente pós-graduação, concluídos com muito mérito próprio e sem recurso a "subterfúgios".
mais informo que ambos os cursos superiores foram pagos integralmente por mim - trabalhando aos finais-de-semana e férias escolares para o conseguir.
assim, o que para muito (boa?) gente foi obtido de forma mais ou menos dúbia, só me vem reforçar a convicção de que, nesses casos, o chavão "ó papá, paga-me o curso / sou burro como um urso", é mais do que justificado.
e também eu acho que a sogra da minha esposa merece um canudo!


"disse".


sexta-feira, 27 de abril de 2012

da educação do teu umbigo...


© Google

«


Inspecção-Geral da Educação e Ciência

NID: S/03459/RL/12
NUP: 10.09/00698/RL/12

Exmo. Senhor Eduardo Mascarenhas,

Venho informar V.ª Ex.ª de que, tendo por base a informação disponibilizada pelo Senhor Director, nomeadamente a que foi sintetizada no mail infra, foi arquivada a sua queixa por a actuação da Direcção da Escola não merecer censura jurídico-disciplinar.

Com os melhores cumprimentos.

Pel’IGEC (Área Territorial de Lisboa e Vale do Tejo)
Pedro Teixeira Pinto

Inspeção-Geral da Educação e Ciência (Lisboa e Vale do Tejo)


NID: E/07464/RL/12

Data de registo: 2012-04-23

De: ebantoniobentofranco@aeericeira.net
Enviada: Segunda-feira, 23 de Abril de 2012 15:07
Para: Manuel Joaquim Lopes Ramos (IGE)
Assunto: Exposição/queixa de Eduardo Nuno Barros Mascarenhas

Exmº Sr Inspector,

Relativamente ao exposto pelo sr. Eduardo Mascarenhas, temos a informar do seguinte:

1.
O verso aposto no final da cantiga infantil “Atirei o Pau ao Gato” não foi da autoria da educadora, sendo uma prática comum a outros jardins de Infância e surge, de forma espontânea, numa brincadeira de rimas tão frequente entre crianças desta idade, destituída de qualquer valor simbólico que os adultos lhe tenham querido atribuir.

2.
Em nenhum momento, no Jardim de Infância, se fala de futebol ou de algum clube em particular, nunca tendo a educadora assumido, perante os alunos, qualquer preferência clubística.

3.
O Jardim de Infância de Santo Isidoro é um espaço onde os seus profissionais se dedicam às crianças, à promoção do seu bem-estar, no respeito pelos princípios do Rigor, da Isenção, da Justiça e da Equidade.
Nunca esteve em causa o normal funcionamento das actividades ou existiu alguma perturbação nas relações e brincadeiras entre as crianças.
No entanto, as várias intervenções do Encarregado de Educação supra, na sala de actividades, manifestando de forma alterada a sua opinião relativamente à cantiga, levou a que o grupo crianças se sentisse assustado.

4.
A educadora não teve intenção de pôr a filha contra os pais, mas tentar que o assunto ficasse encerrado para que o Encarregado de Educação não continuasse a acusá-la de cantar várias vezes ao dia esta cantilena.

5.
A Subdirectora do Agrupamento, educadora Belmira Oliveira, quando se dirigiu ao Jardim de Infância, no dia 20 de Março, para se reunir com sr. Eduardo Mascarenhas, foi no sentido de ouvir e resolver este conflito antes da reunião de pais e para evitar confrontos verbais com os outros pais, que se mostraram indignados com a atitude do sr. Eduardo Mascarenhas.
No entanto, não foi possível chegar a um entendimento, já que o Encarregado de Educação não aceita como justificação o já exposto no ponto 1.

Face às acusações por parte do Encarregado de Educação, sem fundamento, a docente terá dito ao pai que, estando ele a valorizar uma cantilena como tantas outras que existem, que o melhor seria procurar um Jardim de Infância que fosse ao encontro das suas expectativas, como Encarregado de Educação, mostrando assim que, quando o fizesse, dificilmente o iria encontrar.

Com os melhores cumprimentos.

O Diretor
Alfredo Carvalho

»

fonte: faceboKas®
ps: os negritos, os itálicos e os sublinhados são da minha responsabilidade


caríssima(o),

recordas-te da cantilena de Ericeira?
pois bem: aquela é a justificação do Agrupamento de Escolas em causa, à pretensão do Encarregado de Educação em que, na dita cantilena, não mais vigore o verso com forte cariz lampiónico - violando descarada e despudoradamente os artigos 2º (Estado de direito democrático) e 13º (Princípio da Igualdade) da Constituição da República Portuguesa.
assim, "gostei" sobretudo da posição de força da educadora em causa e do fundamento para o arquivamento da queixa: «por a actuação da Direcção da Escola não merecer censura jurídico-disciplinar»...

sem me querer alongar neste triste caso - mais um que envergonha quem (não) trabalha em prol da Educação deste "rectângulo à beira-mar (im)plantado"® -, seria porventura bem mais produtivo que os seus (ir)responsáveis lessem a resposta de Óscar Mascarenhas, provedor do Diário de Notícias, a um pedido de esclarecimento sobre o caso em epígrafe.
dela retive o seguinte argumento, em contra-ponto com o que defende o caríssimo Fernando Moreira de Sá, no (muito portista) "bi-tri":

«

[...]

