quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

a (e)levar bem alto o nome da cidade: Invicta



 © menosfutebol


muito gentilmente pedi-lhe:
"o FC Porto joga hoje... podes tratar do menino após dar-lhe o banho?"
sorriu-me e o olhar terno disse-me que estava com Sorte.
ainda o Guilherme estava a entrar na banheira, e ouvi:
"já adiantei o jantar; vai lá ver o futebol que eu também lhe dou o banho".

dirigi-me ao sítio habitual onde guardo religiosamente os meus mantos sagrados e coloquei o cachecol da Boa Fortuna à volta do pescoço. sentei-me no meu sofá de sonho (e de muitos e bons... roncos) e vi que só cheguei atrasado oito minutos. retirei o som à tv (como sempre, sobretudo se é a estação de Queluz (não, obrigado! não fumo!) a transmitir os jogos) e comecei a sofrer.
mas, o receio inicial que se apodera de mim (e não só, visto que não sou o único) cedo me abandonou.
efectivamente, não tinha razão de ser. estávamos a controlar o actual quarto classificado de La Liga - uma das melhores do Mundo. mandávamos no jogo. o pressing constante sob o portador da bola desnorteava-o, obrigando a errar, e lá recomeçávamos o ataque. ainda o cronómetro não tinha chegado à quinzena de minutos, e surgia uma estatística curiosa: tínhamos quase 65% de posse de bola. mas, esta posse era objectiva, teve sempre um fundamento: a procura do golo e o evitar que o adversário se acercasse (com perigo) do nosso último reduto.
acontece que o Málaga, a equipa-sensação da prova (que passou incólume num grupo em que disputou o acesso aos oitavos-de-final com Zenit e AC Milan, tendo registado dois empates, com golos, na casa destes dois adversários) foi «apenas e só» mais uma equipa que, no nosso teatro de sonhos, se limitou a jogar muito na expectativa, bastante retraída, com o "bloco" baixo, a apostar nos contra-ataques venenosos e em distribuir sarrafo velho enquanto o árbitro deixou.
assim, chegado o intervalo (num ápice: pareceu que os quarenta e cinco minutos foram só para aí vinte), os números pecavam por defeito e o empate a zero era demasiado lisonjeiro para o clube andaluz, tal a força do FC Porto. só faltava mesmo o golito que desbloqueasse aquela muralha vinda de terras onde "nem bom vento, nem bom casamento" e muito menos bom comportamento.

"vou arrumar as coisas lá dentro, ok?", disse-lhe eu com o carinho que consegui na altura.
o coração batia descontrolado, o pensamento estava junto dos (quase) quarenta e três mil adeptos no Dragão (descontados os espanhóis), o desejo era o de que o "tal" golo surgisse na segunda parte, a vontade era a de conseguirmos o feito de passarmos aos quartos,... 
e por falar em "quartos", todos estes pensamentos surgiram no decurso dessa rotina diária de arrumar o que ficou de mais uma banhoca do meu filhote, de preparar o seu quarto para o sonito que se deseja pacífico e de me sentar à mesa para jantar com a minha esposa (que tinha acabado de o fazer ao rei cá de casa).

"não estou com muito apetite. a segunda parte está quase a começar... como quando acabar o jogo, ok?
sei que estava a abusar da Felicidade, mas resolvi arriscar. não estava com apetite, não me apetecia comer fosse o que fosse e só pensava em regressar ao meu lugar de sonho, na minha sala de estar. sei que não estou sozinho nesta forma de viver os jogos... correu bem.

também correu (muito) bem aquela aposta de Alex Sandro em não desistir de um lance aparentemente perdido para o defesa do Málaga, aguentar duas cargas deste, desferir um sprint que o deixou "nas covas" e centrar milimetricamente para João Moutinho bater - finalmente! - o Willy (não é esse, é o Caballero...). fazia-se justiça, não só no Dragão, mas no marcador (que teimava em não ceder a nosso favor) *.
estávamos no minuto 56', explodia de felicidade (in)contida, extravasava todo o sofrimento até então e, na cozinha, apesar do berro "goooloooo!!!", o Guilherme sorria. foi a minha esposa que o confirmou, pelo que não tenho como duvidar.
assim como não duvido que são estes jogos que fortalecem o espírito de grupo e a união dos jogadores que partilham um mesmo balneário durante uma época inteira. aquele "abr@ço grupal" junto à bandeirola de canto quis dizer muita coisa (boa, claro!). 

este FC Porto "respira" e "transpira" tranquilidade!
nesta altura do encontro, pensava de mim para comigo que os jogadores da nossa equipa do coração defrontavam um clube com um orçamento que já foi escandaloso, repleto de nomes sonantes e de "estrelas" em vias de se tornarem Ocaso (mas mesmo assim, estrelas), vulgarizando-as.
os nossos bravos heróis não tinham medo de "pôr o pé", de (in)tentarem chegar primeiro, de colocar pressão em torno do jogador que não vestia um manto sagrado como eles, inclusive de "comer a relva" se caso fosse necessário. as estatísticas oficiais que surgiram perto do minuto 70' evidenciavam este querer: tínhamos uma posse de bola perto dos 70%, um total de 14 remates (7 à baliza) e já não posso precisar o número de cantos a nosso favor (mas era muito superior ao do clube espanhol).

