domingo, 28 de outubro de 2012

ainda não foi desta vez...





... que perdemos três pontos, numa partida oficial, na presente temporada 2012/2013. mas estivemos (bem) perto. e mais (por que) uma vez...


caríssima(o),

confesso que só vi a primeira parte "a espaços" (e daqueles bem reduzidos, idênticos àqueles que o treinador do clube da linha das "tias" betas de Cascais pretendia para a sua equipa mormente no seu sector defensivo). 
e que, da segunda, só consegui visionar o jogo a partir do minuto 67', pois os dentitos do meu filho estão a começar a rasgar as suas tenras gengivas - motivo mais do que suficiente para que o "sossego" cá por casa esteja comprometido nos próximos tempos...

em suma: perdi toda a acção do jogo - leia-se, o "sal" do dito e que foram os três golos da partida, dois dos quais permitiram a reviravolta no marcador e para a nossa equipa do coração. 

e, tal como estive quase a bater com a cabeça na parede para me acalmar da "intransigência" do Guilherme em (não) sossegar - combatendo o sono com todas as suas pueris forças -, também a última meia hora que pude visualizar da partida em apreço me fez quase, quase embater com a minha cornadura na parede da minha sala de estar. 
só não o fiz porque, entretanto, o Guilherme já dormia e não o queria acordar e ter que passar por novo "tormento" de quase hora e meia para que o João Pestana cumprisse com a sua fama...

se, após o encontro para a Champions, ante o Dínamo de Kiev, fui lesto a "condenar" algumas críticas tecidas por alguns de nós, considerando-as injustas e desadequadas para a exibição em causa, hoje tenho que reconhecer que as mesmas são (mais do que) apropriadas, próprias, certas, corretas, ajustadas, convenientes e por mais "inconvenientes" e/ou incómodas que sejam.
essas críticas referem-se a uma estranha "apatia" que toma conta da equipa durante (largos) períodos dos encontros que disputa, toldando-lhe o discernimento - seja nos «desliganços»; seja nos passes transviados (alguns, a apenas um metro de distância); seja nas marcações (sobretudo nas acções defensivas e/ou lances de bola parada); seja no posicionamento no terreno de jogo; seja no (des)acerto nos contra-ataques e/ou «transições ofensivas»; seja na velocidade que (não) imprime à partida, optando pelo «devagar, devagarinho»; seja nos "charutos para a quinta" (qual equipa de meio da tabela a defender uma vantagem preciosa quando ainda faltam mais de quinze minutos para terminar a partida); seja no conceder certas vantagens ao adversário, como primeiras partes horríveis e/ou avanço no marcador ("obrigando" a equipa a ter que correr atrás do prejuízo e com os níveis de ansiedade lá nas alturas); seja no mau futebol que a equipa vem praticando e "brindando" quem a apoia.

todas estas críticas foram (re)vistas esta noite, no encontro no "quintal" do Estoril Praia. felizmente tivemos a "estrelinha" da nossa parte.
faço votos para que não tenhamos que apelar à dita nos próximos encontros. quero acreditar que seremos capazes, em conjunto - plantel, equipa técnica, dirigentes, sócios e adeptos indefectíveis - de superar os obstáculos futuros graças ao nosso empenho, à nossa argúcia e ao nosso talento e não à Fortuna que nos protege.

ps1:


o jogo mil do nosso querido líder será abordado numa "posta de pescada"® própria, no decurso do dia de amanhã, Segunda-feira.


ps2:


a estrelinha que protege a equipa principal de futebol profissional sénior do nosso clube "mete baixa" e/ou "faz greve" quando a nossa equipa B tem que ir a jogo. 
nova partida para o campeonato, nova derrota - desta feita na Tapadinha, terreno de um clube histórico da capital do Império.
reitero as minhas mais recentes preocupações sobre a nossa equipa principal dos escalões de formação, as quais, à data (2012-10-28) encontram-se redobradas.
aliás, considero que já não é um caso de "arrepiar caminho", mas de encontrá-lo o quanto antes, sob pena de nos perdermos irremediável e inapelavelmente.


