quarta-feira, 24 de outubro de 2012

da Colômbia, com (muito) amor




caríssima(o),

acerca do jogo desta noite, no nosso teatro de sonhos, ante os ucranianos do Dínamo de Kiev, obviamente que o meu destaque individual vai para um tal de Jackson Martínez - não só pelos dois (importantíssimos) golos que marcou mas também pelo jogo que construiu e deu a construir na frente de ataque portista.
para quem o apelidava de «cepo» no início da presente época, aqui fica um singelo registo: este colombiano, em dez partidas disputadas (no somatório, à data, de todas as competições em que se viu envolvido), já apontou oito golos decisivos...

só que o nosso (único?) ponta-de-lança não jogou sozinho; teve mais dez companheiros que actuaram como Equipa, i.e., como um "bloco" compacto a impor o ritmo de jogo, a pautar o seu equilíbrio pela procura do primeiro golo e com um impressionante controlo de uma certa ansiedade que se (pres)sentia. afinal, era uma partida de Champions, porr@!
e refiro essa questão da comoção aflitiva de um certo estado de espírito que receia que uma coisa suceda (normalmente negativa), pois aquele mesmo "bloco" compacto nem sempre foi coeso; aliás, teve alguns lapsos momentâneos de memória cognitiva que provocaram alguns calafrios e suores frios nas bancadas do Dragão. na sua esmagadora maioria, lá esteve o Helton a evitar males maiores, com (pelo menos) quatro espantosas (porque soberbas) defesas a negar outros tantos golos tidos como certos; por duas vezes houve necessidade de recomeçar a batalha pelo objectivo fundamental do jogo em questão e que passou sempre por uma vitória e nada menos do que o amealhar de mais três pontos e de mais um milhão de euros.
só que, o mesmo "bloco" compacto mas nem sempre coeso, soube sempre funcionar como Equipa e trabalhar em prol de um objectivo comum, pelo que, tal como os jogadores, nunca duvidei da sua capacidade e da sua abnegação para que a vitória nos sorrisse (como felizmente veio a acontecer).

permite-me mais um destaque individual: Danilo.
concentradíssimo a defender (preenchendo bem a sua faixa lateral, impedindo os atrevimentos de Gusev e amiúde de Miguel "el gordo" Veloso), imperial a atacar (sempre a preceito e com intenção clara de ajudar no ataque, sabendo que as suas "costas" estavam guardadas).
penso que, para os cépticos do costume, começa a justificar o investimento.

para finalizar, três reparos:

1)
por vezes, parece que, em Maicon, o Tico e o Teco colidem um com o outro.
é que, por mais do que uma vez que não soube colocar a bola "redonda" (logo, jogável) para um companheiro melhor colocado para a recepcionar, optando pelo absurdo do "charuto" para a frente (que não alívio da defesa, entenda-se).
sinceramente não há necessidade de ligar o "complicómetro" (sobretudo nestes jogos)...

2)
incrível como Mangala saiu incólume do jogo em apreço, tanto foi o sarrafo que distribuiu (sobretudo na primeira parte).
felizmente que ninguém saiu «mangalado»...

3)
felizmente que existe sangue novo no plantel, a recordar os tempos em que tínhamos um Juary para desbravar "terrenos maninhos".
actualmente o nosso Juary dá pelo nome de Atsu e é ganês. e entra sempre que o Varela "rebenta" (por norma, lá pelo minuto 60' de jogo).
penso que, neste caso em concreto, já será tempo de apostar mais na "rebeldia" em detrimento da "experiência".


beijinhos e abraços (vitoriosos)!
Muito Obrigado! pela tua visita :)

2 comentários:

  1. Bom dia,

    Ontem cumprimos o objectivo que passava pela vitória.

    Todavia, a tremideira na defesa foi demasiada para este nível competitivo.

    É inadmissível sofrer golo de canto ao primeiro poste na pequena área.
    Grande desacerto dos centrais no segundo golo do Kiev. Otamendi e Maicon saltam à mesma bola.

    Não obstante vencemos e demos uma passo importante rumo aos oitavos.

    Ontem VP teve grande coragem ao retirar Moutinho.
    O nosso meio-campo não funcionou na posse porque Moutinho esteve uns furos abaixo do habitual.

    Varela, Lucho, Danilo, James e Jackson foram os melhores elementos do nosso onze, com destaque para Jackson, que parece ter se adaptado definitivamente ao ritmo do futebol europeu.

    Foi um desafio, em que se tivéssemos tido mais intensidade e velocidade teríamos goleado esta equipa Ucraniana.

    Bastava acelerar o jogo para marcarmos.

    Há que ter atitude em todos os jogos. O público no Dragão merece mais e melhor.

    Abraço e boa semana

    Paulo

    pronunciadodragao.blogspot.pt

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  2. @ Paulo

    caríssimo,

    obrigado! pela visita e pelas palavras! - com as quais estou de acordo.

    somos Porto!, car@go!
    «este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

    abr@ço :D
    Miguel | Tomo II

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(sendo que, num blogue de 'um portista indefectível', obviamente que esta caixa é destinada preferencialmente a 'portistas dos quatro costados'. e até é certo que o "lápis", quando existe, é azul.)

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