terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

nortada em dia de S. Valentim



caríssima(o),

vou contrariar a notícia do dia, a qual até motivou um editorial de Vítor Serpa com o título "um erro colossal", o último artigo de opinião de António Simões "sem Paciência" (na sua coluna de opinião COM A BOLA, OU TALVEZ NÃO) e a guerrinha do sr. Fernando Guerra "em Alvalade, nada de novo" - «ambos os três» escritos publicados na edição impressa do dia, no pasquim da Travessa da Queimada.

também não me irei pronunciar sobre a questão da arbitragem no Estádio do Dragão, referida no lampiónico artigo do (ceguinho) Cruz dos Santos "três erros no Dragão", cujas conclusões (míopes) se aferem no seguinte excerto:

 © abola


muito menos referirei o prazer que senti em escutar o nosso grande presidente em relação à questão do agendamento do Clássico no Estádio da Lucy, porque ele já referiu tudo o que se poderia escrever sobre tal e eu não pretendo ser redundante.

também não pretendo tecer muitos considerandos sobre a mais recente prosa daquele sr. com apelido de prato de bacalhau, com o título "Capello não perdoa", por ser uma razão que não me assiste.
mais rapidamente me pronunciaria sobre a notícia da permanência de André £ibras-Boas no Chelsky, inclusa junto àquele artigo, mas não me apetece.

por último e por muito apelativa que seja a última NORTADA do nosso enfant térrible, Miguel Sousa Tavares, "o título está entregue" (pelas polémicas que suscita), à hora em que publico estas linhas já o caríssimo Vila Pouca se antecipou aos meus intentos.

assim sendo, só me resta ir para casa, para junto de quem me quer Bem, deixar o Guilherme com a sogra da minha esposa e levar esta última a jantar num sítio que só nós sabemos. ;)


beijinhos e abraços (muito enamorados)!
e MUITO OBRIGADO! pela tua visita ;)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

da onda "encOrnada"®


© abola | Luís Afonso

caríssima(o),

dá-me um "prazer tal" ler o pasquim da Travessa da Queimada (também) após vitórias (quase) categóricas (que não incontestadas) do meu clube do coração, que nem imaginas! hoje não foi excepção, como constatarás!

principio por essa notícia de pai (não muito) incógnito que se refere às altercações entre as gentes do UD Leiria e Antero Henrique. tal terá ocorrido «logo após o apito final do encontro» e porque o director desportivo do UD Leiria, Rodolfo Vaz, «ainda no relvado, [tentou] falar com o árbitro Rui Silva, que [lhe transmitiu] que falaria [com ele] no túnel».
«acardito» que mais não é do que uma reacção (in)suspeita a estoutra, que, à data, apenas e só foi divulgada pelo "GRANDE PORTO" (um semanário que não é de cariz desportivo).

de seguida, destaco a pertinente introdução do editorial da autoria de Santos Neves:
 «
[esta jornada da Liga] correu muito bem ao 5lb (requinte de alta nota artística) e ao SC Braga; acabou  por correr bem ao FC Porto (após uma hora em fraco ritmo); correu pessimamente ao Zbording (cilindrado pelo excelente Marítimo, que já atirara o 5lb borda fora da Taça de Portugal e prossegue de vento em popa) [...]
»

estas ("doutas") palavras, dignas de um "jornalista imparcial" repercutem-se nas próximas, de João Esteves, no lançamento da jornada que findou, e com um teor que não descortinei na época transacta, com a inversão dos protagonistas em causa na tabela classificativa:  
«
Fórmula James

cinco pontos, cinco, continua a ser a vantagem do 5lb, líder incontestado da Liga, sobre o FC Porto, actual campeão em título, que goleou (4-0), no Estádio do Dragão, o UD Leiria (agora "lanterna vermelha" da competição) [...]
»
mas o "melhor" aconteceu com a leitura da crónica à partida no Dragão, por Paulo Montes, que reduz os acontecimentos a um momento-chave. atente-se:
«
é melhor só abrir as portas já depois do intervalo!
portistas, mais uma vez, vulgares durante toda a primeira parte. Cajuda montou fortaleza à frente da sua baliza. James voltou a desequilibrar... mas só depois da expulsão de Shaffer.