Sobre o "viva o Benfica", começo a pensar que as pessoas estão, de facto, muito doentes.
Que se grite "viva!" a todos os clubes, que é isso o pluralismo e a tolerância.
Que os/as educadores/as cantem o "gato", com "não mordeu" e não com "não morreu".
E, se querem gritar vivas, ponham os meninos e meninas a gritar vivas a todos os clubes que eles queiram.

Não atirem paus a gatos e não atirem paus a clubes. Deixem viver os gatos; deixem viver os clubes.

Não podia imaginar que uma canção tão parvinha como a do "gato" fizesse despertar o vulcão de estupidez e obscurantismo a que assistimos!

»



beijinhos e abraços (envergonhados)!
e Muito Obrigado! pela tua visita :)

sexta-feira, 30 de março de 2012

adenda à cantilena de Ericeira

 


«
atirei o pau ao gato-to do 5lb
«contra o 5lb não! contra o clubismo exacerbado!».
é desta forma que Eduardo Mascarenhas justifica, em declarações ao Relvado, porque se queixou da versão infantil "atirei o pau ao gato", com o final «vai-te embora pulga maldita/batata frita/viva o 5lb». Eduardo Mascarenhas, o pai (portista), provocou a polémica depois de denunciar e de contestar o facto de a cantilena ser cantada no jardim de infância de Santo Isidoro da Ericiera que a sua filha frequenta(va), em Mafra.

«se não batessem na minha filha, não me chateava tanto», ressalva, denotando que tinha conhecimento da situação desde o início do ano lectivo, mas realçando que só agiu depois de a mulher ter reparado que «o caso começou a criar conflitos na sala de aula».
Eduardo Mascarenhas revela ao Relvado que «'aquilo' começou a trazer problemas» e justifica assim que tudo isto se transformou numa "causa" pedagógica, garantindo que não está particularmente interessado na questão clubística.

é certo que a sua revolta de pai trouxe o assunto para o domínio da eterna batalha entre FC Porto e 5lb e este terapeuta confessa ao Relvado que ouviu dos outros pais, maioritariamente benfiquistas, gritos de «vai para o Porto! isto aqui é Lisboa!».
«Fui hooliganizado
o caso passou-se no Jardim de Infância de Santo Isidoro da Ericeira e Eduardo Mascarenhas conta ao Relvado que foi "hooliganizado" no âmbito de uma reunião onde pensou que o caso fosse amenizado, depois de ter falado com os responsáveis do Agrupamento de Escolas da Ericeira [AEE].
«tive os pais aos berros e a quererem empurrar-me e a forçarem-me para ver se eu entrava em reacção física, para depois chegar a polícia para dizerem que eu estava maluco», relata, constatando que chamaram mesmo a GNR ao local.
Estes encarregados de educação alhearam-se do papel de pais e passaram para o campo do adepto, nota, referindo-se aos «pais feitos claques». «é um hábito de tal forma entranhado, que acharam um absurdo vir eu pedir para mudar aquilo», desabafa, atestando que «é quase como que uma lei» e relatando que os miúdos «cantam duas, três vezes por dia» a canção numa «prática diária».
«
as crianças aos três anos não percebem, mas aos 4 já percebem, e ficam lá até aos 5, 6 anos», aponta. «como é que é possível estar-se a cantar isto em todo o distrito de Lisboa, questiona ainda, apontando para aquilo que será uma prática generalizada e perguntando se um comportamento exibido na sala de aula, «por uma educadora, durante anos consecutivos, não tem impacto na relação das crianças entre si e na relação da criança com a vida.

contactado pelo Relvado, o presidente do Conselho Executivo da Associação de Pais e Encarregados de Educação do AEE, Rui Duarte, constata que «estão a decorrer reuniões para apurar factos. Brevemente haverá um esclarecimento sobre o caso. estamos a tentar resolver as coisas em prol das crianças», diz.
o Relvado tentou também falar com o director do Conselho Pedagógico do AEE, Alfredo Carvalho, mas até ao momento não foi possível.

«Estás a puxar pelo 5lb?!»