"podemos?", disse-me com algum receio, por poder estar a importunar.
de pronto sentei o puto ao meu lado e transferi-lhe o que espero vir a ser um legado meu: enrolei o meu cachecol em torno do seu pescocito. não se intimidou, gostou e com ele permaneceu até final da partida.
esta chegara com o regresso de Atsu e de James aos confrontos na principal montra do Futebol Mundial - a Champions League -, com a "normal" quebra de intensidade na sua recta final (estamos a "falar" de homens de carne e osso, não de máquinas) e com o doce sabor de uma vitória que, mas do que merecida, abre-nos francas perspectivas face aos (espera-se que sejam só) 90' que restam desta eliminatória.
uma palavra para o russo Ismaylov: um jogaço, para quem já não competia a este nível... desde que está em Portugal, «penso eu de que».

entretanto e enquanto escrevo estas linhas, encontro-me no meu solitário local de sempre, nestas andanças pelo "maravilhoso mundo da bluegosfera"®.
o Guilherme já está a dormir com os anjinhos e a esposa retirou-se sorrateiramente pelos fundos para lhe fazer companhia, que o dia foi árduo (também) para ela.

ah! e continuo sem apetite e com o cachecol de volta ao meu pescoço...

* entretanto e enquanto pesquisava por uma imagem, para embelezar este escrito, deparei-me com uma notícia que refere que o golo do João Moutinho foi em fora-de-jogo. nesta, consta que o internacional luso beneficiou «de uma posição milimetricamente irregular».
o jornalista só se "esqueceu" foi de referir que, na primeira parte, houve um penalty que foi perdoado ao Málaga, por carga de Antunes sobre o Varela...
pois então, já que estamos numa fase em que o vernáculo se está a tornar corrente, inclusive neste espaço, apetece-me vociferar:

que ressabiados do car@**o! c'a filhos de uma g'anda p**@! f**@-se lá para os p@nel****s da m**d@!
não são capazes de ficar satisfeitos com uma vitória azul-e-branca...

é que não havia necessidade, porr@!



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

de uma Nortada sobre anti-jogos e afins...





caríssima(o),

estou em "retiro espiritual" até às 19h45m de hoje - altura em que a nossa Equipa do coração entrará em jogo, ante o Málaga, no nosso teatro de sonhos azuis-e-brancos, para a primeira parte de um desafio de (espera-se) 180'.
portanto, a boa notícia do dia é a de que esta "posta de pescada"® será curtinha - e se se tiver em linha de conta a imagem de marca deste espaço de discussão pública - excepto para lampiões - que paulatinamente vai conquistando o seu lugar nesse "maravilhoso mundo que é a bluegosfera"®: os "testamentos".


 
© pasquim da Travessa da Queimada
(clicar na imagem para ampliar)


as palavras atrás "reproduzidas" são da autoria do nosso António Simões, e foram publicadas no artigo "dos antijogos...", na sua coluna de opinião habitual COM A BOLA, OU TALVEZ NÃO...
considero que, com elas e através das mesmas, e complementadas com a mais recente NORTADA do nosso enfant terrible, Miguel Sousa Tavares (sob o título "sinais de pânico"), se encerra, em definitivo, o capítulo mais recente da categoria "lampionagens", a propósito do mais recente encontro da Briosa no ex-estádio da Lucy.
contudo, não posso deixar de frisar que, mais uma vez, fica(rão) para a estória da "verdade desportiva" (i) a incongruência dos lampiões em casos idênticos e (ii) a sua postura correcta e bastante desportiva no final de «certos e determinados» encontros.

da edição da edição impressa do pasquim da Travessa da Queimada, de hoje, Terça-feira, 19 de Fevereiro, também quero destacar o dossier de onze páginas (!!!) dedicado ao nosso clube de Sempre. dele, destaco a antevisão ao encontro da Champions (com particular ênfase para as declarações de Vítor Pereira e de Jackson Martínez), a estreia de Deco no corrente ano civil de 2013 (depois de três meses no "estaleiro") e o sonho de Pepe.
do editorial "até onde poderá chegar o 'dragão'?", da autoria do belenense vítor serpa; da mais recente e execrável guerrinha de fernando guerra "Briosa deprimente" e do artigo do (in)suspeito cruz dos santos "'penalty' indiscutível", apetece-me parafrasear o caríssimo Alex F., do (muito portista) "azul ao Sul":

ide «levar na peida», em bom «português suave»
 

 
© pasquim da Travessa da Queimada
(clicar na imagem para ampliar)

 
para concluir, não posso deixar de tecer o seguinte comentário sobre a capa do pasquim em causa:

se fico "contentinho" pelo facto do nosso clube do coração merecer um destaque de página inteira sem ser por (como dizer...) investigações levadas a cabo baseadas numa «previsão que lhe parecia segura»?
fico!
se fico plenamente satisfeito?
não!
então porquê?
porque "gostei muito" da escolha da manchete que encima a dita capa, retirando o devido protagonismo ao encontro de logo à noite. no meu entendimento, deveria ficar na coluna à direita (tal e qual as outras notícias).
não estarás a exagerar na crítica?
se calhar estou; mas só para quem não Ama o nosso clube do coração como nós.


beijinhos e abraços nada «pasquineiros», muito menos «gloriosos» 
(mas sempre muito portistas)!

