sábado, 2 de novembro de 2013

pastéis insossos...




caríssima(o),

foi o primeiro jogo da presente época desportiva que pude visionar desde o primeiro até ao último segundo, mesmo que via net, por intermédio de um qualquer streaming manhoso - a espaços, com necessidade de ser refrescado, mas sem perder o essencial da partida.
e talvez tenha sido esse o meu pecadilho: a "Bontade" que tinha em ver o nosso FC Porto jogar. explico.

se fosse supersticioso (que não sou. só não gosto do número treze. e entro sempre, seja em que circunstância e/ou local e/ou ocasião literalmente com o meu pé direito. e não gosto de passar por debaixo de uma escada. nem ter gavetas abertas. sequer os sapatos e/ou sapatilhas e/ou chinelos e/ou outros, virados para cima e/ou trocados. também não me agradam nada gavetas abertas...), esta teria sido a primeira e última vez que teria visto o nosso clube do coração jogar. 
como (re)afirmo que não sou supersticioso, sempre que tiver oportunidade, irei estar na primeira fila para ver jogar o meu clube de Sempre e mandar às malvas quaisquer superstições tolas.

e, do jogo de hoje, apetece-me escrever que o mesmo deveria ter sido refrescado desde cedo, digamos que desde o seu início. é que parece-me que está no ADN do grupo de trabalho desta época a Desconcentração, sejam elas quais forem: defensivas, ofensivas, de espírito de entreajuda, de bloqueios momentâneos nesse acto ou efeito de se aplicar a condensação na convergência de um mesmo objectivo (vulgo... concentração), de formação, de desenho táctico.
e, esta noite, houve uma dessas desconcentrações que veio a ser fatal, e que designo por momento 33'infelizmente coube a Mangala ser o seu protagonista - ele que, minutos antes, havia marcado aquele que seria o único golo portista no Estádio do Restelo, com uma vista deslumbrante para o Tejo e cujo areal se estende até ao dito cujo... 
já num Passado recentíssimo, Helton, Danilo, Otamendi, Fernando, Defour, Herrera, Varela, foram alguns dos nossos jogadores que sentiram o que aconteceu a Mangala. mas, mais do que estar com um dedo acusador em riste, o que importa perceber é que "momentos 33'", esta época, têm acontecido com uma cadência e com uma (a)normal frequência, e numa equipa cujo verbo sempre presente (que não de forma exclusiva) no seu lema só por si "impede" que esta repetição esteja numa convivência irregular com o antónimo "falhanço"... 
ou seja, numa perspectiva resultadista e "(des)confortavelmente" escrita depois do que aconteceu no Restelo, sem que este que a redige possa influenciar, de forma activa e decisiva, o curso dos acontecimentos - a não ser no reforço do pedido de uma qualquer intervenção, divina ou outra, que possibilite um desfecho final diferente de algo que não seja a vitória, e que nos permita marcar quinze golos nos últimos dez minutos, dissipando, dessa forma quaisquer dúvidas pertinentes -, (re)afirmo a minha firma convicção de que, esta época, está por demais evidente que «no decurso desta época desportiva, fico sempre com a estranha sensação de que há a ideia entranhada no grupo de que "o 1-0 basta e sobra, pelo que há que começar a guardar energias até ao final do jogo, e a pensar já no próximo"». e , desta forma, que os "momentos 33'" mais não são do que o reflexo dessa estranha forma de estar, de sentir e sobretudo de envergar um equipamento que transporta, a qualquer parte do Mundo, «um livro de Honra, de vitórias sem igual».
no fundo, é esse o meu conforto no desconsolo de todo este desânimo: perceber que, mais do que lenços brancos virtuais, depois de hoje, nada será igual e que haverá quem tudo faça para que a equipa "arrepie" caminho - pois que, tal como eu e tu, certamente também não estará contente com o que (não) viu. até o actual treinador já o reverbera no sue discurso...

