quarta-feira, 23 de outubro de 2013

escreBeroquê?*




caríssima(o),

tal como tu, estou de rastos. arrasado. triste. chateado. revoltado. angustiado. confuso. e muito fodido dos cornos. extremamente fodido e passado dos carretos, com um humor que levou a minha esposa a pedir, "pelas alminhas", para não o transportar para o leito conjugal. mas sei que tal será difícil... 
no fundo, estou a ressacar mais uma amarga derrota, sofrida precisamente nos instantes finais de (mais) uma importante partida para a Champions. novamente com requintes de uma pérfida malvadez, em que «estava escrito nas estrelas» que sofreríamos até ao fim (valeu-nos "S. Helton"), com o opositor a infligir-nos o golpe de misericórdia mesmo, mesmo, mesmo ao cair do pano... filha da puta de lance, que não houve quem evitasse o cruzamento do Hulk, porra!...
é por perceber todo este cenário que também sei que a noite vai ser longa. mas, isso, é outra estória...

portanto, escrever que o meu sentimento actual, em relação ao que se passou, ontem à noite, no Estádio do Dragão, no regresso do nosso Incrível a uma casa que tão bem conhece e onde será sempre bem recebido, é equivalente a uma azia do caralho, acho que é um pouco redundante - no sentido em que estou tal e qual como tu. ou se calhar, pior (pois que me chateei com a esposa que, ao que consta, parece que lhe "dói a cabeça", pelo que...). foda-se lá para a minha sorte...

assim sendo, é tudo tal e qual o que se me apraz dissertar sobre o que aconteceu, na noite de ontem, no nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos.
e este meu desalento, em jeito de desabafo, é ainda maior, precisamente porque já é o segundo "pesadelo", consecutivo, que acalentámos na fase de grupos da prova rainha da UEFA - uma prova onde as nossas expectativas eram altas. é preciso recuar à época 2008/2009 para encontrar um descalabro inicial igual - onde, depois da copiosa derrota em Londres, ante o Arsenal, voltaríamos a sentir o travo amargo de mais um revés desportivo, ao perdermos 0-1 com o Dynamo Kyiv, em nossa casa... 
(curiosamente viríamos a vencer o grupo onde estávamos inseridos quando, em finais de Outubro, a Imprensa e alguns dos nossos "reflexivos" adeptos prematuramente já afirmavam o «adeus à Champions»...)


finalizo esta curta missiva, repleta de uma dor de corno insuportável, de uma forma positiva de "ver a coisa", num estilo bastante incaracterístico em mim, mas que é digno de figurar num qualquer Oráculo de Bellini, ou nas "cartas" da Maya (sendo que, ali atrás, "cartas" é um eufemismo).
assim, é por perceber que ainda nada está perdido - já que há nove pontos em disputa -, e com aquele doce regresso a uma edição onde, passada a tormenta inicial, só cairíamos (literalmente) aos pés do «manstére unáite» - em concreto do (a partir desse jogo, em Abril de 2009) abjecto "CRtriste, pois que nunca esquecerei a forma como celebrou o seu golão, assim como as declarações que proferiu no fim da partida e que motivaram pronta reacção do nosso querido líder  -, afirmando que a passagem aos oitavos-de-final da presente edição da Liga dos Campeões ainda é possível e só será uma «miragem» se nós assim o quisermos.
faço votos sinceros para que, mais uma vez, a história se repita e a nosso favor...

ah! quase que me esquecia.
para a "posteridade" e sem pretender atirar para cima de si toda a responsabilidade de mais uma (dolorosa) derrota, fica o registo da (tão aguardada, por que ansiosa) estreia de Héctor Herrera na melhor e maior prova de clubes a nível mundial.
faço votos para que o momento o "inspire", que aprenda com o erro cometido e com a perda que causou na equipa, e (ainda) regresse a tempo de mostrar todo o seu virtuosismo - que possui; só precisa é de o refrear, na minha opinião.

© menos futebol



* escreBeroquê - título desta "posta de pescada foi emprestado (de forma descarada e despudoradamente adúltera) de uma g'anda malha de Gabriel, O Pensador, que nunca esteve tão actual para descrever a nossa comezinha, muito portuguesinha e extremamente tuga, realidade política actual.


puta que pariu esta merda toda, caralho...
rai's m'a foda...




terça-feira, 22 de outubro de 2013

respeito | respect


© Google 



... em suma, por tudo quanto nos ofereceu, nas quatro épocas completas (mais uns "trocados", em 2012/2013) em que envergou a nossa cor.

mas, hoje, tal já é Passado, pelo que, durante 90 minutos (mais os descontos), será um adversário. o Respeito que me merece estará sempre presente; mas será sempre um adversário.
assim se justifica a cor da foto acima e que embeleza estas linhas.



somos Porto!, car@go! 

