quarta-feira, 3 de julho de 2013

do se ser (ou não...) um "jogador à Porto"...




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caríssima(o),

"ser (ou não ser...) um 'jogador à Porto'" foi um dos temas lançados a debate, na mais recente edição do "Encontro da Bluegosfera Portista" - que aconteceu no passado dia 15 de Junho, em Espinho e que foi muito aprazível, como dele dei conta.

tal como as cerejas e as boas conversas, muitos foram os nomes (sobretudo) de antigos craques que envergaram (e defenderam) a nossa cor.
mas, de todos - e garanto-te que foram muitos (e bons!) e que ainda hoje deixam saudades, pelas gratas recordações que nos proporcionaram -, houve um que se destacou dos demais. refiro-me àquele jogador de aparência franzina, mas que é um autêntico "gigante"; que passa despercebido na larga maioria de um encontro de futebol, mas que "enche" o terreno de jogo como poucos o fazem actualmente; que alguns consideraram-no uma «maçã podre», mas que no nosso "pomar" sempre foi um fruto apetecido pelos grandes "tubarões" da Europa do Futebol.
as razões por que foi citado e para lá da declaração do nosso querido líder (proferida em Abril de 2008), prenderam-se mormente com o seu carácter, com a sua garra e com a sua entrega no terreno de jogo. e, com esse factos (quase) irrelevante de, em três anos de dragão ao peito, e cento e quarenta partidas em todas as competições depois:
ter conquistado 1 Liga Europa, 3 Supertaças Cândido Oliveira, 1 Taça de Portugal e ter sido tricampeão nacional.

vem este ligeiro intróito a propósito das mais recentes declarações de João Moutinho, «apenas e só» divulgadas no jornal diário desportivo OJOGO - facto que (também) se regista:

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eis o que o ex-motor do nosso meio-campo das últimas três temporadas proferiu, relativamente a ter ganho mais um Dragão de Ouro e para memória futura:

«
Estou muito satisfeito por receber mais uma gratificação destas. Só tenho de agradecer ao FC Porto tudo o que me deu e aos adeptos que sempre me apoiaram. Tentei sempre dar o meu melhor em campo, e ser reconhecido é sempre bom.
Conquistei três títulos nacionais e uma Liga Europa, fora o resto. Foram três anos absolutamente inesquecíveis. Mesmo! Por tudo!
Deram-me valor por aquilo que fiz no clube. Saí a bem e só tenho de agradecer tudo o que fizeram por mim. Tentei retribuir dentro do campo e, felizmente, isso foi possível. Acrescentei títulos e, agora, mais este Dragão de Ouro. 
Como eles no clube já sabem, continuarei a dar o meu contributo fora de campo, a apoiar este grande clube. Sempre que for possível irei estar pessoalmente a apoiar, para continuarmos a vencer.
»


é este tipo de gratidão que me cai bem.
é ao ler este tipo de declarações - que julgo considerar sinceras - que esboço um sorriso largo de orelha a orelha.
é por perceber este tipo de reciprocidade que trago sempre comigo recordações de jogadores como João Moutinho.
e é contra a ingratidão de alguns - que parte, não só de jogadores, mas também de adeptos do nosso clube do coração -, contrária a este tipo de sentimento e diametralmente oposta ao meu entendimento do que se é ser portista, que me insurjo amiúde.

para finalizar, eis três opiniões de uma antiga glória dos nossos quadros, que também encarna o "ser Porto", que os comentadores estrangeiros - mas aqueles que residem ness"imenso país que é o Estrangeiro"® e não na esmagadora "paisagem centralizada deste "rectângulo à beira-mar (im)plantado"® - sempre sentiram dificuldades em pronunciar, e com as quais corroboro na íntegra - sobretudo por encarnarem o "tal" espírito positivo e positivista com que se deve encarar o nosso clube:


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« só quando estiverem cá e os vir jogar é que sei. uma coisa é o que fazem lá, nas antigas equipas; outra é com a camisola azul-e-branca, que é mais 'pesada' »;  
« imprescindível não é ninguém. e se alguém for vendido é porque há soluções e o negócio é bom para o FC Porto » 
« acho sinceramente que todas as posições estão bem servidas. mas vamos ver se ainda alguém mais vai sair, e se quem chegar o consegue substituir »
)


somos Porto!, car@go!  
«este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

beijinhos e abraços sempre! muito portistas!
Muito Obrigado! pela tua visita :)




terça-feira, 2 de julho de 2013

da «encarnação de todos os males»...


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«
João Vale e Azevedo foi condenado, nesta Terça-feira, a dez anos de prisão efectiva pela apropriação indevida de mais de quatro milhões de euros dos cofres do 5lb, resultantes da transferência de futebolistas, entre 1998 e 2000. 

No acórdão lido na 3.ª Vara Criminal de Lisboa, o colectivo de juízes, presidido por José Barata, considerou João Vale e Azevedo, presidente do 5lb, entre Novembro de 1997 e Outubro de 2000, culpado dos crimes de branqueamento de capitais, falsificação de documento, abuso de confiança e peculato.

Toda a prova documental ficou provada nas audiências de julgamento, consideraram os juízes, para quem Vale e Azevedo agiu «com dolo» e beneficiou da falta de «controlo e vigilância no clube para apropriar-se ilegitimamente de verbas para seu proveito próprio»

Neste processo estavam em causa as transferências dos futebolistas britânicos Gary Charles e Scott Minto, do brasileiro Amaral e do marroquino Tahar El Khalej para o clube da Luz. O acórdão determina ainda que o antigo dirigente lampião restitua na totalidade as verbas de que se apropriou nestes negócios, juros incluídos, o que perfaz um montante total de cerca de sete milhões de euros. 