já agora e em relação ao central francês, este terá que tomar consciência de que, para lá de todo o seu potencial de crescimento, ainda está por cá e que é este o clube que lhe paga mensalmente o seu vencimento (e não qualquer outro que demonstra interesse na sua contratação, com esse facto afecto ao mercado virtual de transferências, a se tornar numa grande parangona a encimar uma qualquer capa de um qualquer pasquim desportivo nacional). este conselho serve de igual "aviso" para Jackson Martínez, uma sombra do que é e do que já lhe vi executar, e que deveria falar menos e treinar ainda com mais afinco a parte da finalização.


finalizo esta minha amarga crónica, partilhando contigo parte da visão do "dragão anónimo" (administrador do extremamente azul "portistas anónimos"), em "fez-se justiça no Restelo", pois que conseguiu ter a lucidez que eu (confesso, ainda) não tenho (com os itálicos, os negritos e os sublinhados a serem da minha responsabilidade):

«

Este não é o FC Porto que eu gosto. FC Porto que eu gosto é aquele que entra em campo para vencer, seja em 3-3-4, em 4-3-3 ou em 4-2-3-1. E hoje isso não se viu. O que se viu foi uma equipa apática, sem garra e sem imaginação. 
Todas as tácticas são válidas para se vencer, mas sempre ouvi dizer que quem faz a táctica são os jogadores. Cedo se percebeu que a equipa se sentia desconfortável a jogar desta forma, que reagiu mal ao rompimento repentino com as épocas anteriores. Na impossibilidade de trocar todos os jogadores, cabe ao treinador dar o braço a torcer e adaptar a forma de jogar às características dos jogadores que tem ao seu dispor.
Os optimistas continuarão a dizer que ainda estamos na frente do campeonato, mas se alguma coisa não for feita podemos ser alcançados a qualquer momento pelos dois rivais de Lisboa. O buraco no meio-campo, a falta de segurança defensiva - que era a nossa imagem de marca dos últimos anos - e a incapacidade para gerir a vantagem no marcador, começam a dar motivos aos adversários para acreditar que nos podem vencer.
Espero sinceramente que não seja preciso perder a liderança para que se tomem medidas. Ver jogos como o de hoje tem de ser confrangedor para todos os portistas. Desde o presidente ao mais simples adepto.

»




«este é o nosso destino»:  


beijinhos e abraços sempre! muito portistas!
Muito Obrigado! pela tua visita :)



estou cá com uma Bontade!...




© Google



... de comer um pastelinho de Belém!

por mim, até poderia ser a Samanta Castilho...
lá pelas 18h de hoje, pode ser que... assim a nossa equipa do coração me/nos faça a Bontadinha... :D



«este é o nosso destino»:  


beijinhos e abraços sempre! muito portistas!
Muito Obrigado! pela tua visita :)


post scriptum pertinente:


a resposta segue dentro de momentos, logo a seguir ao «gosto» do "faceboKas"®, em «'no pare, sigue, sigue'».

espero que a mesma seja do teu agrado :D


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

money talks


© Google Miguel Lima (Tomo II)


«
Desconheço e ainda não tive oportunidade de analisar o pedido [de convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária da LPFP, subscrito por catorze clubes, FC Porto incluído].
Mas lembro que faz hoje um ano e meio que fui eleito, e que uma das grandes ideias deste mandato passava por aumentar as receitas dos clubes. Passado um ano, apresentámos uma queixa à autoridade da concorrência contra o facto de os clubes estarem a ser expropriados do dinheiro que é deles.
O grande objectivo no qual estou determinado é em desmontar o monopólio e abuso de posição dominante que, ao que parece, tem incomodado muita gente. Na sequência desta posição já houve um clube que se descolou do monopólio que existe.
Mantemo-nos fiéis às ideias do mandato e por isso a Liga tem sido alvo de constantes ataques, com o objectivo de enfraquecer e criar dificuldades neste trabalho de "David contra Golias".
»
autor: mário figueiredo
fonte: pasquim da Travessa da Queimada (2013-10-31)
psos negritosos itálicos e os sublinhados são da minha responsabilidade.


caríssima(o),

não é que a notícia em si me surpreenda; já não é de hoje que se aventa a possibilidade daquela Assembleia Geral Extraordinária, com o fito único de retirar de cena um indivíduo que prometeu "mundos e fundos" aos clubes (ditos) "piquenos".

