terça-feira, 20 de novembro de 2012

«por favor, sr. presidente, decida-se!»




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[...]

Por isso mesmo era importante que Cavaco Silva percebesse urgentemente o que está em causa e pusesse fora do Poder um (des)Governo que não tem um projecto.
Pior: um (des)Governo que acentua, a cada dia que passa, de forma desesperada, uma clientela de interesses que vai instalando no Estado e que se perpetua através da legislação que produz. 
Uma corrida contra o tempo particularmente evidente na área dos recursos naturais, por exemplo, onde as decisões sobre estimular a plantação de eucaliptos por todo o país, restringir as reservas ecológicas ou permitir o esventramento mineiro são atitudes inimagináveis num país europeu que percebe o caos climático para o qual caminhamos.
Nas questões das Finanças, o (des)Governo não está apenas a falhar no controlo da despesa: é sobretudo a forma como não percebe que é necessário olhar para a Grécia e ver que, no método, nada já nos separa daquele fim excepto uma questão de tempo. Porque o processo de descrença de empresários e trabalhadores no País necessita de um plano credível para dar um sentido ao trabalho e ao investimento - para que o único pensamento sensato na boca de toda gente não seja «emigrar».
Nada é mais fundamental, como afirmou Miguel Cadilhe, do que renegociar toda a dívida para o muito longo prazo, com juros muito mais baixos, de forma a que a nossa escalada de dívida não passe dos 120%, em que já está. E claro, exportar, trabalhar e cortar nalguma despesa no Estado.
Estamos no último momento para evitar a espiral irreversível rumo ao caos.
Por favor, sr. presidente, decida-se!

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autor: Daniel Deusdado | jn.pt (2012-11-15)
ps: os negritos, os sublinhados e os itálicos são da minha responsabilidade.

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O que terão pensado os meus alunos da Universidade ao ouvirem o Primeiro-ministro e o Ministro das Finanças, afirmarem, perante as câmaras de televisão, precisamente o contrário do que lhes ensinei e que leram nos livros de Macroeconomia e de Finanças Públicas?
Porque estamos em época de exames, entendi que era meu dever não ficar calado.
O argumento é falso.
Quando o crescimento económico de um país abranda, a política correcta é precisamente deixar que a receita fiscal baixe automaticamente e não cortar na despesa pública. [...] Se, quando um país é atingido por uma crise económica, se cortasse a despesa pública, a crise ainda se agravava mais. É por isso que não se deve fazê-lo.Como é que é possível que os assessores do Primeiro-ministro não lhe tenham explicado que este é um caso em que não há similitude entre o comportamento correcto para as famílias e para o Estado?

»

autor: Aníbal Cavaco Silva
(2001
, em "Crónicas de uma Crise Anunciada")
ps: os negritos e os sublinhados são da minha responsabilidade.


... enquanto o sr. Presidente da República (não) se decide,
eu «vou ali e venho já!» ;)



 © Bruno Sousa
(clicar na imagem para ampliar)



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

do «ofender a matriz do 'pintismo'...» [actualizado]



 © dn.pt


caríssima(o),

aviso-te, desde já, que este post vai ser looongooo, ok? 
(sobretudo porque terá duas extensas citações, que não consegui deixar passar em claro, na leitura da edição impressa do pasquim da Travessa da Queimada de hoje, a qual traz à estampa uma capa que gostaria que tivesse continuidade já amanhã, no lançamento do encontro que ocorrerá no Estádio do Dragão, mas com outra cor...)


feito o aviso, aqui vai disto.
principio pelo fim, i.e., pela última página daquela edição (pois, como já deves saber, gosto de ler os jornais de trás para a frente), e pelo editorial de santos neves, o qual "reza" assim: 

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tanto banzé por causa do jogo da selecção nacional, no Gabão - era "data FIFA" e, por isso, o exageradamente recalcitrante FC Porto teve em acção/desgaste mais jogadores estrangeiros do que os convocados por Paulo Bento... -, mas as "reservas" ligeiramente reforçadas de 5lb, SC Braga e FC Porto, à vontade, chegaram para a continuidade na Taça de Portugal.
Talvez o 5lb (em Moreira de Cónegos, em Janeiro de 2013, para a 15ª jornada) e o FC Porto (na Choupana, em Maio de 2013, para a 28ª jornada), tenham mais dificuldade quando lá voltarem, então para o campeonato nacional e com os seus melhores "onze"...

[...]