«este é o nosso destino»:  
«a vencer desde 1893»! | winning since 1893!


beijinhos e abraços sempre! muito portistas!
Muito Obrigado! pela tua visita :)



segunda-feira, 21 de outubro de 2013

vencer ≠ convencer




«
Utilizámos vários jogadores que ainda não tinham sido titulares e fiquei plenamente satisfeito com a resposta que a equipa deu. Fizemos um jogo determinado, seguro e tivemos bons momentos de futebol. Vencemos de forma justa e natural. 
Os jogadores tiveram resposta séria e estou satisfeito com a resposta. É preciso não esquecer que muitos deles nunca tinham sido titulares. Deram tudo e gostei do que vi. 
A vantagem mínima? É claro que queríamos mais. Queremos sempre mais. Mas foi uma vitória indiscutível.
Os jogadores que foram titulares vão ser o futuro deste clube. Foi bom vê-los actuar. 
Ghilas? Gostei do que ele fez. Procurou o golo, julgo que até que merecia ter marcado. Agora, foi um jogo um pouco ingrato porque as bolas, muitas vezes, não chegavam à zona dele.
Sem ser magnífico, foi um bom jogo. Tivemos posse, dominámos por completo. O Trofense jogou com as linhas muito recuadas. 
Queríamos ter ganho por mais, não foi possível. Mas estou satisfeito com o que vi.
»


autor: Paulo Fonseca
fonte: menosfutebol (2013-10-20)
psos negritosos itálicos e os sublinhados são da minha responsabilidade.


«
»
autor: caríssimo Jorge
fonte: Porta19 (2013-10-20)
ps: clicar em cima da imagem para ampliar


caríssima(o),

como afirmei no Sábado, devido a compromissos que me ocupam os finais-de-semana, não pude ver o encontro da nossa equipa do coração, sequer escutar o seu relato.
como sempre, nestas circunstâncias, para lá de procurar o resumo da partida no Porto Canal, procuro inteirar-me do que terá acontecido através do (múltiplo) olhar desse "maravilhoso mundo que é a bluegosfera, que, para mim, é o mais verídico - inclusive do que «ambos os três» pasquins desportivos que se publicam "rectângulo à beira-mar (im)plantado, sem excepção -, pois que é o dos adeptos, o dos indefectíveis, o dos que estão sempre lá, presentes, dispostos a apoiar o Clube de forma incondicional seja em que circunstância for.
como é habitual, daquelas diversificadas observações, e por muito respeito e estima que todas me mereçam, há algumas que se destacam pela assertividade que encerram, não só em si mesmas, mas sobretudo na obrigação de fazer pensar o seu destinatário, como é disso exemplo o único "baroni" atribuído pelo caríssimo Jorge.


faço votos sinceros para que Paulo Fonseca - a quem, em tempos, lhe prometi uma carta aberta, mas os caríssimos Jeannie Ferrami (a 28 de Setembro) e Vila Pouca (a 02 de Outubro) anteciparam-se (e bem!) a essa minha intenção -, leia o "pulsar" da nossa equipa do coração pela pena dos exemplos acima. ou então, que alguém da estrutura do Clube lhe faça chegar tais pertinentes informações.
é que, em «ambos os três», facilmente constará que a percepção que tem da realidade futebolística actual da nossa equipa profissional não é coincidente com a maneira como os adeptos vêem o futebol que (não) pratica. e eu ainda não me esqueci do (à presente data) único jogo que vi «ao vivo e a cores» no meu teatro de sonhos azuis-e-brancos, e de como também me senti «irrequieto no assento e aborrecido de ver a equipa a jogar»...
quero «acarditar» que, já esta Terça-feira, «o nível de concentração será diferente» e que irá conceder aos seus adeptos uma resposta á altura de tamanha responsabilidade.


para finalizar,  é-me de todo impossível não deixar de comparar a atitude que não vi na nossa equipa de futebol com a estrouta, na equipa de andebol do clube, este Domingo, ante os franceses do Dunkerque (actual segundo classificado da liga gaulesa de andebol).
sem querer ser injusto (no sentido em que desconheço se já não o terá feito), bem que Paulo Fonseca se poderia "inspirar" na moralização das "tropas" ao seu dispor observando a acção de um treinador que, para mim, é um verdadeiro condutor de Homens.


somos Porto!, car@go! 

«este é o nosso destino»:  
«a vencer desde 1893»! | winning since 1893!


beijinhos e abraços sempre! muito portistas!
Muito Obrigado! pela tua visita :)