beijinhos e abraços (afortunados e sempre muito portistas)!
e Muito Obrigado! pela tua visita :) 



5 comentários:

  1. Depois do clube do regime e o S.Braga, neste momento, os seus mais directos rivais, terem ganho e com o estímulo do jogo 1000 de Pinto da Costa no pensamento, o F.C.Porto tinha pela frente o historicamente difícil, Estoril Praia. De início com a mesma equipa que na última quarta-feira venceu o Dínamo de Kiev, Helton, Danilo, Maicon, Otamendi e Mangala, Fernando, Lucho e Moutinho, James, Jackson e Varela, o conjunto de Vítor Pereira, mais uma vez, apostou em complicar. Tal como no jogo da Champions, hoje no António Coimbra da Mota e mais uma vez num lance de bola parada, aos 10 minutos, canto, defesa a dormir e golo do Estoril.
    Em vantagem, sem ter feito nada para o merecer, a equipa de Marco Silva passou a jogar como gosta: defender atrás da linha da bola, marcar bem e sair rápido para o conta-ataque. Com o Estoril bem organizado, o F.C.Porto obrigado a correr atrás do prejuízo, dominou, mas sem grande clarividência, sem grande contundência, sem grande pressão, sem nunca ter colocado em perigo a baliza da equipa da linha, com excepção num lance que Otamendi falhou incrivelmente, com a baliza aberta e a um metro da baliza. Foi um bi-campeão lento, pouco criativo, com um meio-campo que nunca pegou no jogo, nunca se aproximou dos avançados, nunca fez jogar a equipa, nunca se conseguiu libertar da teia da equipa canarinha. E chegou o intervalo com a vantagem da equipa da casa, que se aceitava, mas que penalizava demasiado o conjunto azul e branco. O empate era mais justo.

    Na etapa complementar foi um F.C.Porto bem melhor, principalmente até aos últimos 20 minutos. Entrando forte, mais pressionante, a equipa de Vítor Pereira desmontou a boa organização adversária, obrigou-a a errar e em 3 minutos deu a volta ao resultado. Primeiro por Varela, após boa assistência de Jackson; e depois por Cha-Cha-Cha, que mais uma vez marcou. Em vantagem, não se pode dizer que o F.C.Porto adormeceu, passou apenas a controlar, mas após a perda do 3-1, aos 65 minutos, outra vez pelo ponta-de-lança colombiano, nunca mais a equipa portista foi a mesma. Foi um Porto incapaz de agarrar o jogo, circular a bola, encontrar as melhores soluções para dar a machadada final na equipa do Estoril. Com o resultado na diferença mínima e o F.C.Porto intranquilo e incapaz de matar o jogo, os pupilos de Marco Silva acreditaram e mesmo sem terem criado chances de golo, obrigaram a equipa portista a sofrer até ao fim para conseguir os 3 pontos.

    Tudo somado, vitória justa, mas sofrida do F.C.Porto no jogo 1000 de Pinto da Costa para o campeonato. A qualidade não foi muita, mas nada a dizer da atitude. Muita gente desinspirada e acusar o esforço de quarta-feira: Moutinho, Lucho, notoriamente, mesmo James; mais um golo muito mal sofrido - a rever a forma como estamos abordar os cantos e livres; Jackson voltou a ser o homem do jogo; e o Estoril continua a ser um osso duro de roer.

    Nota final:
    Muitos dragões na Amoreira, um facto que se regista e se aplaude.

    Abraço

    ResponderEliminar
  2. Vira o disco e toca o mesmo, que é como quem diz, mais um jogo com duas faces.

    Parece-me que os atletas têm consciência que não são capazes de aguentar a carga de jogos a que o calendário os submete, com a mesma disponibilidade física e mental.

    Eu até posso entender que se queiram resguardar de excessos, mas já não compreendo a forma. Acho que têm uma abordagem errada.

    Primeiro deviam trabalhar incansavelmente para construir um resultado seguro e confortável,para depois sim, procurarem uma toada mais repousada, capaz de lhes permitir descansar controladamente.

    Fizeram precisamente o contrário, ainda por cima consentindo um golo perfeitamente evitável, que os obrigou a correrem e a lutarem mais do que provavelmente estariam à espera.