»

fonte: pasquim da Travessa da Queimada (2012-11-19)
ps: os negritos e os sublinhados são da minha responsabilidade.


primeiro:

para lá dos argumentos que invoquei na desmistificação do que foi escrito na edição impressa do pasquim da Travessa da Queimada, na passada Sexta-feira, invocar que «teve em acção/desgaste mais jogadores estrangeiros do que os convocados por Paulo Bento» é um facto que resulta de alguém que gosta de pensar com os cotovelos.
é que convém esclarecer que James e Jackson jogaram pela Colômbia em New Jersey (a 4838km do Porto) e Atsu jogou na Nigéria (a 4040km), ou seja, sensivelmente a mesma distância se tivessem que o fazer no seu país natal (Bogotá a 7630 km e Acra a 4045km); João Moutinho e Varela jogaram em Libreville, a 13724 km da cidade do Porto, num batatal e ante um adversário que só distribuiu "cacete"... 
convenhamos que não é bem a mesma coisa... e só por má fé se pode adjectivar as (para mim, legítimas) críticas de Jorge Nuno Pinto da Costa de obstinadas, teimosas ou inflexíveis.

segundo:

o «à vontade» na passagem aos oitavos-de-final não o foi de uma forma linear. 
aliás, das equipas referidas e pelos resultados obtidos, só o 5lb terá sentido mais "dificuldades" - o que, garantem-me, não aconteceu e pese embora o regresso do sr. luís grande ter ficado marcado por (mais uma) entrada a pés juntos, aos 55' minutos de jogo, merecedora de cartão vermelho e que (mais uma vez) passou impune...
portanto, se houve «à vontade» nos jogos do SC Braga e do FC Porto, tal deveu-se à entrega e ao profissionalismo dos atletas e como muito bem frisou Vítor Pereira. só que, o sr. santos neves desconhece o que é tal, de tão habituado que está a seguir as vicissitudes do seu «glorioso» clube do coração (e que não é o Belenenses)...


mas há mais.
página seguinte (a nr. 39, da edição do pasquim em causa) e deparo-me com o mais recente 2artigo de opinião" do 'excremento' (do) Delgado.
atente-se bem:

«

« Pinto da Costa ao longo dos anos tem sido um homem devotado à selecção nacional. Tem apoiado e viajado com a selecção e transmitido o que deseja para bem do futebol português e do país » 
Lourenço Pinto, presidente da Associação de Futebol do Porto, à Rádio Renascença

Por onde é, até sei, / e sei que não é por aí... 

se me disserem que Pinto da Costa tem como "imagem de marca" fazer tudo (tudo, tudo!) para defender e criar condições de vantagem ao FC Porto, assino por baixo.
neste contexto, sempre que entende que o interesse dos 'dragões' é beliscado - e, como a selecção, inúmeros casos -, Pinto da Costa sai a terreiro e defende a sua dama. afirmar o contrário é ofender a matriz do 'pintismo'...

[...]

Rei de Ouros: Paulo Bento

neste CARTAS NA MESA, este Rei é fruto de uma ponderação entre um Duque (que a exibição da selecção nacional, no Gabão, justifica) e um Ás (que corresponde à resposta dada a Pinto da Costa).
Paulo Bento continua de espinha direita; diz o que pensa, sem se preocupar com os 'timings' políticos e dá garantias de, bem ou mal, fazer o que faz... por convicção.



[legenda por debaixo de uma foto de João Moutinho vestido de azul-e-branco, e que não é a que embeleza esta parte do post]

Quarta-feira FIFA.
acima de tudo, uma data mal escolhida como janela para confrontos internacionais. porém, nenhuma surpresa por parte dos clubes, que já há muito conheciam o calendário e são ressarcidos pela cedência de jogadores à selecção (o FC Porto recebeu, pela participação da selecção no Euro2012, meio milhão de euros). quanto à tempestade num copo de água feita por Pinto da Costa, desengane-se quem pensar que foi uma birra. o presidente dos 'dragões' não dá ponto sem nó - como a seguir se verá...