Eduardo Mascarenhas conta ainda, ao Relvado, que, aquando do 5lb-Zenit, para a Liga dos Campeões, e enquanto torcia pelos encOrnados - «como faço com todas as equipas portuguesas», sublinha -, a filha lhe fez a seguinte pergunta:
ó pai, mas então o 5lb  não é contra o FC Porto?!
estás a puxar pelo 5lb
?!

este pai lamenta que «o exemplo que dá em casa não tenha seguimento na Escola» e sustenta que estas crianças «não retiram da escola nenhum sentido de identidade nacional, de país, de Portugal, mas retiram de clubes de futebol».
o terapeuta assegura também que o presidente do Agrupamento de Escolas da Ericeira lhe confidenciou que «por acaso é benfiquista [e que] não vê muito mal no caso...».
«aqueles que defendem isto são benfiquistas», não duvida este adepto do FC Porto - «nem sou sócio!», garante, reparando que «o grande problema é que são tantos, e estão em tantos níveis de ensino, que chega a ser perverso».

Foi contactado pelo FC Porto

o FC Porto - que já tomou posição pública sobre o assunto, referindo-se aos «fascistas do Gosto» e aos «'ayatollahs' das suas próprias preferências» -, contactou Eduardo Mascarenhas antes de divulgar esse comunicado, para confirmar a história. E ele só estranha que mais clubes não se tenham manifestado, considerando que estão em causa também «interesses em termos de marcas, de marketing e de mercado».


enquanto espera os trâmites legais no seguimento das queixas que apresentou no AEE, na Inspeção Geral de Educação e no Ministério da Educação, Eduardo Mascarenhas repara que a filha não voltará à escola: «não vou entregar a minha filha a esta educadora; nem pensar, diz, lamentando que esta contou aos miúdos, na passada segunda-feira, 19 de Março (por ironia, Dia do Pai), que não podiam cantar o "atirei o pau gato" por causa dele [Eduardo Mascarenhas], que era «mau»...

como ponto final para este caso, Eduardo Mascarenhas frisa, ao Relvado, que só vai «descansar se houver uma inspeção geral a todo o agrupamento e puser isto tudo limpo. tentei tudo e mais alguma coisa até chegar à queixa e isso só aconteceu porque os responsáveis não quiseram resolver, quiseram impor uma coisa que é absurda», constata, concluindo que «ignoraram a Criança e os seus direitos.
»
fonte: portista a cem por cento 
ps: os negritos, os itálicos e os sublinhados são da minha responsabilidade

domingo, 25 de março de 2012

só para avisar que...

© google


...hoje há berbigão para o almoço!
(mas só eu estou convidado) :D

ps:
para quem estiver interessado, o post continua mais abaixo com outros assunto de igual interesse (ou então não...) :D


beijinhos e abraços (famintos)!
e Muito Obrigado! pela tua visita :)


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

das grandes facilidades


© Tomo II | Google


«
Escandaloso, mas legal

Dirigentes escolares dizem que "a coisa" é «escandalosa» mas - confirma o Ministério - «perfeitamente legal». E o director da Faculdade de Medicina do Porto [José Agostinho Marques] não tem outro remédio senão afirmar o mesmo: a situação é «legal, mas injusta e pouco transparente».
É o golpe do baú, em versão "acesso ao Ensino Superior".
Tal como nas Novas Oportunidades, quem quiser ser médico "em suaves prestações" e sem esforço, mas não tiver "unhas" para conseguir os dezoito ou dezanove valores "exigidos" para entrar em Medicina, só tem que ser "portuguesmente esperto": em vez de se matar a estudar durante os longos anos do Secundário, espera até fazer dezoito risonhas primaveras, matricula-se no Ensino Recorrente em algum colégio privado (onde as propinas custam literalmente "uma nota") e conclui o Ensino Secundário "de empreitada". Basta um aninho e "'tá feito" [sic]. E sem qualquer avaliação externa (!!).

O director de um desses colégios - que, só por sua conta, "forneceu", este ano lectivo [2011/2012] às faculdades de Medicina vários alunos com vinte valores (!!) no Secundário liofilizado - explicou ao "Público" o "truque da via estreita para o sucesso".
Até se podem, por exemplo, fazer só cadeiras de línguas em vez das de ciências, o que sempre tem uma vantagem em relação às Novas Oportunidades: os futuros médicos receitarão Penicilina e não "Penissilina" [sic].