    Apesar de tudo, vitória justa, que premeia a longevidade de Pinto da Costa como o Presidente mais ganhador do Mundo. Parabéns também para o avançado colombiano que vai marcando golos importantes e se vai afirmando como o único goleador de jeito do plantel.

    Um abraço

    ResponderEliminar
  3. Caro Miguel,
    "ainda não foi desta vez... ... que perdemos três pontos, numa partida oficial, na presente temporada 2012/2013."
    Ainda bem que não! 

     
    Ora, ontem foi o jogo mil do presidente, foi a vitória número 724 desta contagem e foi exactamente no terreno onde tudo começou. Não foi um jogo fácil,
    o FC Porto
    esteve a perder e a primeira parte não foi muito boa, muito por culpa própria e do Estoril. É, estas equipas pequenas por vezes dificultam a vida aos grandes.
    Os dragões estiveram melhores no segundo tempo, deram a volta ao resultado e podiam ter marcado mais. Em suma, o FC Porto venceu, derrotando o Estoril
    e uma tradição. 

    Cumprimentos

    Ana Andrade

    www.portistaacemporcento.blogspot.com

    www.artigosonlineanaandrade.blogspot.com

     

    ResponderEliminar
  4. Bom dia,

    A equipa tinha um duro teste pela sua frente.
    Num campo onde por tradição temos dificuldades, teríamos de dar provas que superávamos a pressão da vitória do Benfica em Barcelos.

    Tinha comentado na antevisão a esta partida, que erros defensivos semelhantes aos do último jogo diante do Dínamo de Kiev, não poderiam acontecer, mas sucedeu um que intranquilizou a equipa. Demos meia parte de avanço aos canarinhos, e podíamos ter deitado a liderança a perder.

    O Estoril é orientada por um jovem ambicioso, uma equipa bem estruturada e advinham-se muitas dificuldades.
    Jogou sem avançado fixo, num bloco sólido, recuando bem as linhas para em transições rápidas sair em contra-ataque.

    Ao entrarmos na partida apáticos, com o miolo pouco pressionante e sem intensidade de jogo, facilitamos a vida ao adversário e concedemos-lhe a oportunidade de lutar pelo resultado.

    Após o golo dos da casa, reagimos e Jackson e Otamendi poderiam ter empatado, mas o Estoril aguentava-se.

    O golo de vantagem dos canarinhos ao intervalo acabou por ser justo, e foi uma lição para os nossos atletas.

    Na segunda parte tivemos de puxar dos galões, e só com uma grande atitude e mais velocidade no jogo conseguimos a reviravolta.

    Com a pressão alta exercida sobre a defensiva contrária, o FC Porto foi intranquilizando os locais, e foi com naturalidade que chegamos ao empate e se percebeu que a reviravolta no marcador estava ali bem perto.

    Jackson, a figura do jogo teve uma arrancada à Hulk e assistiu Varela para o empate, e depois num excelente golpe de cabeça, após livre na meia direita, o colombiano apontou o golo da reviravolta.

    O colombiano poderia ter marcado por mais uma ocasião, mas teve uma perdida incrível após jogada de insistência com cruzamento de Fernando.

    Até final da partida foi o gerir do resultado com controlo da posse de bola.

    Do jogo devem-se retirar ilações para o grupo. Há que encarar os jogos e todos os adversários com seriedade e concentração competitiva.

    Abraço e boa semana

    Paulo

    pronunciadodragao.blogspot.pt

    ResponderEliminar
  5. caríssima Ana, caríssimos,

    obrigado! pela vossa visita e pelas vossas palavras!

    mais uma partida em que, mesmo "cinzenta", fomos Porto!, car@go!
    «este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

    beijinhos à Ana e abr@ços a «ambos os três» :D
    Miguel | Tomo II

    ResponderEliminar

vocifera | comenta | sugere
(sendo que, num blogue de 'um portista indefectível', obviamente que esta caixa é destinada preferencialmente a 'portistas dos quatro costados'. e até é certo que o "lápis", quando existe, é azul.)

Show Emoticons