segunda-feira, 3 de junho de 2013

do lançamento de um desafio...



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caríssima(o) portista indefectível,

há uma semana comemorávamos a conquista de mais um título nacional para o nosso longo e riquíssimo historial; mais um tricampeonato para nos orgulharmos no Futuro, de tão «limpinho, limpinho, limpinho» que foi (e o terceiro daquele mesmo historial); mais uma vitória final e no epílogo de uma época desportiva dura, a deixar-nos felizes da vida; mais um triunfo final a distanciar-nos dos eternos rivais (no número de títulos ganhos, e sem taças latinas na contabilidade) e a aproximar-nos do seu último bastião (o número de campeonatos nacionais); mais um enorme sorriso que o nosso clube do coração nos conseguiu colocar no rosto, nestes tempos de extrema e insana austeridade; mais um motivo para uma extraordinária festarola em frente ao nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos (pois que, apesar do nosso salão de festas, por excelência - e não!, não me refiro ao ex-estádio da Lucy - seja a Av. dos Aliados, em plena Baixa da InBicta, ainda há um Rio que persiste em ser intolerante para com o clube que mais "ouro" traz para o orgulho de toda uma cidade que transporta no seu nome); mais uma festança, com muita cagança e muita pujança, para (literalmente) todo o Mundo ver, com os seus próprios olhos, como um clube (dito) «regional» conseguiu vergar (mais uma vez) a soberba arrogância dos clubes (ditos) «gloriosos».

e foi bonita a festa, não foi?
certamente que concordarás comigo que foi!!!
(e antecipadamente o prevejo, este será, porventura, o único ponto deste escrito em que iremos concordar. espero estar equivocadamente errado, mas não o creio...)

deixa-me fazer-te uma pergunta muito directa:
como praticaste o teu portismo na época desportiva que findou?

ou seja, o que pretendo saber é sobretudo e principalmente se foste dos que estiveram sempre, mas sempre e em todas as ocasiões (que não só nas festivas), com a nossa equipa do coração - conseguido, de forma estóica, controlar a crítica fácil e aplaudi-la quando ela mais precisava de apoio -, ou se preferiste os assobios e/ou os insultos gratuitos aos nossos principais artistas, enquanto saboreavas umas pipoquinhas, comportando-te como mais um dos adeptos rivais que nos visitam?

se foste um dos indefectíveis (daqueles que "antes quebrar do que torcer"), então desde já te dirijo os meus sinceros "Parabéns!" por tão louvável e nobre atitude.
é com portistas como tu que o nosso clube consegue ser grande, nobre e vitorioso! e (acredito) é para adeptos dos quatro costados como tu que os obreiros das conquistas que nos engrandecem e orgulhosamente enriquecem o nosso historial, dirigem as suas (habituais) mensagens de agradecimento pelo apoio prestado ao longo de toda uma árdua época desportiva.

se, por outro lado, foste um dos que preferiu optar pela (curtíssima visão da) perspectiva do "copo meio vazio", e/ou pela crítica fácil, e/ou por questionar tudo e todos quando as dificuldades apareceram, e/ou por pedir a cabeça do treinador ao primeiro desaire e/ou insucesso desportivo, e/ou por escrever autênticas alarvidades em caixas de comentários de muitos dos locais (que tenho por) de referência nesse "maravilhoso mundo que é a bluegosfera"®, então, mais do que tecer considerandos sobre essas tuas (para mim, reprováveis) atitudes, inversamente te proponho o seguinte desafio:

e que tal, já na próxima época desportiva que se avizinha, e independentemente do treinador e/ou jogadores profissionais que envergarem a cor do nosso manto sagrado, e independentemente da modalidade em que o nosso clube do coração esteja envolvido, seres mais um portista?  

