segunda-feira, 3 de setembro de 2012

novo 'mail' aberto a Vítor Serpa


 
© abola


ex.mo senhor
Vítor Serpa
(director do "jornal" A Bola),

como deverá saber, desde Maio último, o meu nome é Miguel Lima e sou um fervoroso adepto do Futebol Clube do Porto
também já deverá saber que, na defesa intransigente dos interesses do meu clube do coração desde que me conheço (pertenço à colheita de 1975...), sou administrador de um blogue afecto a tal causa, desde Julho de 2008, o qual já vai na sua segunda edição e possui um razoável número de visitas diárias (cerca de meio milhar por dia). e que aquele é um número que em nada se compara, por exemplo, a outros sítios de referência nesse "maravilhoso mundo que é a bluegosfera"®, ou até à página on line do seu "jornal", mas que, mesmo assim, me deixam muito orgulhoso do trabalho desenvolvido em prol do meu orgulho futebolístico.

por diversos motivos, desde aquela data de 2008, sou um "fiel" leitor do "jornal" que V. Exa. dirige, e sigo os seus editoriais com particular interesse, dispensado algum do meu precioso tempo a comentá-los naquele espaço de discussão pública e sempre que a Razão assim me assiste.
por exemplo, fi-lo a 14 de Maio último, enviando-lhe um e-mail aberto e que divulguei no meu blogue, e ao qual ainda aguardo resposta...

hoje e apesar do adiantado da hora, vou repetir aquele gesto, o qual já não é redigido "a medo" e sem procurar ter cuidado com as palavras - o que não significa ser deselegante e/ou mal-criado (pois não foi essa a educação que recebi dos meus progenitores).
e repeti-lo-ei sempre que sentir que o meu portismo é ofendido nos editoriais que o sr. assina.

no editorial deste Domingo, sob o título "como é possível James de fora?", o sr. escreve:

1) « Fez bem o FC Porto em pressionar a Liga e levar o jogo com o Olhanense para o Estádio do Algarve. [...] ».
vai-me desculpar, mas a bem do interesse público, seria de todo útil  apresentar provas aos seus leitores do que escreveu, nomeadamente das «pressões» a que se refere, a bem de não se considerar que se trata de (mais) uma insinuação torpe - já para não referir a calúnia e a difamação públicas do bom-nome das instituições atingidas, as quais podem agir judicialmente sobre si.
(é que, pelas notícias vinculadas ao público, em Agosto último, a mudança de local para o jogo em apreço deveu-se ao mau estado do relvado do Estádio José Arcanjo, casa do Olhanense - e cuja direcção do clube concordou com a realização do encontro no Estádio do Algarve. aliás, até foi por se aperceber desse péssimo estado do relvado que a direcção do clube algarvio solicitou à LPFP a alteração do local da partida ante o Estoril...)
2) « [...] pena foi que tivesse sido visto, ao vivo, por menos de dez mil espectadores. Continua, aliás, a não se compreender muito bem como é possível que tão poucos portistas acompanhem o bicampeão nacional. Parece que apenas os incondicionais marcam presença e puxam com entusiasmo pelo dragão. [...] ».
vai-me desculpar novamente, mas sabe tão bem como eu (ou melhor, até) que o FC Porto, apesar de ser um clube com adeptos espalhados por todo o Mundo, em Portugal Continental e em terras algarvias em particular, ainda não possui um nr. de adeptos suficiente para encher um Estádio do Algarve, com uma lotação para 30305 espectadores. também deverá perceber que uma deslocação, a título particular, ao Algarve, nos tempos que correm (que são de muito aperto do cinto...), não fica por menos de cem euros - só em gasolina e portagens e sem contar com o preço do bilhete.

assim e pelo exposto, peço-lhe um pouco mais de contenção na sua ironia (nada) refinada quando se dirige aos adeptos do FC Porto nos modos grosseiros em que o fez e tendo em apreço as citações em causa. 
pode não simpatizar connosco, mas como responsável de um órgão de comunicação que também é vendido no estrangeiro, o sr. possui responsabilidades editoriais, pelo que fica-lhe mal ofender adeptos de um clube de futebol da forma deselegante em que o fez, sejam eles de que clubes forem.

mesmo assim e porque não quero que fique na Ignorância, fica o registo de que alguns milhares dos que foram ao Estádio do Algarve não o teriam conseguido se pretendessem ir ao Estádio José Arcanjo, com uma capacidade para 5561 espectadores.
e, já agora e só para termos de comparação, talvez devesse saber que o Vitória de Setúbal não viu a lotação do seu estádio totalmente preenchida no encontro frente ao 5lb. numa partida em que a deslocação do clube visitante dista menos de cinquenta quilómetros, o Estádio do Bonfim teve 10566 espectadores para uma lotação máxima de 15497...
 mas, destes factos não escreve o sr. nos seus editoriais, pois não? pois não... chama-se a essa atitude "discriminação".

para finalizar este meu novo desabafo, mais uma vez lastimo que, no jornal que V. Exa. dirige, o meu FC Porto não encha de orgulho a sua redacção (antes pelo contrário), sendo infelizmente alvo de muita inveja (daquela dita «gloriosa» e que consta em "Os Lusíadas", no último verso, da última estrofe, da última quadra, do último canto).
mas, também sabemos que o nosso balneário se "alimenta" das muitas, imensas manchetes do seu jornal para continuar a granjear enorme prestígio além-fronteiras e a Vencer (para a descomunal azia de muitos).
somos Porto!, car@go!  
«este é o nosso destino»: «a vencer desde 1893»!

de V. Exa.,
saudações desportivas mas sempre pentacampeãs! 