Está «tudo dentro da lei», ao contrário de outro extraordinário caso português de sucesso rápido: o de Alves dos Reis, que optou estupidamente pela ilegalidade.
»

autor: Manuel António Pina

fonte:
jn.pt
ps: as "aspas", os negritos, os sublinhados e os itálicos são da minha responsabilidade.


caríssima(o),

esta crónica recorda-me esta notícia (real) e cuja legenda refere tudo:



e já agora, lembra-me esta (brilhante) sátira dos "Cavalheiros do Apocalipse".

como trabalho nos Serviços Administrativos de uma escola pública do Grande Porto que (ainda) possui Ensino Recorrente e cursos de Novas Oportunidades/Grandes Facilidades, atesto a veracidade das mesmas.
 
 
beijinhos e abraços (ofendidos)!
e Muito Obrigado! pela tua visita :)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

de um novo ano lectivo

 © Google

caríssima(o),

como poderá ser do teu conhecimento (ou então, não...), trabalho num estabelecimento de ensino secundário no Grande Porto.
após já ter respondido às mesmas questões (bem mais do que) cinquenta vezes diárias desde o meu regresso de umas (merecidas) férias, registo as seguintes regras de ouro e algumas ideias-chave sobre a problemática das matrículas (e das suas renovações).
estou em crer que estas recomendações serão bastante úteis, não só para o próximo ano lectivo 2011/2012, como para os vindouros.

as duas regras de ouro são:
1) acompanhe sempre o seu educando em todo o processo de matrícula.
lembre-se que a pior imagem que poderá transmitir para o exterior é desconhecer que afinal o seu educando falsificou a sua assinatura num Boletim de Transferência de Escola e, por absurdo, preferiu o curso profissional de "Técnico de Import/Export" (que não existe!) na Escola Secundária de Alcoitão de Baixo (idem), quando tinha garantido que iria frequentar o curso de "Ciências e Tecnologias" na melhor escola do concelho onde reside;
1.1.) por "acompanhar" entenda-se perder (pelo menos) duas horas de televisão e apoiá-lo no em todo o processo, inclusive no preenchimento daquele  impresso;
1.2.) por "todo o processo" entenda-se comparecer nas reuniões de avaliação final de ano de escolaridade e nas de renovação de matrículas, marcadas pelos directores de turma do estabelecimento de ensino que o seu educando frequenta(va);

2) nunca se esqueça da regra nr. 1), que é a fundamental.

algumas ideias-chave a reter em todo este processo, sendo que a ordem da sua apresentação não obedece a qualquer critério:
1) compareça presencialmente nos Serviços Administrativos e dentro do seu horário de expediente.
em vez de telefonar e/ou enviar e-mails e/ou recados por funcionários que trabalham no estabelecimento de ensino que pretende que o seu educando venha a frequentar, aproveite a(s) oportunidade(s), não só para conhecer o espaço escolar em causa, como alguns dos funcionários com quem o seu educando irá lidar quotidianamente - o que poderá vir a ser bastante enriquecedor e para todas as partes envolvidas;

2) compareça na escola dentro do horário de expediente estipulado para atendimento ao público.
recorde-se que este horário foi definido por uma direcção escolar e um Chefe de Serviços, e não por si. com certeza que poderá não estar de acordo com ele; mas também é verdade que sabe de cor a que horas encerra a repartição de finanças da sua zona, certo?

3) informação constante no sítio da escola na Internet (e a existir) é sempre um auxiliar para os interessados, o que não dispensa a sua consulta junto das instalações da Escola e nem todas as questões podem ser respondidas via e-mail e/ou telefone;

4) certifique-se que o seu educando garantiu uma vaga, num estabelecimento de ensino (mesmo que não seja o que deseja), antes de ir de férias.
pior do que não ficar no estabelecimento de ensino com que sempre sonhamos para o nosso educando, é este ficar fora da Escola;

5) as (boas) notas são sempre a melhor apresentação do seu educando.
recorde-se que apesar de todos os critérios que lhe forem apresentados para a aceitação (ou recusa) de uma transferência e por muito que as notícias sejam contrárias (e, por vezes, contraditórias), ainda há um que se sobrepõe aos demais: as classificações finais que o seu educando obteve no ano de escolaridade anterior ao da matrícula serão sempre a porta de entrada (ou de saída) e a sua melhor (ou pior) apresentação junto do estabelecimento de ensino em causa;

6) mesmo que comprove que reside «mesmo em frente» ao estabelecimento de ensino que pretende que o seu educando frequente, se formulou esse desejo, em impresso próprio, datado do final da primeira semana de Agosto, tal não lhe garante, por si só, a vaga desejada.
lembre-se que há escolas públicas que encerram as suas potenciais vagas nos primeiros dias do mês de Julho.

«e prontos, então!»
espero que esta informação tenha sido útil e que ajude a esclarecer algumas dúvidas, certamente que pertinentes.

beijinhos e abraços (básicos ou secundários)!
e Muito Obrigado! pela tua visita :)