daquelas promessas vãs está a célebre «liguilha», por forma a fazer cumprir o tão desejado (mas sempre chumbado) alargamento da principal liga de futebol (muito pouco) profissional, e a "tal" questão dos direitos de transmissão dos jogos da primeira divisão.
estas "conversas" foram o suficiente para vencer umas eleições onde surpreendentemente derrotou um opositor que contava com o apoio dos três clubes (ditos) "grandes" e inclusive, do spórtém. e também para os fiúsas do nosso futebol comezinho virem a terreiro afirmar, de peito (bem) feito, que «nada mais será igual!»,.


porque ainda não conseguiu cumprir com o prometido acima indicado, não deixa de ser irónico que o genro do presidente do «clube do guardanapo» esteja a ser "vítima", agora sim!, de uma autêntica revolta daqueles mesmos clubes (ditos) "piquenos". e não me surpreenderia que a assinatura do sr. Fiúsa constasse no tal pedido de convocação da tão desejada Assembleia Geral Extraordinária - ele que esteve na primeira fila dos apoiantes de quem já demonstra não perceber nada da matéria para o qual foi eleito (por exemplo, da conveniente promoção dos espectáculos desportivos, com horários e preços dos bilhetes, condizentes com a realidade nacional). e o que dizer sobre a recente polémica da publicidade estática nos estádios? um autêntico disparate...

mas, para lá de toda esta ironia, o que mais me revolta e enquanto adepto, é perceber que são sobretudo os três clubes (ditos) "grandes", zbording incluído, que praticamente sustentam a maminha que é a Liga Portuguesa de Futebol (muito pouco) Profissional.
atente-se no seguinte quadro dos castigos aplicados pelo Conselho de Disciplina da FPF, referentes à última jornada dos campeonatos organizados pela LPFP, a páginas 6:



© FPF
(clicar na imagem para ampliar)



é assaz curioso perceber que a «reincidência» dos adeptos e, por inerência, a aplicação de sanções conforme o disposto no art. 187º ("comportamento incorrecto do público"), do Regulamento Disciplinar da LPFP, apenas e só se aplica aos daqueles clubes. tal acontece jornada após jornada, e mesmo quando não nos apercebemos de algo que o justifique. 

poder-me-ás ripostar alegando que o clássico disputado no nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos, no passado Domingo, não serve de exemplo para ninguém, e em termos do que deveria ser o comportamento correcto do público.
ok!, anuo nessa concordância. e porque não sei o que se terá passado no ex-estádio da Lucy, superior a três mil euros - bem mais do que o que efectivamente se passou no Clássico... -, refiro outro exemplo prático: a 01 de Outubro, o FC Porto foi multado em mais de dois mil e duzentos euros (vide pág. 5), pela aplicação daquela mesma sanção, a propósito do encontro ante o Vitória Sport Club. pois eu, que estive lá nessa noite, para lá do paupérrimo espectáculo de futebol, não vislumbrei qualquer comportamento indecoroso que justificasse a aplicação daquela sanção...

numa altura de aperto financeiro, até pode parecer o contrário, mas são estes "piquenos" detalhes que fazem toda a diferença: uma média de dois mil euros de multa, por jornada, por comportamento incorrecto da sua massa adepta, perfazem a módica quantia de sessenta mil euros ao final de uma época desportiva.

é que, para mim, esta prática tão corrente e inversamente despropositada ao anunciado «aumento de receitas dos clubes», mais não é do que um nada encapotado (logo, evidente) «abuso de posição dominante», ou não será assim?




[ peço-te desculpa por mais um (im)pertinente aparte no quotidiano azul-e-branco deste espaço de opinião pública  (excepto para os teimosos dos lampiões que persistem em gravitar onde não são minimamente desejados), mas como reza o adágio popular, "quem não se sente não é filho de boa gente".
aquele conjunto das acções de escrita tão características deste que vos escreve - vulgo testamentos -, nem sempre praticadas todos os dias, e que constituem uma salutar rotina, (espera-se) inclusive para quem o visita por Bem, segue dentro de momentos... ]


sugestão musical:
AC / DC, «money talks»