A advogada de Vale e Azevedo, Luísa Cruz, anunciou, à saída da sala de audiências, que vai recorrer desta decisão para os tribunais portugueses e instâncias internacionais.
Extraditado para Portugal a 13 de Novembro de 2012, Vale e Azevedo está a cumprir pena no Estabelecimento Prisional da Carregueira, em Sintra, depois de lhe ter sido fixado o cúmulo jurídico de 11 anos e meio de prisão no âmbito dos processos Ovchinnikov/Euroárea, Dantas da Cunha e Ribafria.
»
fonte: público.pt (2013-07-02)
psos negritosos itálicos e os sublinhados são da minha responsabilidade.

trata-se de uma notícia sobre alguém que, em Junho de 1999, ao lixo tóxico do grupo Cofina, afirmou desejar «limpar uma série de ervas daninhas que têm vindo a prejudicar o futebol português» e teceu o seguinte comentário sobre Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa:

«
Talvez seja injusto dizer que ele representa tudo o que existe de mau. Digo, apenas, que encarna todo o clima de suspeição.
»

somos Porto!, car@go!  
«este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

beijinhos e abraços sempre! muito portistas!
Muito Obrigado! pela tua visita :)




segunda-feira, 1 de julho de 2013

das expectativas (bem) altas...


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caríssima(o),

e a tal boa notícia do dia é a de que a equipa principal de futebol do nosso clube do coração está de volta ao activo, com uma carga intensa de trabalhos pela sua frente e com uma gestão de expectativas bem altas para gerir - sobretudo pelas emoções que acarretam, e que certamente gerarão na indefectível massa adepta que os apoiará (mesmo que de formas, posturas e actos diferentes).

como já o referi num passado recente, «desde já, informo que também não alinharei em teorias sobre a (des)construção do futuro plantel, com o lançamento avulso de nomes para uma fogueira de vaidades na qual a minha "voz" não será tida nem sequer achada»! 
mas, tal não significa que seja acrítico. portanto e ao que, à presente data está oficializado e se vai podendo ler nas entrelinhas dos pasquins desportivos que se comercializam nest"rectângulo à beira-mar (im)plantado"® - «ambos os três», sem excepção -, confesso que aquelas expectativas, no meu caso particular, estão bastante altas.
as razões são várias, explicam-se sucintamente, por uma ordem avulsa, e sem quaisquer sobrancerias bacocas e/ou (ditas) «gloriosas»: 

i)


houve uma clara inversão no plano das contratações, com uma aposta (mais do que) evidente no mercado nacional - o qual pressupõe condições financeiras mais "favoráveis" do que noutros pontos do globo - e a (salutar) persistência em jogadores jovens, talentosos e que consigam cumprir com o modelo de permanência no clube idealizado pela SAD portista; 

ii)


houve uma mudança pacífica no cargo de treinador principal e sem quaisquer "animosidades", como alguns "reflectivos" previram e categoricamente desmentidos pela mais recente entrevista de Vítor Pereira: 
« Senti-me orgulhoso pela forma determinada com que a direcção do FC Porto e Pinto da Costa me pediram a minha continuidade. Aliás, até fiquei surpreendido com a persistência deles. Não é normal darem tanto tempo a um treinador para tomar uma decisão. Mostraram que me queriam, mas tive de tomar uma decisão e comuniquei-a ao presidente no dia 29 de maio. A partir daí o FC Porto teve de partir para outras opções e eu para outros caminhos »; 

iii)


houve uma planificação atempada da nova época desportiva, com todas as vantagens que tal suscita, e cuja pré-época pressupõe a participação num torneio de renome internacional (e não me refiro ao "Guadiana Cup") e uma (espécie de) digressão a dois países da América Latina onde o interesse no nosso quotidiano desportivo é emergente.


confesso, assim, que julgo ser possível estarmos confiantes no ataque ao terceiro tetra da nossa história desportiva. 
eu, pelo menos, estou cheio de confiança dessa capacidade. saibam os nossos responsáveis, a actual e o futuro plantel profissional serem capazes de (nos) transmitir a "tal" energia positiva, cativante, empolgante, que nos faz transcender e, por momentos, esquecer as agruras desta vida de (salutar) austeridade.


para finalizar, não posso deixar de manifestar (i) o meu apoio à mais recente crítica construtiva do caríssimo Jorge, lá no (muito azul) "porta19" e, entroncado naquela, (ii) o meu desalento quando leio comentários como o que se segue:

« [meu caro,] isto sem si não tem piléria nenhuma; os outros blogues são boa gente - tirando um que é estilo quinta coluna -, mas não têm a alma portista que o [caríssimo] põe nos seus artigos. »

posso não possuir a capacidade de algumas e/ou alguns de vós, na transmissão do meu sentimento de portista  - sobretudo porque, alguns dos meus espaços de referência, nesse "maravilhoso mundo da bluegosfera possuem mais anos de experiência do que este espaço de discussão pública (excepto para lampiões).
agora, o que me desgosta (e revolta, até!) é colocarem em causa o meu portismo sem sequer me conhecerem (de todo!)


somos Porto!, car@go!  
«este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

beijinhos e abraços sempre! muito portistas!
Muito Obrigado! pela tua visita :)