Miguel | Tomo II


domingo, 2 de setembro de 2012

gaja boa (bem boa!), que é do FC Porto e é muito Ghira



caríssima(o),

pelo título do post em apreço quase que aposto que (inconscientemente) pensaste que me refiro a um "helicóptero" (uma cena que gira e boa). pois não há equívoco, tendo em consideração que a moranguita Débora Ghira está no top10 dos "helicópteros" nacionais.

um dos seus maiores atributos é ser uma indefectível adepta do FC Porto, razão mais do que suficiente para a incluir na nova rubrica deste nosso espaço de discussão pública "gajas boas (e bem boas!) e que são do FC Porto". 

é mais uma beldade reserBada, não só para ti!, mas sobretudo como resposta a um repto lançado pelo caríssimo Vila Pouca, quando perguntava, num seu escrito, «como podemos competir contra um clube que tem estes argumentos.

mais uma vez, faço votos de o conseguir demover de alguma da sua incredulidade.  
(literalmente) veremos se terei sucesso com esta minha demanda. sei que conto contigo para a sua justa avaliação ;)
 
* se clicares no nome da senhorita, adepta incondicional do FC Porto, num lettring diferente, ficarás a conhecê-la um pouco melhor ;)
não precisas de agradecer; eu sei que sou um querido! ;)

** salvo alguma alteração em contrário, tenho previsto uma periodicidade que se deseja mensal para esta nova rubrica (e que está a ter alguma aceitação junto de quem é visitante regular neste espaço) ;)

beijinhos e abraços (com muitos afins)!
Muito Obrigado! pela tua visita :)

sábado, 1 de setembro de 2012

para reflectir...


 
© dn.pt | Miguel Lima (Tomo II)

«

[...]

Já alguém fez as contas a quanto custou o final do basquetebol no clube?
É que toda a gente fala naquilo que iria custar. Mas é bom que não nos esqueçamos que tínhamos jogadores contratados e renovações acertadas para a época que se iria iniciar dentro em breve. Esses jogadores tinham contratos assinados, vínculos laborais com salários associados, pelo que é preciso pagar-lhes! E com aqueles que não se consegue acordo, no mínimo a Lei obriga ao pagamento de três meses de salários...


Como é possível contratarem-se jogadores e depois acabar a modalidade?

Quem os contratou e com que indicações?

Ninguém sabia que a modalidade iria acabar?

É isto uma estratégia pensada e definida com antecipação? 
Enfim...

E mais:
 
se querem definitivamente que as modalidades sejam autónomas, não brinquem com a Autonomia: por exemplo, deixem que cada modalidade e cada um dos seus responsáveis, arranje os seus próprios patrocínios, os seus próprios capitais próprios; que seja responsável pelo seu próprio orçamento. 
O clube que contribua com o valor que entender, que faculte a utilização das instalações (ao invés de cobrar uma taxa de utilização), e que depois responsabilize cada um dos homens fortes das modalidades pelo restante do orçamento. 
Parem de obrigar a que o dinheiro entre na Porto Comercial e depois seja distribuído em percentagens, sempre com o futebol à cabeça.

[...]

Perante tudo "isto", acho que falta coerência no discurso de alguns portistas, que querem o melhor de dois Mundos: ganhar tudo e ter sempre muito dinheiro e estabilidade financeira, vendendo apenas pelas cláusulas de rescisão.
Da mesma forma, acho que os nossos dirigentes precisam de actuar em conformidade com uma determinada estratégia, que aos meus olhos nem sempre está tão bem definida quanto isso, especialmente no que às modalidades diz respeito.

[...]  

»

autor: "Norte"
fonte: bibó FC Porto, car@go!
ps: os negritos, os itálicos e os sublinhados são da minha responsabilidade.


... tenho a fonte por fidedigna, motivo (mais do que) suficiente para também "dar voz" ao que se passa no nosso clube, que está longe de um modelo de perfeição absoluta e que também tem lacunas.

faço votos (sinceros) para que tudo o que acima foi reproduzido seja debelado no mais curto espaço de tempo e para bem de todas as partes envolvidas nesse processo - sócios, adeptos e simpatizantes incluídos (e por essa ordem). 


beijinhos e abraços (reflexivos)!
e MUITO OBRIGADO! pela tua visita ;)