»

fonte: pasquim da Travessa da Queimada (2012-11-19)
ps: os negritos, os itálicos e os sublinhados são da minha responsabilidade.

terceiro:


este "senhor" é o exemplo do anti-portismo primário. e do anti-Pinto da Costa mais básico.
acima de tudo, recuso-me a descer ao seu nível rasca (e apesar de já o ter mandado a dois ou três sítios que eu cá sei. olha, mais um! já são quatro sítios).
é que, só por manifesta ignorância é que pode incluir as verbas que os clubes receberam por pela participação numa fase final de uma competição de selecções com os jogos da fase de grupos de apuramento para uma fase final...
enfim... «tudo isto existe / tudo isto é triste / tudo isto é (o nosso) Fado»...

actualização às 22h20m:




© Google | Miguel Lima (Tomo II)


«  

A RTP ou é privatizada totalmente, doa a quem doer, cumprindo a promessa eleitoral, e percebe-se a intenção do Estado; ou, dando um passo atrás, é reestruturada e deve adequar os meios e as despesas às possibilidades do País. Nesse sentido, os resultados apresentados recentemente pela empresa até são encorajadores. Esta última seria a decisão mais certa [...]
A RTP é uma estação de grandes profissionais de informação, gente séria e independente que tem sabido conviver equilibradamente com a tutela do Estado. 

» 


quem afirmou o que se transcreveu?
exactamente o sr. da imagem acima, que apelidou o nosso querido líder de «último dos coronéis do futebol», num programa da estação (muito pouco) pública de televisão, num programa que se desejava ser «o termómetro da política portuguesa»... 

somos Porto!, car@go! «este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

beijinhos e abraços (nada pasquineiros)!
Muito Obrigado! pela tua visita :)



domingo, 18 de novembro de 2012

das minhas considerações sobre o "jog'Atsu" na Madeira...



© Google | Miguel Lima (Tomo II)



caríssima(o),

uma emergência (médica) de última hora (como são todas...), no dia de ontem, impediu-me de visionar correctamente o encontro que se disputou no Estádio da Madeira, para a quarta eliminatória da Taça de Portugal.
do que pude ver - nomeadamente os últimos vinte minutos do encontro -, gostei sobretudo da entrega dos jogadores (de todos os jogadores) para levarem de vencida um opositor que sempre soube causar enormes dificuldades à nossa equipa e num Passado recente, motivo mais do que suficiente para que o lançamento da partida em causa, por parte da nossa abjecta, muito parcial e demasiado facciosa  Comunicação Social, tivesse sempre - mas sempre! - uma pontinha de Esperança de que aquele tivesse outro desfecho que não a nossa passagem aos oitavos-de-final da prova em questão.

portanto e porque não o vi defendido na esmagadora maioria dos meus espaços de referência nesse "maravilhoso mundo da bluegosfera"®, e para lá de todas as análises que foram feitas à partida em causa - sobretudo a do pasquim da Travessa da Queimada, na sua edição impressa de hoje (Domingo, 18 de Novembro) e de que darei "voz" em tempo oportuno -, o meu destaque da partida na Choupana vai, por inteiro, para as seguintes declarações de Vítor Pereira:

«

Depois deste jogo, de gestão difícil e com um resultado de 3-0, só me apetece dar os parabéns a estes homens, pelo carácter que demonstram, e aos jogadores que tenho.
Todo o plantel demonstrou que está emocionalmente unido, que pensam todos no que é melhor para a equipa.
Mesmo sob condições difíceis, demos uma demonstração clara de um grande espírito de grupo e de Qualidade.
Fizemos a gestão possível, em função das condições em que os jogadores chegaram das selecções. Chegaram muito cansados... Infelizmente, somos nós que, depois, temos que gerir isto tudo...

»

fonte: fcporto.pt (2012-11-17)
ps: os negritos, os sublinhados e os itálicos são da minha responsabilidade.


quero acreditar que efectivamente, esta época, e depois da "limpeza de balneário" feita (a qual principiou em Janeiro deste ano, é bom recordá-lo), o nosso treinador controla o grupo de que dispõe e a todos os níveis - inclusive emocionais.
sustento a minha convicção com um dado relevante e pese embora "aqueles desliganços" que, por vezes, se lhe (re)conhecem: actualmente a Equipa funciona em bloco e não se deixa vencer ante as adversidades que lhe são causadas (inclusive com idas ao Gabão e afins).
e este é, para mim, um factor importante, pois significa que, enquanto adepto, poderei estar descansado quanto a eventuais rebeliões no seio de um grupo que se deseja unido e concentrado na conquista de objectivos comuns - os quais, mesmo prezando o Colectivo, não deixarão de dar visibilidade e ainda mais notoriedade ao talento individual de cada um dos jogadores que compõem o plantel sénior.

por último, uma palavrinha para o senhor que se segue:

é bom voltar a ver-te sorrir, pá!



 © Google


beijinhos e abraços (muito portistas)!
Muito Obrigado! pela tua visita :)