Muito Obrigado! pela tua visita :)



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

das "gloriosas" (in)coerências...


 


caríssima(o),

no seguimento da "posta de pescada"® anterior e para encerrar em definitivo esse capítulo do "penalty caído do céu" no encontro de ontem à noite, no ex-estádio da Lucy, deixo-te com o que o órgão de comunicação (mais do que) oficioso do clube do mito urbano dos «oito milhões e meio...» por Roberto publicou na sua edição impressa de hoje (Segunda-feira, dia 18 de Fevereiro).
servirá, não só para memória futura, mas também para que os portistas dos quatro costados que se recusam adquirir o pasquim em causa - atitude que compreendo e respeito, pois também já estive "desse lado da barricada" - percebam a dualidade de critérios (mais do que) gritante que impera na totalidade da abjecta, muito parcial e demasiado facciosa Comunicação Social nacional, e sempre com o beneplácito da estação (cada vez menos) pública de televisão, e de que o pasquim da Travessa da Queimada é só um exemplo, mas porventura o mais emblemático).
e, talvez, quem sabe..., assim, dessa forma, deixe de ler por aí algo como:
« Às vezes, desactualizado como tenho de ser, procuro uma súmula na bluegosfera, mas parece que se entretêm mais a ler o que diz "ABola" (que tanto repudiam), ou o idiota útil do Miguel Sousa Tavares, do que em produzirem algo de seu mesmo; 'and last but not the least', alguns até copiam as secreções biliares dos de sempre »

pois que me revi nestas palavras. e sincera e honestamente não gostei do que li. senti-me insultado, sobretudo na Paixão e no Amor que dedico ao nosso clube do coração em cada uma das minhas "postas de pescada"®, por mais singelas que sejam. 
e como onde li não há a hipótese do contraditório - inclusive para portistas indefectíveis -, eis o que tenho a "dizer" em minha defesa sobre tal "acusação":

sim, é verdade que este espaço de discussão pública - excepto para lampiões - quase que "vive" da análise das edições impressas do pasquim da Travessa da Queimada.  as explicações para que tal aconteça vão sendo expostas amiúde, para não maçar. contudo, sempre adianto que uma das principais advém de o termo «NORTADA» e o nome «Miguel Sousa Tavares» serem as principais fontes de consulta neste novo espaço, como já o eram no (falecido) TOMO I...

mas não é só da análise ao que se publica nas edições impressas nesse pasquim que este que vos escreve se dedica; as várias categorias do TOMO II espelham a diversidade de temas que costumo abordar.
acontece que há uns que, para quem o visita, são bem mais interessantes do que outros. apesar de saber que "nem só do esférico rolando sobre a relva e de gajas que não são de Ermesinde vive o Homem, a (bem da) Verdade, são estes os seus ex libris. e, como já me rendi a essas evidências, faço por rentabilizar o tempo de quem visita este espaço que paulatinamente vai conquistando o seu lugar nesse "maravilhoso mundo que é a bluegosfera"®.

portanto: 

sim!, aqui há a análise objectiva e (im)parcial ao que se publica "de melhor" e inclusive ao quotidiano azul-e-branco, por alguém cujos olhos são (muito) azuis - logo a dita pecará por defeito. 
porém, tal não significa que não esteja a produzir algo meu, antes pelo contrário: é a minha análise a tais publicações; é a minha maneira de expor o que nelas se adultera da nossa "verdade desportiva"; é o modo como (com)partilho a minha leitura dessa intrincada "arte" de ardilosamente dissimular factos em prol de interesses (digamos) mais «gloriosos»
e, quanto mais não seja, é a forma que encontrei de defender os interesses de um Amor comum a todos nós, portistas indefectíveis dos quatro costados, e que dá pelo nome de Futebol Clube do Porto.
poderá não ser perfeita, mas é a minha forma de o expressar. e, a meu ver, é única - pois como já o afirmei, é minha, de mais ninguém - e por mais «secreções biliares» que o sejam (que eu considero que não são. de todo!).
"disse!"

a segunda parte desta "posta de pescada"®, com "a tal" resenha do que de "melhor" foi publicado na edição impressa do pasquim da Travessa da Queimada em causa, vem logo a seguir ao símbolo do "faceboKas"®, bastando clicar em «ler mais...».

(será uma segunda parte um pouco extensa - à semelhança do tempo de compensação concedido na partida em causa -, pois não tive a oportunidade de adquirir a edição em suporte de papel, e com ligeiras adulterações - não no conteúdo, mas na forma como chamarei os "bois" pelos seus nomes, por exemplo...) 


beijinhos e abraços nada «pasquineiros», muito menos «gloriosos» 
(mas sempre muito portistas)!

Muito Obrigado! pela tua visita :)