isto é:

optares por um apoio pela positiva, o qual inclui (por exemplo e no meu entender), usar um adereço que identifique o teu fervor clubistae/ou estar de pé quando o hino do nosso clube de sempre está a tocar e durante todo esse período (que deve ser de orgulho, pelo reprimendas por «não conseguir ver para a frente» são dispensáveis), e/ou aplaudir todas as jogadas da equipa (inclusive e sobretudo, aquelas em que considerarias poder fazer melhor), e/ou optar por afirmares, do fundo do coração, «é o meu herói!» ao invés de «cepo do car@***o!», ao jogador que acaba de falhar um golo clamoroso (bem ao estilo do Paulinho Mc Laren, no Estádio do Bessa, em Novembro de 1992), e/ou deixar o assobio em casa durante os noventa minutos (mais os descontos) que durar a partida de futebol, e/ou não abandonar o estádio antes do jogo findar e só o fazer depois de ter aplaudido a equipa e independentemente do resultado final

a priori, estas sugestões parecerão infantis e porventura ineficazes; mas, acredita!, se tu também as conseguires colocar em prática, o ambiente no nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos será ainda mais intimidador (no bom sentido do termo) para os nossos adversários.
estou certo de que o seria...

assim sendo, a última pergunta (e decorrente do desafio lançado) é:

achas que conseguirás fazê-lo? 
estarás convicto de que serás capaz de apoiar o teu clube do coração de uma forma completamente diferente até então?


quero confiar que sim!, de que serás capaz, simplesmente porque não o farás para me agradar. e também porque não o farás por ti. fá-lo-ás em prol do nosso Amor comum: 
o Futebol Clube do Porto!



post scriptum pertinente:

(e antes que seja mal interpretado e/ou "chovam felicitações" precipitadas)


este escrito, mais do que pretender atacar e/ou ofender seja quem for, destina-se a lançar um singelo grito de revolta e um honesto apelo à forma como eu considero que deveria ser o apoio pela positiva ao nosso clube do coração.
aliás, como não me canso de o repetir, «o meu portismo não é nem pretende ser maior do que o teu!».
assim sendo, não estou (sequer!) a colocar em causa o portismo de seja de quem for. repito que não é esse o intuito deste texto, nem foi com esse propósito que redigi as linhas acima~

agora, se é válido que «o Portismo não se apregoa, pratica-se!» - e eu convictamente apoio esta forma de estar -, não me peçam para ser conivente e/ou meiguinho e/ou dócil e/ou carinhoso e/ou terno e/ou bondoso e/ou cúmplice e/ou tolerante, com uma situação que abomino quando amiúde me desloco ao Estádio do Dragão:
os assobios que se ouvem no decurso do tempo de jogo, destinados aos jogadores do meu clube de Sempre e dirigidos por adeptos que se comportam como se estivessem a ver o jogo "do outro lado" (i.e., no sector destinado ao clube visitante).

"disse!"


domingo, 2 de junho de 2013

não desligámos a luz...


© agência lusa


caríssima(o),

acabei de (re)ver a final da Liga Europeia, em hóquei em patins.
se é verdade que "as árvores caem de pé", também não o é menos que "nunca nos devemos achar demais pois tudo o que é demais sobra; tudo o que sobra é resto; e tudo o que é resto vai para o lixo".

ou seja: 


claudicámos no momento em que não o poderíamos fazer, com o brio que nos assiste. sei que os nossos jogadores foram inexcedíveis na Entrega, na Garra e no Querer, assim como também sei que tudo tentaram para levar de vencida o clube visitante. desta vez e mesmo com o élan de jogarmos em casa, não fomos superiores, pois houve quem tivesse sido ainda mais.
e este último factor - o de termos jogado no nosso reduto -, desemboca em algo que me desagradou e que me foi dado assistir (mesmo que em diferido): a presença de uma «certa e determinada» sobranceria, muito próxima da Soberba que é tão característica lá para os lados de Carnide e de uma agremiação (dita) «gloriosa». no meu entendimento, principiou na arrogância desmedida de alguns de nós, que considerámos que o encontro da final "seriam favas contadas", e terminou nalguns dos comentários da transmissão do Porto Canal, a insinuar que já haveria festa programada, ainda o cronómetro marcava quinze minutos de jogo (e ao décimo sétimo falhámos uma grande penalidade e os coisinhos empataram a três bolas no contra-ataque que se seguiu)...