[...]

com dez ficou mais fácil

o que fez então a diferença nesta partida, que até terminaria com uma goleada? resposta simples: a expulsão de Shaffer.
sem discutir a qualidade da decisão arbitral (!!), a verdade é que os de Leiria só se deixaram abater a partir de então [...].
»

ainda estou a enxaguar as lágrimas de tanto me rir com aquela explicação e também porque o "jornalista" em causa deve ser bipolar e/ou daltónico.
o porquê da minha suposição justifica-se pelas suas análises (i) à actuação do árbitro (que não destoa da análise em OJOGO e (ii) à expulsão do lateral cedido pelo 5lb. atente-se à forma como aborda a tal questão da «qualidade da decisão arbitral» que, no seu entendimento, condicionou o (até então) «normal desenrolar da partida»:
«
nota 4/10 para Rui Silva

penalties não assinalados  por faltas sobre Lucho (9') e Hulk (64') [com o primeiro golo portista a acontecer aos 66'...]; aceitável a expulsão de Shaffer (48') face à violência do lance; tal rigor já não serviu para punir Janko (59'), que pontapeou Oblak [!!!] e só viu o cartão amarelo...

morte do artista

pode o argentino Shaffer [emprestado pelo 5lb] dizer que o pontapé no joelho de João Moutinho (!!) [foi uma pisadela no músculo da perna direita do nosso nr. 8 ...] não foi intencional e alegar que falhou a bola [nem tentou jogá-la!!].
a verdade é que, entrar assim, num lance como aquele, dificilmente valeria outra cor de cartão que não o encarnado. e, com isso, condenou a sua equipa ao fracasso.
»

ou seja: se não estivermos atentos a tudo o que se escreve no pasquim, podemos ficar com uma visão errónea do que efectivamente acontece no quotidiano azul-e-branco. ou ainda não o sabes? ;)

por último, desafio-te a descobrir as diferenças nas capas dos jornais que se seguem, após dois resultados (quase) idênticos e pouco mais de vinte e quatro horas a separar as partidas em causa.

© Google | Miguel Lima (Tomo II)



© Google | Miguel Lima (Tomo II)

 
de facto, «tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é [o nosso] fado»!
 
 
beijinhos e abraços (nada tristes)!
e Muito Obrigado! pela tua visita :)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

amo-te, FC Porto!




amo-te, FC Porto:
por me proporcionares jogos de futebol como o de esta noite, com condimentos (muito) especiais, tais como o primeiro jogo, para o campeonato, após um desaire como o de Barcelos. 
amo-te, FC Porto: 
por essa porfia em busca do primeiro golo, sempre sem perder a calma e a concentração.
amo-te, FC Porto: 
pela paciência que demonstras ante um opositor apostado em colocar autocarros de dois pisos estacionados em frente à sua baliza e em confiar (i) no atraso do inevitável (golo), (ii) na procura da Fortuna (que, hoje, meteu baixa) e (iii) na complacência do "herói" do apito ante tanto anti-futebol.
amo-te, FC Porto:
em cada passe transviado e/ou perda de bola, por acreditar que «vai ser desta!» e que «não há lugar para desânimos!».
amo-te, FC Porto: 
em todos os "afunilamentos" que fazes à entrada de uma grande-área pejada de caceteiros e trauliteiros, em vez de procurares as alas, como tanto desejavas no início dessas jogadas (das de "funil", entenda-se!).
amo-te, FC Porto:
em todos aqueles cruzamentos que atravessaram a área adversária e saíram pela linha lateral.
amo-te, FC Porto:
pela acutilância com que cada jogador, que enverga o nosso manto sagrado, emprega em cada jogada, mesmo tendo sido assobiado cinco segundos atrás. 
amo-te, FC Porto:
mesmo com um treinador da nossa equipa principal de futebol que (já) não é do meu agrado e que manteve uma linha de quatro defesas a partir do minuto 48', a necessitar de vencer a partida, com o resultado a assinalar um empate e com três opções de ataque no banco de suplentes (Djalma incluído).
amo-te, FC Porto:
quando percebo a azia nos comentadores que não compreendem a expulsão do "jogador" emprestado pelo 5lb à União de Leiria (pois tentam fazer deste o que ele não é: praticante de futebol) e necessitam de cinco repetições para perceberem a entrada ao músculo da perna de João Moutinho e sem qualquer intenção... na disputa pela redondinha, entenda-se!
amo-te, FC Porto:
na indignação que sentimos pelo "herói" do apito incrivelmente ter indicado que o central adversário «jogou a bola» quando o que fez foi "varrer" (de forma incrível) o nosso Hulk - numa penalidade do tamanho de todo o comprimento da Avenida da Boavista. 
amo-te, FC Porto: 
em todos os momentos de infortúnio.
amo-te, FC Porto:
em cada golo que marcámos!

amo-te, FC Porto: 
por todas as alegrias que me proporcionas e a toda essa massa adepta fantástica e que vibra como só nós sabemos e pelo que só nós compreendemos.
amo-te, FC Porto:
porque confio que ainda nos é possível ir comemorar o bi-campeonato nos Aliados, este ano. 

amo-te, FC Porto!
és (também) o meu grande amor!