em relação à transmissão televisiva do encontro em causa:


um "dois-em-um" nunca é bom para todas as partes envolvidas, pois que haverá sempre uma que sairá em perda (quando não são todas elas). portanto, se o privilégio era o directo do encontro de hóquei, no meu entendimento o resultado do encontro da equipa de andebol deveria ser actualizado (i) ou em comentário, (ii) ou em nota de rodapé, (iii) ou em «ambas as duas» situações. 
querer fazer tudo e ao mesmo tempo, para mim, não deu e dei comigo, a meio da segunda parte da partida, a preferir o silêncio dos comentários do segundo canal da estação (cada vez menos) pública de televisão e a informar-me do resultado do encontro de andebol no segundo canal de televisão (mais do que) oficioso do "clube do mito urbano dos «oito milhões e meio...» por Roberto".. 


sobre o final da partida:


consta que houve quem tivesse emitido um comunicado, madrugada adentro, alegando falta de «condições de segurança». do final da partida em causa, não houve (à data e hora) quaisquer indicações de situações menos próprias, como as que lamentavelmente se verificaram no encontro de juvenis - com «incidentes» a motivar séria reflexão por parte de quem de direito (mas não posso deixar de considerar que é curiosos como, nos últimos anos, estas merd@s têm sempre um clube como denominador comum, seja em que modalidade for, seja em que escalão for, seja em que condição for).
também não há quaisquer relatos de termos desligado as luzes, de termos ligado o sistema de rega (difícil, tratando-se de um pavilhão, mas não impossível), de termos sido indecorosos para o visitante, de os nossos jogadores não terem vitoriado o novo campeão europeu, de termos quebrado o protocolo (e abandonado o recinto mais cedo, não assistindo à entrega do troféu que tanto ambiocionamos).
antes pelo contrario: o Amor imperou no dragãozinho, sem reservas e sem que alguém o impedisse.
é (também) nestas alturas que marcamos a diferença para os nossos arqui-rivais.


sobre o Pedro Gil:


vibrou connosco como um portista que é e certamente que saiu desolado com o resultado final como qualquer um de nós. ainda retenho a imagem da exultação com o quinto golo portista...
e porque é oportuno e pela pertinência que encerra, partilho contigo a (breve) troca de sms com um de vós:

sms 1: 
« triste pelos rapazes do hóquei... mas viste o Pedro Gil na bancada, a festejar quando empatámos perto do fim? se eu mandasse alguma coisa, ele voltava já este ano (caso ele ainda queira)... » 
resposta: 
« estou a rever o jogo no Porto Canal. mas já percebi que perdemos. só estou a (re)ver as incidências da partida para poder escrever sobre o assunto. o Pedro Gil é catalão de nascença, mas portista de gema. » 
sms 2: 
« então passa para a incidência do pós 5-5. o homem é mesmo um de nós e deu para confirmar ontem que é mesmo o melhor do Mundo: quase que nos estraçalhava (sem festejar) »



para finalizar e tal como um dia afirmou Henry Ford, "o insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência".
mesmo assim e sem falsas modéstias, prefiro citar-me, aos 3'25'' do tempo extra: "ora fod*-se!".



somos Porto!, car@go!  
«este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

beijinhos e abraços sempre! muito portistas!
Muito Obrigado! pela tua visita :)



sábado, 1 de junho de 2013

dia mundial da criança



© Miguel Lima (Tomo II)
(clicar na imagem para ampliar)



dezassete meses depois do seu nascimento, um bicampeão pelo clube tricampeão nacional, a crescer a olhos vistos (e bastante palrador, também. não sei a quem sai :D )

enquanto comemora (com o papá) mais um campeonato nacional, há "uns" que não sabem qual é o sabor de um bicampeonato há cinquenta e nove anos (!!) e "outros" o de um tricampeonato há trinta e seis anos (!!!...


beijinhos e abraços (muito traquinas, e sempre muito portistas)!
Muito Obrigado! pela tua visita :)


sugestão musical:

«hino do FC Porto (1985)»

António Tavares Telles (letra) | TóZé Brito (música),